VIX Brasil desaba 27% após primeiro turno das eleições presidenciais

O mercado estava dizendo que a definição eleitoral era preferível à incerteza
Após o primeiro turno das eleições, o VIX Brasil caiu 27,74%, refletindo redução na aversão ao risco dos investidores.
Mark

Por que o VIX Brasil subiu tanto antes das eleições? O que exatamente os investidores temiam?

Mimi

A incerteza eleitoral é uma das maiores fontes de volatilidade para um mercado. Ninguém sabia qual seria o resultado, e isso afeta decisões de investimento em toda a economia. Quando há dúvida sobre quem vai governar, há dúvida sobre políticas econômicas, gastos, impostos — tudo fica em suspenso.

Luke

Mas o VIX subiu para 32,77 pontos. Isso é realmente alto? Qual é o contexto histórico? Ele já esteve mais alto em outras crises?

Mimi

O índice foi criado em março de 2024, então temos menos de três anos de histórico. Esses 32,77 pontos são o recorde desde então. Mas não sabemos como ele se comportou em crises anteriores, porque não tínhamos o índice.

Mark

E a queda de 27,74% na segunda-feira — isso significa que o resultado das eleições foi bem recebido? Ou apenas que a incerteza diminuiu?

Mimi

Provavelmente os dois. Ter um resultado conhecido é melhor que ter incerteza, independentemente de qual seja o resultado. Os investidores podem agora planejar com base em informação real, não em especulação.

Luke

Mas ainda há segundo turno. Por que o VIX caiu tanto se a eleição não terminou?

Mimi

Porque o primeiro turno eliminou muitas possibilidades. Agora o mercado sabe quem está na disputa final, pode começar a precificar cenários mais específicos. A incerteza diminuiu significativamente, mesmo que não tenha desaparecido.

Mark

Então quando o VIX sobe acima de 30, é sempre sinal de crise iminente?

Luke

Não necessariamente. A B3 diz que acima de 30 há maior turbulência e incerteza, mas isso não significa que uma crise vai acontecer. Significa que o mercado está nervoso. Pode ser nervosismo justificado ou exagerado — a fonte não nos diz qual era o caso aqui.

Mimi

Exatamente. O VIX é um termômetro da emoção do mercado, não uma previsão do futuro. Ele subiu porque havia incerteza real. Caiu porque a incerteza diminuiu. Simples assim.

  • O mercado brasileiro entrou na semana eleitoral em estado de alerta máximo, com o VIX superando 30 pontos em dois pregões consecutivos — território de turbulência severa segundo a própria B3.
  • Na sexta-feira pré-eleitoral, o índice bateu 32,77 pontos, seu maior nível desde a criação do indicador em março de 2024, sinalizando apreensão extrema dos investidores.
  • Com o primeiro turno realizado no domingo e os resultados conhecidos, a névoa da incerteza começou a se dissipar — e o mercado respondeu de forma imediata e contundente.
  • Na mínima da segunda-feira, o VIX chegou a 21,86 pontos, e o fechamento em 23,69 confirmou que o apetite ao risco havia retornado em força expressiva.
  • O segundo turno permanece no horizonte, e novas turbulências são possíveis — mas por ora, o mercado sinalizou que informação parcial vale mais do que silêncio total.

Há momentos em que os mercados financeiros revelam, com precisão quase cirúrgica, o estado emocional coletivo de uma nação. Na segunda-feira seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras de 2026, o VIX Brasil — o índice que mede o medo dos investidores — despencou 27,74%, fechando em 23,69 pontos após ter atingido seu recorde histórico de 32,77 pontos na véspera do voto. O que o número revela não é apenas alívio técnico, mas algo mais humano: a incerteza, mesmo quando não totalmente resolvida, pesa mais do que qualquer resultado concreto.

O VIX Brasil, índice que captura o medo coletivo dos investidores ao medir a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias com base nas opções sobre o Ibovespa, viveu dias de extrema tensão antes das eleições presidenciais de 2026. Na quinta-feira anterior ao voto, o indicador quebrou seu próprio recorde ao fechar em 32,39 pontos. No dia seguinte, foi ainda mais longe: 32,77 pontos, o maior nível desde sua criação em março de 2024. Para a B3, ultrapassar 30 pontos é sinal inequívoco de turbulência e incerteza significativas — e o mercado estava exatamente ali.

O que separou esse pico do alívio subsequente foi um único evento: o primeiro turno das eleições, realizado no domingo, 4 de outubro. Com os resultados conhecidos, mesmo que o segundo turno ainda estivesse por vir, a incerteza que havia paralisado os investidores começou a ceder. Na segunda-feira, o VIX desabou 27,74%, fechando em 23,69 pontos — e chegando a tocar 21,86 pontos na mínima do pregão.

A magnitude da queda em um único dia diz muito sobre a natureza do medo nos mercados: não era o resultado em si que os investidores temiam, mas a ausência de informação. Com alguma clareza sobre o cenário político, o apetite ao risco retornou. O mercado, em sua linguagem própria, declarou que preferia qualquer definição à espera. O que vem a seguir — o segundo turno, os desdobramentos econômicos — ainda pode trazer novas ondas de volatilidade. Mas naquele momento, o índice do medo havia, ao menos temporariamente, encontrado seu chão.

O indicador que mede o medo no mercado brasileiro despencou na segunda-feira. O VIX Brasil, que havia estabelecido seu próprio recorde histórico apenas três dias antes, caiu 27,74% no pregão seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais. Fechou em 23,69 pontos — uma queda abrupta que sinalizava algo fundamental: os investidores, de repente, estavam menos assustados.

Na sexta-feira anterior ao voto, o 2 de outubro, o índice havia tocado 32,77 pontos, a maior marca desde sua criação em março de 2024. Um dia antes disso, na quinta-feira, já havia quebrado o recorde anterior ao fechar em 32,39 pontos. Duas vezes em dois dias — o mercado estava em estado de alerta máximo. Segundo a própria B3, níveis acima de 30 pontos costumam indicar períodos de turbulência e incerteza significativas. Os investidores estavam cautelosos, apreensivos com o que viria.

O VIX Brasil não é um número abstrato. Ele é calculado a partir das opções sobre o Ibovespa negociadas na B3 e mede a volatilidade implícita que o mercado espera para os próximos 30 dias. Em outras palavras, ele captura o que os operadores acreditam que pode acontecer — quanto mais alto, mais turbulência se antecipa. Quando sobe para além de 30, é sinal de que a aversão ao risco tomou conta.

O que mudou entre sexta-feira e segunda-feira foi simples: as eleições aconteceram. O primeiro turno se realizou no domingo, 4 de outubro, e com os resultados conhecidos, a incerteza que havia pairado sobre o mercado começou a se dissipar. Não que tudo estivesse resolvido — ainda havia segundo turno pela frente — mas o resultado do primeiro turno foi suficiente para que os investidores respirassem um pouco mais fundo.

A queda de 27,74% em um único pregão é expressiva. Na mínima do dia, o índice chegou a 21,86 pontos, ainda mais baixo. Essa trajetória descendente reflete um apetite ao risco que retorna. Quando o VIX cai, significa que os operadores estão dispostos a assumir posições mais agressivas, a acreditar que o pior passou. O mercado, em essência, estava dizendo que a definição eleitoral — mesmo que parcial — era preferível à incerteza que a antecedia.

O que vem a seguir dependerá de como o mercado processa os próximos passos políticos e econômicos. O segundo turno ainda está no horizonte, e há sempre a possibilidade de novas turbulências. Mas por enquanto, o indicador que havia atingido seu pico de ansiedade mostrou que, pelo menos naquele momento, os investidores acreditavam que tinham informação suficiente para tomar decisões com um pouco menos de medo.

Nível acima de 30 pontos costuma estar associado a períodos de maior turbulência e incerteza
— B3
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