VIX Brasil bate recorde pela 2ª vez antes das eleições de 2026

O termômetro do medo disparou novamente, marcando o segundo recorde em três dias
O VIX Brasil atingiu 32,77 pontos na sexta-feira, refletindo a ansiedade dos investidores a dois dias das eleições.
Mark

Por que o mercado está tão assustado? A pesquisa mostra uma diferença de cinco pontos entre os candidatos — isso não é decisivo?

Mimi

Cinco pontos em votos válidos é margem fina demais para confortar investidores. Há volatilidade real nas pesquisas, e o mercado está precificando a possibilidade de um segundo turno, o que prolonga a incerteza.

Luke

Mas precisamos ser cuidadosos aqui. O VIX Brasil foi criado em 2024 — estamos falando de um índice com menos de dois anos de história. Quando dizemos "recorde histórico", estamos falando de um recorde em um período muito curto. Não sabemos como esse índice se comporta em ciclos mais longos.

Mark

Entendi. Então o pânico pode ser real, mas a base de comparação é pequena.

Mimi

Exatamente. Mas o fato é que investidores estão usando esse índice como ferramenta de proteção agora. Independentemente de quanto tempo ele existe, o comportamento dele nesta semana reflete decisões reais de proteção de carteira.

Luke

Verdade. E quanto ao petróleo — o G7 liberou 100 milhões de barris, mas o Brent ainda subiu 4,94% na semana. Isso sugere que a preocupação com o Oriente Médio está superando o efeito da liberação de reservas.

Mark

Então a queda do petróleo na sexta foi apenas um movimento tático?

Mimi

Parece ser. O comunicado do G7 causou uma reação imediata — o WTI caiu até 4% — mas as tensões estruturais no Oriente Médio e a falta de progresso nas negociações EUA-Irã continuam sendo o fator dominante.

Luke

E não sabemos ainda qual será o impacto real dessa liberação de 100 milhões de barris. Estamos falando de uma liberação ao longo de quatro meses, com ênfase em diesel nos primeiros 20 dias. Os números são públicos, mas o efeito prático ainda é incerto.

  • O VIX Brasil bateu 32,77 pontos na sexta-feira, acumulando uma escalada de recordes ao longo de toda a semana eleitoral.
  • A pesquisa Datafolha com margem de apenas cinco pontos entre os dois principais candidatos mantém investidores e gestores em estado de alerta máximo.
  • No cenário externo, o G7 anunciou liberação de 100 milhões de barris de reservas estratégicas, derrubando o WTI até 4% em determinado momento da sessão.
  • O dólar recuou levemente no dia, mas acumula alta semanal, sinalizando que o alívio pontual não dissolve a pressão estrutural do risco eleitoral.
  • Com a eleição a 48 horas, o mercado enviava uma mensagem inequívoca: o resultado é incerto e as carteiras precisam de proteção.

Às vésperas de uma eleição presidencial que o mercado considera genuinamente imprevisível, o VIX Brasil atingiu 32,77 pontos — seu segundo recorde histórico consecutivo desde a criação do índice em 2024. O instrumento, calculado a partir das opções sobre o Ibovespa, traduz em números a ansiedade coletiva de investidores diante de uma disputa em que cinco pontos percentuais separam Lula de Flávio Bolsonaro. É o mercado exercendo sua função mais antiga: precificar a incerteza humana.

Na sexta-feira, 2 de outubro, o VIX Brasil fechou em 32,77 pontos — o segundo recorde histórico em sequência para o índice criado em 2024. A escalada havia começado na segunda-feira anterior, quando o indicador atingira 31,84 pontos, sua máxima até então. Nos dias seguintes, o índice subiu novamente, e na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais ultrapassava todos os patamares anteriores. O mercado estava, à sua maneira, confessando que não sabia o que viria a seguir.

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira ajudava a explicar a tensão: Lula aparecia com 42% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro. Nos votos válidos, a diferença encolhia para cinco pontos percentuais — margem suficiente para manter analistas e gestores de fundos em vigília constante. O VIX Brasil, calculado a partir das opções sobre o Ibovespa na B3, funciona como termômetro da percepção de risco, e naquele momento o termômetro não parava de subir.

No cenário internacional, o petróleo oferecia algum alívio temporário. O anúncio do G7 de liberar 100 milhões de barris de reservas estratégicas nos próximos quatro meses derrubou o WTI até 4% nas mínimas da sessão, embora o Brent ainda acumulasse alta semanal de quase 5%, pressionado pelas tensões no Oriente Médio e pela distância de um acordo entre Estados Unidos e Irã. O dólar encerrou o dia com leve queda, cotado a R$ 5,2173, mas subia 0,65% na semana. Com a eleição a dois dias, o mercado dizia com clareza o que os números confirmavam: havia risco real, e ninguém sabia como aquilo ia terminar.

O termômetro do medo no mercado brasileiro disparou novamente. Na sexta-feira, 2 de outubro, o VIX Brasil — o índice que mede a volatilidade esperada nos próximos 30 dias — fechou em 32,77 pontos, marcando o segundo recorde consecutivo. Era a segunda vez em três dias que o indicador atingia um novo pico histórico, refletindo a ansiedade dos investidores a dois dias do primeiro turno das eleições presidenciais.

O índice havia subido 1,17% em relação ao dia anterior, quando havia fechado em 32,39 pontos. Mas o movimento não começou ali. Na segunda-feira, 28 de setembro, o VIX Brasil havia alcançado 31,84 pontos — até então sua máxima histórica desde sua criação em 2024. Na terça-feira seguinte, subiu novamente para 32,06 pontos. Agora, na sexta, ultrapassava ambos os patamares. A escalada refletia a proximidade de um momento de decisão política que o mercado via como genuinamente incerto.

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostrava Luiz Inácio Lula da Silva com 42% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, do PL, registrava 38%. Quando considerados apenas os votos válidos, a margem se estreitava ainda mais: 45% para o petista contra 40% para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma diferença de cinco pontos percentuais em uma eleição presidencial é margem suficiente para manter investidores e analistas em estado de vigilância constante.

No cenário internacional, o petróleo oferecia algum alívio. O Brent para dezembro caiu 0,06%, fechando em US$ 102,25 o barril, enquanto o WTI para novembro recuou 1,9%, a US$ 91,11. O movimento foi desencadeado por um anúncio do G7: os países do grupo liberariam 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto de suas reservas estratégicas ao longo dos próximos quatro meses, com uma liberação "substancial e antecipada" de diesel nos primeiros 20 dias. Em um momento, o WTI havia caído até 4% nas mínimas da sessão. Apesar disso, o Brent havia acumulado alta de 4,94% na semana, enquanto o WTI cedia 1,41%, sinalizando que as preocupações com tensões no Oriente Médio e a distância de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã continuavam pesando.

O otimismo em Wall Street, alimentado por um relatório de emprego dos EUA bem abaixo do esperado em setembro — o que reforçava a expectativa de que o Federal Reserve manteria os juros estáveis naquele mês — não era suficiente para dissipar a apreensão no Brasil. O dólar encerrou a sessão com queda de 0,13%, cotado em R$ 5,2173, mas acumulava alta de 0,65% na semana e queda de 4,95% no ano.

O VIX Brasil, criado há pouco mais de dois anos, havia se tornado o instrumento que investidores, gestores de fundos e analistas acompanhavam com atenção redobrada. Calculado a partir das opções sobre o Ibovespa na B3, o índice funciona como um termômetro da percepção de risco — por isso seu apelido de "índice do medo". Ele é particularmente observado em momentos de incerteza, quando as estratégias de proteção de carteira e gestão de risco ganham importância. Naquele fim de semana, com a eleição a 48 horas, o mercado estava dizendo claramente: há risco real aqui, e não sabemos como isso vai terminar.

O VIX Brasil funciona como um termômetro da percepção de risco do mercado e é acompanhado por investidores em momentos de maior incerteza, sobretudo para estratégias de proteção de carteira
— Análise de mercado
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