Numa semana em que o diretor da CIA voou secretamente a Moscovo, emergiu uma simetria incómoda: Trump e Putin, líderes de potências rivais em continentes distintos, partilham o mesmo impasse estratégico. Ambos iniciaram conflitos convictos da sua superioridade militar, subestimaram adversários que responderam com táticas assimétricas e drones baratos, e encontram-se agora incapazes de vencer sem recursos ilimitados ou de recuar sem perder credibilidade. A história regista, com a sua habitual ironia, que os mais poderosos podem ser os mais aprisionados pelas suas próprias decisões.
Visita secreta da CIA revela dilema comum: Trump e Putin presos em guerras que não conseguem vencer
Mais de 1,4 milhões de jovens russos morreram, ficaram feridos ou desapareceram na Ucrânia; ataque com mísseis a escola iraniana em fevereiro matou quase 200 crianças e adultos.