Vini Jr. respondeu à altura, soltando uma finalização fortíssima
Sob as luzes de Nova York, o Brasil iniciou sua caminhada rumo ao título mundial de 2026 não com a confiança de um favorito, mas com a cautela de quem ainda busca a própria identidade. O empate em 1 a 1 contra Marrocos — nação que já provou ao mundo ser mais do que coadjuvante — revela que o futebol, como a história, raramente segue o roteiro que os mais poderosos escrevem para si mesmos. Vini Jr. brilhou como indivíduo, mas o coletivo ainda procura seu caminho.
- O Brasil chegou a Nova York carregando o peso de ser favorito, mas saiu com apenas um ponto após ser surpreendido por um Marrocos organizado e letal no momento certo.
- Um erro de Paquetá na saída de bola abriu a guarda da defesa brasileira, e Saibari não perdoou — o gol marroquino aos 20 minutos expôs fragilidades que preocupam.
- Vini Jr. respondeu com um golaço de qualidade europeia, driblando o marcador e finalizando cruzado com força, evitando que a estreia se tornasse uma derrota.
- No segundo tempo, Ancelotti apostou em substituições conservadoras para proteger jogadores amarelados, e o Brasil perdeu fluidez ofensiva sem ganhar solidez defensiva.
- Alisson salvou o empate nos acréscimos com duas defesas seguidas, impedindo que o resultado amargo se tornasse catastrófico.
- Com Haiti e Escócia ainda jogando neste sábado, o Brasil pode terminar a rodada fora da liderança do grupo C — e a pressão para sexta-feira já começou.
O Brasil abriu a Copa do Mundo de 2026 com um empate que deixou gosto amargo: 1 a 1 contra Marrocos, diante de mais de 80 mil torcedores no estádio de Nova York/Nova Jersey. A Seleção, candidata ao título, saiu de campo com apenas um ponto no grupo C.
Os gols vieram cedo. Aos 20 minutos, um erro de Lucas Paquetá na saída de bola expôs a defesa brasileira. Brahim Díaz encontrou Saibari em profundidade, e o centroavante marroquino aproveitou a saída de Alisson para abrir o placar com uma cavadinha. O Brasil havia desperdiçado chance clara momentos antes, quando Igor Thiago cabeceou fraco sozinho na área.
A resposta veio pelos pés de Vini Jr. O atacante recebeu de Bruno Guimarães, driblou seu marcador saindo pela linha de fundo e soltou uma finalização cruzada que não deixou chance para Bounou. O empate refletia tanto o talento individual do brasileiro quanto as limitações coletivas da equipe escalada por Carlo Ancelotti — com Ibañez e Douglas Santos nas laterais e Igor Thiago no ataque.
No segundo tempo, o técnico italiano optou pela cautela, sacando Ibañez e Casemiro — ambos amarelados — por Danilo e Fabinho. O Marrocos perdeu o ímpeto, mas o Brasil também não criou. Luiz Henrique e Matheus Cunha entraram para tentar trazer mobilidade ao ataque, sem sucesso. Raphinha finalizou uma vez, sem assustar. Nos acréscimos, Alisson salvou duas chances marroquinas no mesmo lance, evitando a derrota.
O Brasil agora enfrenta o Haiti na Filadélfia na próxima sexta-feira, às 21h30, precisando de uma vitória convincente para recuperar a confiança e a liderança do grupo.
A Seleção Brasileira começou sua jornada na Copa do Mundo de 2026 com um resultado que deixou gosto amargo: um empate sem brilho contra Marrocos, 1 a 1, diante de 80.663 torcedores no estádio de Nova York/Nova Jersey. Era sábado, 13 de junho, e o Brasil abria o grupo C do torneio com apenas um ponto no bolso — longe do que se esperava de uma equipe que chega como candidata ao título.
Os dois gols saíram cedo, ambos no primeiro tempo. O Marrocos, que havia terminado em quarto lugar na Copa anterior, não perdeu tempo. Aos 20 minutos, após um erro de Lucas Paquetá na saída de bola, a defesa brasileira se viu exposta. Brahim Díaz encontrou Saibari em profundidade, e o centroavante marroquino aproveitou a saída de Alisson para abrir o placar com uma cavadinha tranquila. O Brasil havia tido sua chance minutos antes — Igor Thiago, sozinho na área após cruzamento de Vini Jr., cabeceou fraco e desperdiçou a oportunidade.
Mas o Brasil tem suas individualidades, como o texto diria depois. Vini Jr., o candidato a protagonista da Copa, respondeu à altura. Recebeu de Bruno Guimarães, saiu da linha de fundo driblando seu marcador e, com o lance aberto, soltou uma finalização cruzada fortíssima que não deixou chance para Bounou. Estava 1 a 1, e o Real Madrid havia falado através de seu atacante. Carlo Ancelotti, o técnico italiano, havia apostado em uma escalação com surpresas: Ibañez e Douglas Santos nas laterais, Igor Thiago no ataque ao lado de Vini e Raphinha.
No segundo tempo, Ancelotti não quis arriscar. Sacou Ibañez e Casemiro, que haviam recebido amarelos, trazendo Danilo e Fabinho. O Marrocos perdeu o ímpeto que havia mostrado na etapa inicial, mas o Brasil também não conseguiu criar. O setor ofensivo ficou engessado, sem fluidez. O técnico então mexeu novamente: Luiz Henrique e Matheus Cunha entraram nos lugares de Lucas Paquetá e Igor Thiago, trazendo mais mobilidade ao ataque, ainda que fragilizasse o meio de campo.
Apesar das mudanças, a Seleção não engatou. Raphinha finalizou uma vez, sem assustar. O Marrocos ainda criou duas ótimas chances nos acréscimos — no mesmo lance — mas Alisson defendeu ambas. O apito final selou um empate que deixa o Brasil com trabalho pela frente. Na próxima sexta-feira, 19 de junho, a Seleção enfrenta o Haiti na Filadélfia, às 21h30. Depois, em 24 de junho, fecha a fase de grupos contra a Escócia em Miami. Enquanto isso, Haiti e Escócia jogam ainda neste sábado, às 22h em Boston — e quem vencer será o líder do grupo C.
Notable Quotes
Vini Jr., candidato a protagonista da Copa, provou estar mais preparado para a responsabilidade do que esteve em 2022— Análise da partida
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que um empate na estreia é tão diferente de uma vitória, mesmo que o Brasil tenha marcado um golaço?
Porque a Copa do Mundo é matemática. Um ponto em vez de três muda tudo — muda a pressão dos próximos jogos, muda quantas vezes você pode errar depois. O Brasil entrou como favorito e saiu com o mesmo ponto que um time que perdeu.
Vini Jr. marcou um gol bonito. Ele não fez seu trabalho?
Fez, e bem. Mas um gol não é suficiente quando você sofre outro. O problema não foi Vini, foi tudo ao redor — o Igor Thiago perdendo chance fácil, o Paquetá errando passe que levou ao gol de Saibari, a defesa desorganizada.
Ancelotti fez muitas substituições. Isso ajudou ou piorou?
Ajudou a não perder, talvez. Mas não ajudou a ganhar. Quando você tira Igor Thiago e Paquetá e coloca Luiz Henrique e Matheus Cunha, você está dizendo que o ataque anterior não funcionava. O problema é que o novo também não funcionou.
O Marrocos foi melhor?
Foi mais perigoso no primeiro tempo. Mas o Brasil teve chances — desperdiçou uma clara com Igor Thiago. Se ele marca, a história é outra. No futebol, às vezes a diferença entre vitória e empate é um centímetro de cabeça.
O que muda agora?
Tudo. O Brasil não pode mais tropeçar. Haiti é um adversário mais fraco, mas depois vem Escócia. Se não vencer os dois, pode estar fora do grupo. A margem de erro desapareceu.