Nas profundezas geladas da Groenlândia, onde o gelo encontra o oceano, pesquisadores descobriram que a fronteira glacial não é um limite, mas um berço — um ecossistema denso e inesperadamente diverso, sustentado pelas próprias águas de degelo que anunciam o fim das geleiras. A oceanógrafa Fleur Rooijakkers e sua equipe documentaram, com rara proximidade, uma comunidade marinha que pescadores locais já intuíam existir, mas que a ciência ainda não havia observado com tanta clareza. O achado, publicado em agosto de 2026, transforma o recuo glacial em algo mais do que uma perda geográfica: é a pos