Na manhã de um sábado de junho, um tenente de elite da Polícia Militar de São Paulo foi emboscado em plena via pública por dois homens em motocicleta — um ataque coordenado que a câmera registrou com frieza cirúrgica. Ronickson Pimentel dos Santos carrega em si duas histórias que o mundo já conheceu: a do policial forjado em anos de patrulhamento nas ruas mais tensas da cidade, e a do irmão mais velho de Eloá, a adolescente cujo assassinato em 2008 marcou uma geração. A tentativa de homicídio, ainda sem motivação confirmada, lembra que a violência não escolhe apenas estranhos — ela encontra, à
Vídeo mostra dupla em operação coordenada antes de atirar em tenente da Rota
Dois homens em moto vermelha, uma operação coordenada, disparos em um semáforo
Como a polícia conseguiu registrar tudo isso em vídeo?
Câmeras de segurança da região capturam a movimentação. Você vê a coordenação entre os dois homens — a moto vermelha, o carro branco, a troca de capacete. É bem planejado.
Mas a gente não sabe ainda se foi um crime de oportunidade ou se Pimentel estava sendo monitorado. O vídeo mostra a operação, mas não mostra a intenção.
E quanto ao histórico de Pimentel? Ele é um policial comum?
Não. Ele tem sete anos em Força Tática e está na Rota desde 2019. É uma unidade de elite. Antes disso, foi fuzileiro naval. É um policial experiente.
Verdade, mas a gente não sabe se o ataque está ligado ao trabalho dele na Rota ou a algo pessoal. A polícia ainda está investigando.
E a conexão com o caso Eloá? Isso muda alguma coisa?
Eloá foi morta em 2008. Pimentel testemunhou contra o ex-namorado dela no tribunal. Ele chamou o réu de monstro. É um trauma familiar que marca a vida dele.
Mas não há nada no material que ligue o ataque de sábado ao caso Eloá. Pode ser coincidência de datas ou histórico. A polícia não confirmou nenhuma conexão.
Então o que a gente sabe de verdade?
Que dois homens em uma moto vermelha atiraram contra um tenente da Rota em um semáforo. Que ele foi socorrido por helicóptero. Que a polícia está investigando.
E que ainda não sabemos quem fez isso ou por quê.
Il Polso
- Dois homens em uma motocicleta vermelha executaram um ataque planejado contra um policial à paisana parado num semáforo da Avenida Goiás, em São Caetano do Sul.
- As câmeras de segurança revelam uma operação fria e coordenada: troca de piloto, encontro em carro branco e deslocamento conjunto até o ponto de emboscada.
- Atingido pelos disparos, o tenente Ronickson Pimentel precisou ser resgatado por helicóptero Águia — sinal da gravidade do ataque contra um veterano de sete anos em Força Tática.
- A dupla fugiu sem ser detida, e a motivação do crime permanece desconhecida enquanto a Delegacia Sede de São Caetano do Sul conduz as investigações.
- O caso ganha contornos ainda mais pesados pela história de Pimentel: ele é o irmão de Eloá, a adolescente assassinada em 2008, e foi quem chamou o assassino de monstro diante do Tribunal do Júri.
Na manhã de um sábado de junho, um tenente de elite da Polícia Militar de São Paulo foi emboscado em plena via pública por dois homens em motocicleta — um ataque coordenado que a câmera registrou com frieza cirúrgica. Ronickson Pimentel dos Santos carrega em si duas histórias que o mundo já conheceu: a do policial forjado em anos de patrulhamento nas ruas mais tensas da cidade, e a do irmão mais velho de Eloá, a adolescente cujo assassinato em 2008 marcou uma geração. A tentativa de homicídio, ainda sem motivação confirmada, lembra que a violência não escolhe apenas estranhos — ela encontra, às vezes, aqueles que já pagaram um preço alto demais.
Ronickson Pimentel dos Santos é tenente da Rota, unidade de elite da Polícia Militar de São Paulo, e irmão mais velho de Eloá Pimentel, a adolescente de 15 anos assassinada pelo ex-namorado em 2008. Na manhã do sábado, 27 de junho, ele foi baleado na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, e precisou ser transportado por helicóptero para receber atendimento médico.
As câmeras de segurança registraram cada etapa do ataque. Por volta das 11h18, um homem chegou em uma motocicleta vermelha e estacionou próximo a uma academia. Aguardou a chegada de um carro branco, entrou no veículo e permaneceu lá por alguns minutos. Ao sair, um segundo homem assumiu a moto já com o capacete colocado, e os dois seguiram juntos em direção ao semáforo onde Pimentel estava parado à paisana. A dupla efetuou os disparos e fugiu em seguida.
A trajetória de Pimentel na segurança pública começou na Marinha do Brasil, onde serviu como fuzileiro naval entre 2006 e 2009. Ingressou na Polícia Militar naquele mesmo ano e, em 2015, tornou-se oficial pela Academia do Barro Branco. Acumulou sete anos em Força Tática antes de ser transferido, em 2019, para o 1º Batalhão de Polícia de Choque — a Rota.
A violência o alcança num contexto carregado de memória. Em 2008, quando Eloá foi morta, Pimentel compareceu ao Tribunal do Júri e falou por cerca de uma hora. Encarou o réu Lindemberg repetidas vezes enquanto este abaixava a cabeça, e o chamou de monstro diante do tribunal.
A Polícia Militar confirmou o atendimento à ocorrência e encaminhou o caso à Delegacia Sede de São Caetano do Sul. As investigações seguem em andamento para identificar os autores e apurar a motivação do crime.
Ronickson Pimentel dos Santos é tenente da Rota, a unidade de patrulhamento de elite da Polícia Militar de São Paulo. Ele também é o irmão mais velho de Eloá Pimentel, a adolescente de 15 anos assassinada em 2008 pelo ex-namorado. No sábado pela manhã, 27 de junho, Pimentel foi atingido por disparos de arma de fogo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, e precisou ser socorrido por equipes de resgate com apoio do helicóptero Águia.
O ataque foi registrado por câmeras de segurança, que capturam os momentos anteriores com clareza. Um homem chega em uma motocicleta vermelha e estaciona perto de uma academia por volta das 11h18 da manhã. Ele aguarda a chegada de um carro branco. Quando o veículo chega, o homem desce da moto com um capacete no braço esquerdo, entra no carro e permanece lá por alguns minutos. O vídeo mostra uma operação coordenada: o primeiro homem sai do carro, e um segundo homem sai do banco do motorista já com o capacete colocado, sobe na motocicleta vermelha, e os dois seguem juntos em direção à Avenida Goiás.
No semáforo daquela avenida, Pimentel estava à paisana em sua própria motocicleta quando parou no sinal vermelho. Segundos depois, os dois homens se aproximaram e efetuaram os disparos. A dupla fugiu em seguida. O policial foi atingido e precisou de atendimento de emergência, sendo transportado por helicóptero para receber cuidados médicos.
Pimentel ingressou na Polícia Militar em 2009, após ter servido na Marinha do Brasil como fuzileiro naval entre 2006 e 2009. Em 2015, passou a integrar o quadro de oficiais da corporação através da Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Ao longo de sua carreira, acumulou sete anos de experiência em patrulhamento de Força Tática antes de ser transferido, em 2019, para o 1º Batalhão de Polícia de Choque, conhecido como Rota.
A tentativa de homicídio ocorre num contexto que marca profundamente a vida de Pimentel. Quando Eloá foi morta em 2008, ele compareceu ao Tribunal do Júri no Fórum de Santo André, no ABC, e falou por cerca de uma hora. Diante do réu Lindemberg, Pimentel descreveu o ex-namorado de sua irmã como alguém agressivo, que arrumava brigas por futebol. Durante seu depoimento, Pimentel encarou o réu diversas vezes, enquanto Lindemberg abaixava a cabeça sem esboçar reação. Pimentel o chamou de monstro.
A Polícia Militar confirmou que equipes foram acionadas na manhã de sábado para atender a uma ocorrência de disparos de arma de fogo na Avenida Goiás. Os policiais apuraram que um tenente havia sido vítima de uma tentativa de homicídio. O caso foi encaminhado à Delegacia Sede de São Caetano do Sul e segue em andamento, com diligências em curso para identificar e localizar os autores do crime. Até o momento, a motivação do ataque permanece sob investigação.
Citazioni salienti
Ele era um monstro. Era agressivo, sempre arrumava brigas por futebol.— Ronickson Pimentel, ao testemunhar contra o ex-namorado de sua irmã Eloá em 2008