Vídeo exclusivo mostra fissuras e avanço da lagoa sobre mina 18 da Braskem

Risco de afundamento da mina coloca população de Maceió em estado de emergência, com potencial para deslocamento e danos estruturais em área urbana.
Em quatro horas, as rachaduras pareciam ter se aprofundado
Comparação entre dois vídeos aéreos mostra a velocidade da deterioração da mina 18 em Maceió.
Mark

Por que essas imagens de quatro horas de diferença importam tanto? Não é só um vídeo mostrando o mesmo lugar?

Mimi

Porque em quatro horas você vê a velocidade da deterioração. Não é um processo lento e invisível. É algo que está acelerando o suficiente para ser capturado em câmera. Isso muda a percepção do risco.

Mark

A Braskem diz que o preenchimento das cavernas segue o cronograma. Então por que o estado de emergência?

Mimi

Porque ninguém sabe qual cenário vai acontecer — a acomodação gradual ou o colapso abrupto. O cronograma é para preencher as cavernas, mas a superfície já está rachando. Você não pode esperar para ver qual vai ser se há um milhão de pessoas vivendo acima disso.

Mark

O que significa, na prática, estado de emergência por 180 dias?

Mimi

Significa que a cidade está oficialmente em crise. Recursos federais podem ser mobilizados. Evacuações podem ser ordenadas. É o reconhecimento de que isso não é mais um problema da mineradora — é um problema de segurança pública.

Mark

E se nada acontecer nos próximos 180 dias?

Mimi

Então talvez tenha sido a acomodação gradual. Mas ninguém pode saber disso com antecedência. Por isso os drones continuam sobrevoando. Por isso a vigilância não para.

  • Fissuras visíveis na superfície da mina 18 se aprofundaram em apenas quatro horas, e a Lagoa Mundaú avançou sobre o solo minerado, transformando uma ameaça latente em crise documentada em tempo real.
  • A Braskem admite dois cenários opostos: acomodação gradual do solo ou colapso súbito e catastrófico — e nenhuma garantia de qual deles prevalecerá.
  • A mina não está em área remota: fica no bairro do Mutange, dentro de uma cidade de mais de um milhão de habitantes, onde um afundamento poderia comprometer estruturas e forçar deslocamentos em massa.
  • O prefeito de Maceió decretou estado de emergência por 180 dias ainda na tarde da sexta-feira, e o Governo Federal reconheceu formalmente a declaração, abrindo caminho para recursos e coordenação federal.
  • O preenchimento das cavernas segue o cronograma acordado com órgãos fiscalizadores, mas drones e sensores permanecem em vigilância constante enquanto a cidade inteira aguarda, em alerta máximo, o desfecho.

Sob a superfície de um bairro habitado de Maceió, décadas de extração de sal-gema deixaram cavidades que agora começam a revelar sua instabilidade de forma visível e acelerada. Em 1º de dezembro de 2023, imagens aéreas da mina 18 da Braskem, no Mutange, mostraram fissuras que se aprofundavam em apenas quatro horas, enquanto a Lagoa Mundaú avançava sobre o solo rachado. Diante da possibilidade de um colapso abrupto em área densamente urbanizada, o município decretou estado de emergência por 180 dias — um reconhecimento de que o risco havia deixado de ser abstrato para se tornar uma crise em movimento.

Na manhã de 1º de dezembro, o prefeito de Maceió divulgou vídeos aéreos mostrando fissuras na superfície da mina 18 da Braskem, no bairro do Mutange. Horas depois, o TNH1 obteve em exclusividade um novo sobrevoo — realizado apenas quatro horas após o primeiro — que revelou uma deterioração ainda mais perturbadora: as rachaduras pareciam ter se aprofundado, e a Lagoa Mundaú avançava visivelmente sobre a área minerada. A diferença entre os dois registros não era apenas de tempo; era a diferença entre um problema e uma crise em aceleração.

O que se manifestava naquelas imagens era consequência de décadas de extração de sal-gema. A Braskem havia encerrado as operações em 2019, mas as cavernas subterrâneas continuavam se acomodando. Em nota divulgada naquela manhã, a empresa reconheceu dois cenários possíveis: no primeiro, o solo encontraria gradualmente um novo ponto de estabilidade; no segundo, ocorreria um colapso abrupto e potencialmente catastrófico. O preenchimento das cavernas seguia o cronograma acordado com os órgãos de fiscalização, mas ninguém podia garantir qual dos dois caminhos se concretizaria.

A resposta do poder público foi imediata. Ainda naquela tarde, o prefeito decretou estado de emergência por 180 dias. O Governo Federal, pelo ministro Waldez Góes, reconheceu formalmente a declaração, que seria publicada no Diário Oficial da União ainda naquele dia — abrindo caminho para recursos federais e eventual coordenação de evacuações.

O que tornava a situação particularmente grave era a localização: a mina 18 não ficava em área isolada, mas dentro de Maceió, cidade de mais de um milhão de habitantes. Um afundamento abrupto significaria estruturas comprometidas, casas destruídas e possível deslocamento em massa. Nos dias seguintes, drones e sensores continuariam monitorando a superfície enquanto a cidade permanecia em alerta, esperando para ver qual dos dois cenários se tornaria realidade.

Na sexta-feira, 1º de dezembro, a cidade de Maceió acordou para imagens que transformaram uma ameaça abstrata em algo visível e urgente. O prefeito JHC havia divulgado vídeos aéreos mostrando fissuras na superfície da mina 18 da Braskem, no bairro do Mutange. Horas depois, o TNH1 obteve em exclusividade um novo sobrevoo que capturou a mesma área com detalhes ainda mais perturbadores. Entre um registro e outro — apenas quatro horas — as rachaduras pareciam ter se aprofundado, e a Lagoa Mundaú avançava visível sobre a superfície minerada. O primeiro vídeo foi feito por volta das 12h30. O segundo, capturado pelo drone da TV Pajuçara, às 16h30. A diferença entre eles não era apenas temporal; era a diferença entre um problema e uma crise em aceleração.

O que estava acontecendo embaixo daquela superfície rachada era consequência de décadas de extração de sal-gema. A Braskem havia encerrado as operações de mineração em 2019, mas as cavernas deixadas pela exploração continuavam se acomodando — e essa acomodação estava agora se manifestando de forma visível e preocupante. A empresa, em nota divulgada pela manhã, reconheceu dois cenários possíveis para o que viria a seguir. No primeiro, o solo se acomodaria gradualmente até encontrar um novo ponto de estabilidade. No segundo, bem mais assustador, haveria um colapso abrupto — um afundamento súbito e potencialmente catastrófico. O trabalho de preenchimento das cavernas, segundo a Braskem, seguia o cronograma acordado com os órgãos de fiscalização, mas ninguém podia garantir qual dos dois cenários se concretizaria.

A resposta do poder público foi rápida. Ainda naquela sexta-feira à tarde, o prefeito de Maceió decretou estado de emergência para os próximos 180 dias. O Governo Federal, por meio do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, reconheceu formalmente a declaração. O documento seria publicado no Diário Oficial da União ainda naquele dia. Não era um gesto simbólico. O estado de emergência abria caminho para recursos federais, coordenação de órgãos de proteção civil, e — potencialmente — evacuações e realocações em massa se a situação se deteriorasse.

O que tornava tudo isso particularmente tenso era a localização. A mina 18 não ficava em uma área remota ou desabitada. Ficava no Mutange, um bairro dentro de Maceió, uma cidade de mais de um milhão de habitantes. Se o solo cedesse de forma abrupta, não seria apenas um buraco na terra. Seria estruturas danificadas, casas comprometidas, possível necessidade de deslocamento de população. As imagens dos vídeos — as fissuras se abrindo, a lagoa avançando — não eram apenas documentação técnica. Eram o rosto visível de um risco que havia deixado de ser teórico.

Nos dias que se seguiriam, a atenção estaria dividida entre duas coisas: o trabalho de preenchimento das cavernas, que continuaria conforme o planejado, e a vigilância constante da superfície. Os drones continuariam sobrevoando. Os sensores continuariam monitorando. E a cidade inteira, por 180 dias, permaneceria em estado de alerta, esperando para ver qual dos dois cenários — a acomodação gradual ou o colapso — se tornaria realidade.

O afundamento pode se desenvolver de duas maneiras: um cenário é o de acomodação gradual até a estabilização; o segundo é o de uma possível acomodação abrupta, isto é, um colapso.
— Braskem, em nota à imprensa
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