O plenário virou um campo de batalha
No coração de Tbilisi, o plenário do Parlamento da Geórgia tornou-se, nesta sexta-feira, um espelho das fraturas que atravessam a vida política do país: o que deveria ser um momento de prestação de contas institucional converteu-se em confronto físico entre deputados da oposição e do governo. A faísca foi uma crítica ao primeiro-ministro Irakli Kobakhidze, mas o incêndio que se seguiu revela algo mais antigo e mais profundo — a erosão do espaço onde o dissenso pode existir sem violência. Quando as palavras cedem lugar aos punhos dentro das próprias câmaras do poder, é a democracia inteira que recebe o golpe.
- Uma crítica ao premiê Kobakhidze, proferida da tribuna pelo oposicionista Giorgi Sharashidze, foi o gatilho que transformou uma sessão ordinária em confronto físico.
- A briga escalou em segundos: o que começou entre dois parlamentares alastrou-se pelo plenário, arrastando homens e mulheres para dentro do tumulto.
- Câmeras que cobrem as sessões registraram cenas de socos e empurrões generalizados, com alguns deputados tentando separar os envolvidos enquanto outros eram puxados para a confusão.
- Seguranças e parlamentares intervieram para restaurar a ordem, e a sessão foi interrompida — mas o dano simbólico ao diálogo institucional já estava feito.
O plenário do Parlamento da Geórgia virou palco de violência na sexta-feira, 26 de junho, quando deputados da oposição e do governo trocaram socos e empurrões durante a apresentação do relatório anual pelo primeiro-ministro Irakli Kobakhidze. O que deveria ser um momento institucional rotineiro durou apenas até o fim do discurso do premiê.
O estopim foi o deputado oposicionista Giorgi Sharashidze, do partido Pela Geórgia, que subiu à tribuna para criticar Kobakhidze com dureza — chegando a sugerir que membros da própria bancada governista concordavam com sua avaliação negativa do chefe de governo. A provocação foi direta e não passou em branco.
Uma discussão entre dois parlamentares rapidamente se transformou em briga generalizada. Em poucos momentos, homens e mulheres de ambos os lados estavam envolvidos em agressões físicas, com cenas de caos total capturadas pelas câmeras do hemiciclo. Alguns tentavam separar os envolvidos; outros eram arrastados para dentro do confronto.
A sessão foi interrompida. Seguranças e parlamentares conseguiram eventualmente controlar a situação, segundo a emissora pública 1TV da Geórgia. Mas o episódio deixou exposta a profundidade da polarização política no país — um momento em que as divisões deixaram de ser apenas retóricas e se manifestaram, literalmente, em golpes dentro das estruturas do próprio poder.
O plenário do Parlamento da Geórgia virou um campo de batalha na sexta-feira, 26 de junho, quando deputados da oposição e do governo trocaram socos e empurrões em meio a uma sessão que deveria ser rotineira. A confusão eclodiu durante a apresentação do relatório anual do governo pelo primeiro-ministro Irakli Kobakhidze, transformando um momento institucional em cena de violência política que durou vários minutos antes de ser contida.
O estopim foi o discurso do deputado Giorgi Sharashidze, do partido de oposição Pela Geórgia, que subiu à tribuna logo após a fala do premiê. Sharashidze não poupou críticas a Kobakhidze, afirmando que nem mesmo o Sonho Georgiano — a legenda que governa o país — merecia ter um primeiro-ministro como ele. O oposicionista foi além: sugeriu que integrantes da própria bancada governista concordavam com sua avaliação, uma provocação direta ao partido no poder.
O que começou como uma discussão acalorada entre um parlamentar governista e outro da oposição rapidamente escalou para agressões físicas. Conforme a tensão aumentava, outros deputados se envolveram no confronto, e em poucos momentos o plenário inteiro havia se transformado em uma briga generalizada. Homens e mulheres participaram das agressões, com cenas de socos e empurrões capturadas pelas câmeras que cobrem as sessões parlamentares.
As imagens da confusão mostram o caos total no hemiciclo: deputados se agredindo mutuamente, alguns tentando separar os envolvidos, outros sendo puxados para dentro da briga. A sessão foi interrompida enquanto seguranças e outros parlamentares tentavam restaurar a ordem. De acordo com a emissora pública 1TV da Geórgia, a situação foi eventualmente controlada, mas não antes de deixar claro o grau de polarização que marca a política georgiana neste momento.
O incidente reflete tensões profundas entre o governo e a oposição, com o confronto físico servindo como um marcador visual da deterioração do diálogo institucional. Que a violência tenha eclodido durante um discurso crítico ao primeiro-ministro, e que tenha envolvido múltiplos parlamentares de ambos os lados, sugere que as divisões políticas na Geórgia transcendem desacordos retóricos e se manifestam agora em confrontos diretos dentro das próprias estruturas do poder.
Notable Quotes
Nem mesmo o Sonho Georgiano merecia o atual primeiro-ministro— Giorgi Sharashidze, deputado da oposição Pela Geórgia
The Hearth Conversation Another angle on the story
O que exatamente levou a briga a começar? Foi só o discurso crítico, ou havia algo mais?
O discurso foi o gatilho, mas a tensão já estava lá. Sharashidze não apenas criticou o premiê — ele sugeriu que até dentro do partido governista havia gente que concordava com ele. Isso é uma provocação direta, uma tentativa de rachar a coligação no poder.
E a briga começou imediatamente?
Não foi instantâneo. Começou como uma discussão entre dois deputados, um de cada lado. Mas em um parlamento já tão polarizado, uma discussão vira agressão muito rápido. Outros entraram, e de repente virou caos.
Quantas pessoas se envolveram?
A fonte não diz um número exato, mas deixa claro que foi generalizado — homens e mulheres, múltiplos deputados. Não foi um confronto isolado entre dois, foi o plenário inteiro se envolvendo.
Quanto tempo durou?
Vários minutos, segundo os relatos. Tempo suficiente para que as câmeras capturassem tudo, para que ficasse claro que não foi um momento de raiva passageira, mas algo que se desenrolou, que escalou.
O que isso diz sobre a política na Geórgia agora?
Que o sistema institucional está sob pressão real. Quando deputados começam a se agredir fisicamente no plenário, não é mais sobre discordância política — é sobre a legitimidade das próprias instituições estar em questão.