Viagens longas aumentam risco de trombose; especialistas indicam como se proteger

A trombose pode evoluir para embolia pulmonar, condição grave potencialmente fatal.
O sangue circula mais lentamente, favorecendo a formação do coágulo
Explicação de como a imobilidade durante viagens cria condições para a trombose venosa profunda.
Mark

Por que exatamente a imobilidade durante uma viagem causa coágulos? Parece haver algo mais do que apenas ficar sentado.

Mimi

Quando você fica parado, os músculos da panturrilha não se contraem como deveriam. Eles funcionam como uma bomba que empurra o sangue de volta ao coração. Sem esse movimento, o sangue circula mais lentamente nas pernas, e isso cria as condições para um coágulo se formar.

Luke

Mas nem todo mundo que viaja desenvolve trombose. Qual é a diferença entre quem corre risco e quem não corre?

Mimi

Para pessoas saudáveis, o risco é baixo. Mas gestantes, usuários de anticoncepcional, pessoas com histórico familiar, recém-operados e idosos precisam tomar muito mais cuidado. E há fatores que amplificam tudo — obesidade, tabagismo, sedentarismo.

Mark

Então é como uma soma de problemas?

Mimi

Exatamente. Um médico explicou que a trombose geralmente não vem de um fator único, mas de uma combinação. A viagem é apenas um adicional.

Luke

E se o coágulo se soltar? Ouvi falar em embolia pulmonar.

Mimi

É o cenário mais grave. Se o trombo viajar até os pulmões, pode causar uma embolia pulmonar, que é potencialmente fatal. Por isso a prevenção é tão importante.

Mark

Como alguém se protege durante uma viagem longa?

Mimi

Movimento é a chave. Caminhar alguns minutos a cada uma ou duas horas. Meias elásticas ajudam. Hidratação constante. Roupas confortáveis. Até mexer os pés enquanto sentado faz diferença.

Luke

E quanto às meias de compressão? Parecem ser uma solução fácil.

Mimi

Precisam de avaliação médica. Uma meia inadequada pode ficar apertada demais ou criar compressão localizada prejudicial. Não é algo para fazer por conta própria.

Mark

Qual é o sinal de alerta?

Mimi

Dor em uma das pernas. Também inchaço, sensibilidade na panturrilha, aumento de temperatura local ou mudança na cor da pele.

Luke

E se alguém notar esses sintomas durante uma viagem?

Mimi

Deve procurar atendimento médico. Dependendo do estágio, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico.

  • A imobilidade prolongada em viagens transforma os músculos da panturrilha em bombas paradas, criando condições ideais para a formação de coágulos perigosos nas veias das pernas.
  • Se um coágulo se desprender e migrar para os pulmões, o resultado pode ser uma embolia pulmonar — uma emergência potencialmente fatal que eleva a urgência do tema.
  • Gestantes, idosos, usuários de anticoncepcionais, recém-operados e pessoas com histórico familiar de trombose estão em risco significativamente maior e precisam de orientação médica antes de viagens longas.
  • Especialistas são unânimes: levantar-se a cada uma ou duas horas, movimentar tornozelos e panturrilhas mesmo sentado, e manter hidratação constante são as principais estratégias de defesa.
  • O uso de meias elásticas pode ajudar, mas exige avaliação médica prévia — uma meia inadequada pode causar compressão prejudicial em vez de proteção.

Há séculos, o ser humano busca alcançar distâncias cada vez maiores em menos tempo — mas o corpo, moldado por milênios de movimento, cobra seu preço pela imobilidade prolongada. A trombose venosa profunda, conhecida como 'trombose do viajante', surge quando horas de inércia em assentos de avião, ônibus ou carro impedem que os músculos das pernas cumpram sua função de bombear o sangue de volta ao coração. Especialistas brasileiros alertam que, embora o risco seja baixo para a maioria, grupos vulneráveis devem agir com cautela — e que gestos simples, como caminhar e beber água, podem ser a diferença entre uma viagem segura e uma emergência médica.

Passar horas imóvel em um assento de avião, ônibus ou carro não é apenas desconfortável — pode desencadear um problema circulatório sério. A trombose venosa profunda ocorre quando um coágulo se forma em uma veia e obstrui o fluxo sanguíneo, geralmente nas pernas. O fenômeno é tão associado ao transporte que médicos o chamam de 'trombose do viajante'.

O mecanismo é bem compreendido: sentado por muitas horas, os músculos da panturrilha deixam de funcionar como bomba, e a circulação nas pernas desacelera. Em voos, o risco é ainda maior — a altitude e a pressão reduzida da cabine diminuem a concentração de oxigênio disponível. Para a maioria das pessoas saudáveis, o perigo permanece baixo, mas gestantes, usuários de anticoncepcionais, idosos, recém-operados e pessoas com histórico familiar de trombose precisam de atenção redobrada. Especialistas ressaltam que a trombose raramente tem causa única: obesidade, tabagismo e sedentarismo amplificam o risco.

O coágulo nas pernas pode não ser o fim da história. Se o trombo se desprender e alcançar os pulmões, provoca embolia pulmonar — uma emergência médica grave. Essa ameaça motivou a criação do Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, celebrado em 16 de setembro.

A prevenção é acessível. Caminhar alguns minutos a cada uma ou duas horas é a recomendação central — no corredor do avião ou em paradas regulares na estrada. Mesmo sentado, movimentar os pés e contrair os músculos da panturrilha mantém a circulação ativa. Escolher o assento do corredor, usar roupas confortáveis e evitar bagagens que comprimam o espaço para as pernas também ajudam. Meias elásticas são aliadas, especialmente para quem tem fatores de risco, mas devem ser indicadas por médico para garantir o modelo e tamanho corretos.

A hidratação completa o arsenal preventivo. A cabine do avião é seca, e o consumo de álcool concentra o sangue — beber água regularmente reduz a probabilidade de coagulação. Dor, inchaço ou sensibilidade em uma das pernas durante ou após uma viagem longa são sinais de alerta que não devem ser ignorados. Com as precauções certas, o risco pode ser significativamente reduzido.

Passar horas imóvel em um assento de avião, ônibus ou carro não é apenas incômodo — pode desencadear um problema circulatório sério. A trombose venosa profunda, ou TVP, ocorre quando um coágulo se forma dentro de uma veia e obstrui o fluxo de sangue. As pernas são o alvo mais comum, e o fenômeno ganhou um nome próprio entre médicos: a trombose do viajante.

O mecanismo é simples e bem compreendido. Quando você permanece sentado na mesma posição por muitas horas seguidas, os músculos da panturrilha deixam de funcionar como deveriam — como uma bomba que impulsiona o sangue de volta ao coração. O resultado é uma circulação mais lenta nas pernas, criando as condições ideais para que um coágulo se forme. Breno Caiafa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Nacional, explica que esse risco aumenta significativamente em voos, onde a altitude e a pressão reduzida da cabine — equivalente a uma altitude de 2.200 metros — diminuem a concentração de oxigênio disponível no ar.

Para a maioria das pessoas saudáveis, o risco permanece baixo. Mas certos grupos precisam estar em alerta. Gestantes, usuários de anticoncepcional, pessoas com histórico familiar de trombose, recém-operados, aqueles com mobilidade reduzida e idosos enfrentam perigo maior. Caio Focássio, cirurgião vascular da Santa Casa de São Paulo, ressalta que a trombose raramente resulta de um único fator — é uma combinação. Obesidade, tabagismo e sedentarismo funcionam como amplificadores do risco. Para essas pessoas, uma consulta médica antes de uma viagem longa é prudente.

O perigo não termina com o coágulo nas pernas. Se o trombo se desprender e viajar até os pulmões, pode causar uma embolia pulmonar — uma emergência médica potencialmente fatal. Essa ameaça motivou a criação do Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, celebrado em 16 de setembro.

A prevenção começa com movimento. Os especialistas são unânimes: caminhe alguns minutos a cada uma ou duas horas. Em um avião, isso significa sair do assento e percorrer o corredor. Em uma viagem de carro, significa fazer paradas regulares. Mesmo sentado, você pode ajudar — mexer os pés, fazer movimentos circulares com os tornozelos e contrair repetidamente os músculos da panturrilha mantém a circulação ativa. Marcos Arêas Marques, angiologista do Hospital Universitário dos Servidores do Estado, enfatiza que ativar essa musculatura é o mais importante.

A escolha do assento importa. Sentar no corredor oferece mais liberdade para se levantar e se mover. Evite colocar bagagens sob o assento da frente se isso comprimir o espaço para suas pernas. A roupa também conta — prefira peças confortáveis e soltas. Meias elásticas ajudam na prevenção, especialmente para quem tem fatores de risco; as de três quartos, que chegam perto do joelho, são ideais para trajetos longos. Mas Caiafa alerta que meias de compressão precisam de avaliação médica para garantir o tamanho e modelo corretos — uma meia inadequada pode ficar apertada demais ou criar compressão localizada prejudicial.

A hidratação é outra arma importante. A cabine do avião é seca, e muitos passageiros bebem álcool para relaxar — uma combinação que concentra o sangue e aumenta o risco. Beber água regularmente, especialmente se consumir álcool, café ou chá, dilui o sangue e reduz a probabilidade de coagulação.

Os sinais de alerta não devem ser ignorados. Dor em uma das pernas é o principal sintoma. Inchaço, sensibilidade na panturrilha ou coxa, aumento da temperatura local e mudança na cor da pele também indicam possível trombose. Dependendo do estágio, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. A mensagem é clara: uma viagem longa exige vigilância, mas com as precauções certas, o risco pode ser significativamente reduzido.

A trombose geralmente ocorre por uma soma de fatores, não por um fator único
— Caio Focássio, cirurgião vascular da Santa Casa de São Paulo
A musculatura da panturrilha deixa de atuar adequadamente como uma bomba que impulsiona o sangue de volta ao coração
— Breno Caiafa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Nacional
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