Em São Paulo, a eleição municipal de 2024 revelou, nos números, algo que vai além da aritmética: Lucas Pavanato, aos 26 anos, tornou-se o vereador mais votado da maior cidade do Brasil, carregando consigo propostas que tocam em feridas antigas sobre identidade, pertencimento e os limites do espaço público. Sua ascensão, sustentada por 161.386 votos e pelo respaldo de figuras do bolsonarismo, não é apenas um fenômeno individual — é um espelho da polarização que divide São Paulo entre visões de mundo profundamente distintas.
Vereador mais votado em SP propõe proibição de mulheres trans em banheiros femininos
Proibição de mulheres trans em banheiros femininos marca posição política clara
Como um vereador tão jovem conseguiu a maior votação da cidade?
Pavanato tinha apoio de figuras políticas consolidadas, especialmente Nikolas Ferreira, que é deputado federal e tem presença forte nas redes. Isso amplifica muito o alcance de uma campanha.
Mas precisamos ser claros: ter a maior votação para vereador não é a mesma coisa que ter mandato garantido. Ele foi eleito, sim, mas agora precisa entregar essas propostas.
E essas propostas dele — proibir mulheres trans em banheiros femininos — isso é viável legalmente?
Essa é uma questão complexa. Existem decisões judiciais em diferentes direções sobre direitos de pessoas trans no Brasil. Uma proposta assim enfrentaria desafios legais significativos.
O importante é notar que essa proposta reflete uma posição política clara dele. Não sabemos ainda como vai ser recebida pela câmara ou pelos tribunais, mas a intenção está declarada.
Qual é o contexto político maior aqui?
São Paulo está polarizado. Você tem candidatos bolsonaristas como Pavanato ganhando votações altas, enquanto o segundo turno da prefeitura é entre Nunes e Boulos — dois polos bem diferentes.
E vale lembrar que Pavanato é vereador, não prefeito. Sua influência é real, mas limitada ao legislativo municipal. O poder executivo segue em disputa.
Il Polso
- Com 161.386 votos, Pavanato não apenas venceu — ele sinalizou que uma parcela expressiva do eleitorado paulistano deseja uma câmara municipal mais alinhada à direita conservadora.
- Suas propostas de proibir mulheres trans de usar banheiros femininos e investigar ONGs que atuam com dependentes químicos acendem alertas em grupos de direitos humanos e movimentos sociais.
- A presença de Nikolas Ferreira e Fernando Holiday em sua campanha revela uma rede política bolsonarista que opera com eficiência nas redes sociais e nas urnas.
- O segundo turno entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) para a prefeitura aprofunda o quadro de polarização que Pavanato personifica na câmara.
- Com patrimônio declarado de apenas R$ 12.990, o jovem vereador encarna a figura do político 'comum' que ressoa com eleitores desconfiantes das elites tradicionais.
Em São Paulo, a eleição municipal de 2024 revelou, nos números, algo que vai além da aritmética: Lucas Pavanato, aos 26 anos, tornou-se o vereador mais votado da maior cidade do Brasil, carregando consigo propostas que tocam em feridas antigas sobre identidade, pertencimento e os limites do espaço público. Sua ascensão, sustentada por 161.386 votos e pelo respaldo de figuras do bolsonarismo, não é apenas um fenômeno individual — é um espelho da polarização que divide São Paulo entre visões de mundo profundamente distintas.
Lucas Pavanato tinha 26 anos quando se tornou o vereador mais votado de São Paulo nas eleições de 2024, com 161.386 votos. Filiado ao PL, ele celebrou o resultado agradecendo a Deus e aos eleitores, em publicações que rapidamente circularam nas redes sociais. Sua trajetória política tem marcas conhecidas: trabalhou como estagiário do vereador Fernando Holiday e teve o deputado federal Nikolas Ferreira como aliado de campanha — dois nomes centrais no bolsonarismo paulista.
Entre as bandeiras que pretende levantar na câmara está a proibição do uso de banheiros femininos por mulheres trans, proposta que já provoca reações intensas em grupos de direitos humanos. Pavanato também quer investigar ONGs que, segundo ele, se beneficiam da situação de dependentes químicos, e combater ocupações de propriedades na capital. São pautas que dialogam diretamente com o eleitorado conservador que o elegeu.
No ranking dos mais votados, ele é seguido por Ana Caroline Oliveira, do Podemos, com 129.563 votos — mãe de Isabella Nardoni, nome que marcou a história criminal do país. Em terceiro, Dr. Murillo Lima, do PP, com 113.820 votos.
A eleição também definiu o segundo turno pela prefeitura: Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) disputarão o comando da cidade. A polarização que esse confronto representa encontra, na câmara municipal, um novo rosto jovem e ruidoso — o de Pavanato, que antes de migrar para o PL já havia tentado uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo partido Novo, em 2022.
Lucas Pavanato, aos 26 anos, conquistou a maior votação para vereador em São Paulo na eleição de 2024, recebendo 161.386 votos. O filiado ao PL comemorou o resultado em suas redes sociais, agradecendo a Deus e aos eleitores que o apoiaram. Sua campanha contou com a presença de figuras políticas alinhadas ao bolsonarismo, entre elas o deputado federal Nikolas Ferreira e o vereador Fernando Holiday, com quem trabalhou como estagiário.
Entre as propostas que Pavanato apresenta está a proibição do uso de banheiros femininos por mulheres trans. Além dessa medida, o vereador eleito também propõe investigações sobre organizações não governamentais que, segundo sua avaliação, lucram com a situação de pessoas dependentes de drogas, bem como ações contra grupos que realizam invasões de propriedades na capital paulista.
Os registros do Tribunal Superior Eleitoral indicam que Pavanato declarou um patrimônio total de R$ 12.990 em bens. Essa não é sua primeira candidatura: em 2022, ele concorreu a deputado estadual de São Paulo pelo partido Novo, antes de migrar para o PL.
No ranking de vereadores mais votados da cidade, Pavanato é seguido por Ana Caroline Oliveira, do Podemos, que recebeu 129.563 votos. Oliveira é mãe de Isabella Nardoni, caso que marcou a história criminal brasileira. Em terceiro lugar ficou Dr. Murillo Lima, do PP, com 113.820 votos.
A eleição municipal de São Paulo também definiu os dois candidatos que disputarão o segundo turno pela prefeitura: Ricardo Nunes, do MDB, e Guilherme Boulos, do PSOL. A disputa reflete a polarização política que marca o cenário eleitoral da capital paulista.
Citazioni salienti
Obrigado Deus e a todos vocês!— Lucas Pavanato, em comemoração pela eleição