Em Minneapolis, cidade ainda em luto pela morte de Rene Good, uma mulher americana abatida por agentes do ICE na semana anterior, um homem venezuelano foi baleado na perna durante mais uma operação da agência de imigração. O incidente — marcado por uma fuga de carro, um confronto físico nas ruas e versões oficiais contestadas por imagens — revela a tensão crescente entre o poder do Estado e as comunidades que ele afirma proteger. A repetição da violência no mesmo cenário transforma Minneapolis em símbolo de um debate mais amplo sobre os limites do uso da força em nome da lei.
Venezuelano é baleado pelo ICE em Minneapolis durante operação
Vídeos mostram que não foi isso o que aconteceu
Por que esse incidente em Minneapolis importa agora, especificamente?
Porque acontece uma semana depois que o ICE matou uma mulher americana com três disparos. A cidade já estava em ebulição. Agora há um segundo incidente com a mesma agência.
Mas precisamos ser claros: a versão dos fatos vem do Departamento de Segurança Interna. Não temos confirmação independente sobre o que exatamente aconteceu na rua — se o venezuelano realmente atacou o policial com a pá, ou se foi legítima defesa.
Verdade. Mas o padrão importa. Dois incidentes em uma semana, ambos envolvendo o ICE, ambos resultando em disparos.
E as duas outras pessoas que apareceram — quem eram elas?
Não sabemos. A fonte oficial não identificou. Podem ter sido transeuntes, podem ter conhecido o venezuelano. Mas foram presas.
E o venezuelano — ele sobreviveu?
Sim, foi levado ao hospital com um ferimento na perna. Mas o silêncio sobre seu nome, sua situação legal agora, seu status — tudo isso fica em aberto.
E quanto ao caso de Rene Good? Há alguma investigação?
Não há menção a investigação formal na reportagem. O que sabemos é que vídeos contradizem a afirmação do presidente de que foi legítima defesa.
Então temos um padrão de alegações de legítima defesa que não correspondem ao que as câmeras mostram. Isso é importante documentar.
The Pulse
- Uma semana após a morte de Rene Good, baleada três vezes por agentes do ICE, Minneapolis volta a ser palco de violência da mesma agência — desta vez contra um homem venezuelano atingido na perna.
- O venezuelano fugiu em carro, colidiu com um veículo estacionado e, ao ser alcançado a pé, entrou em confronto físico com os agentes; duas outras pessoas no local foram presas após supostamente atacarem um policial com uma pá e um cabo de vassoura.
- A versão oficial do governo contrasta com vídeos do caso anterior, alimentando desconfiança pública sobre a narrativa do ICE e intensificando os pedidos de responsabilização da agência.
- Mais de cem pessoas foram às ruas na noite seguinte ao novo incidente, resultando em confrontos com a polícia e ampliando uma onda de protestos que já se espalhava por diversas cidades americanas.
Em Minneapolis, cidade ainda em luto pela morte de Rene Good, uma mulher americana abatida por agentes do ICE na semana anterior, um homem venezuelano foi baleado na perna durante mais uma operação da agência de imigração. O incidente — marcado por uma fuga de carro, um confronto físico nas ruas e versões oficiais contestadas por imagens — revela a tensão crescente entre o poder do Estado e as comunidades que ele afirma proteger. A repetição da violência no mesmo cenário transforma Minneapolis em símbolo de um debate mais amplo sobre os limites do uso da força em nome da lei.
Na noite de 14 de janeiro, agentes do ICE balearam um homem venezuelano nas ruas de Minneapolis durante uma operação de imigração — o segundo episódio de violência letal ou grave da agência na cidade em menos de uma semana.
Segundo o relato oficial do Departamento de Segurança Interna, o homem fugiu dos agentes em seu carro, colidiu com um veículo estacionado e continuou a fuga a pé. Quando foi alcançado, um confronto físico eclodiu. Duas outras pessoas que apareceram no local teriam atacado um agente com uma pá e um cabo de vassoura. Durante a briga, o venezuelano se afastou do policial e, conforme a versão governamental, voltou a atacá-lo com a pá — momento em que o agente disparou contra sua perna. Tanto o venezuelano quanto o agente foram hospitalizados; os outros dois foram presos.
O incidente chegou a uma cidade já em estado de ebulição. Uma semana antes, Rene Good, americana de 37 anos, havia sido morta por três disparos de um agente do ICE em Minneapolis. O presidente dos Estados Unidos defendeu o agente nas redes sociais, alegando legítima defesa, mas vídeos do ocorrido contradisseram essa versão, aprofundando a desconfiança pública.
Na noite seguinte ao novo baleamento, mais de cem pessoas foram às ruas em protesto, com confrontos com a polícia. As manifestações integram uma onda crescente de resistência ao ICE em diferentes cidades americanas, alimentada pela discrepância entre as narrativas oficiais e as imagens que o público tem acesso.
Na noite de quarta-feira, 14 de janeiro, agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos dispararam contra um homem venezuelano nas ruas de Minneapolis durante uma operação de rotina. O incidente ocorreu em uma cidade já inflamada pela morte de Rene Good, uma mulher americana de 37 anos morta por três disparos de um agente do ICE apenas uma semana antes.
Segundo o relato oficial do Departamento de Segurança Interna, os agentes abordaram o venezuelano, cujo nome não foi divulgado. O homem fugiu do local em seu carro, colidiu com um veículo estacionado e saiu correndo a pé. Quando foi alcançado pelos agentes, uma luta física eclodiu nas ruas. Duas outras pessoas apareceram no local e, conforme a versão do governo, atacaram o policial com uma pá e um cabo de vassoura.
Durante o confronto, o venezuelano conseguiu se afastar do agente e, de acordo com o relato oficial, passou a atacar o policial com a pá. Nesse momento, o agente do ICE disparou contra a perna do homem. Tanto o venezuelano quanto o agente foram levados ao hospital. As duas outras pessoas que participaram do confronto foram presas.
O incidente acendeu ainda mais a tensão em Minneapolis. Mais de cem pessoas saíram às ruas na noite seguinte em protesto, resultando em confrontos com a polícia. Esses protestos fazem parte de uma onda maior de manifestações contra o ICE que varre diferentes cidades americanas desde a morte de Rene Good na semana anterior.
A morte de Good continua sendo um ponto de inflamação. Um agente do ICE disparou três tiros contra ela durante uma operação nas ruas de Minneapolis. O presidente dos Estados Unidos afirmou em uma rede social que o agente agiu em legítima defesa, mas vídeos do incidente contradizem essa versão dos fatos. A discrepância entre a narrativa oficial e o que as imagens mostram alimentou a raiva pública e intensificou os chamados por responsabilização da agência.
Notable Quotes
O presidente dos EUA disse que o agente agiu em legítima defesa, mas vídeos mostram que não foi isso o que aconteceu— Relato sobre o caso de Rene Good