Há algo de profundamente humano na ideia de que o modo como caminhamos pode revelar o estado do nosso espírito interior — e agora a ciência começa a confirmar essa intuição. Um estudo publicado na revista Neurology, envolvendo quase quatro mil adultos com idade avançada, encontrou uma ligação consistente entre a velocidade da marcha e a saúde cerebral: os que caminham mais depressa envelhecem, ao que parece, com maior resiliência cognitiva. Num mundo que busca instrumentos sofisticados para antecipar o declínio, o simples acto de observar o passo de alguém pode tornar-se uma das ferramentas ma