Quando um chefe de Estado estende a mão ao líder de uma Igreja universal, nem sempre a mão é apertada. O Vaticano recusou formalmente o convite de Emmanuel Macron para que o Papa Leão XIV o encontrasse em Paris — possivelmente à margem de uma visita à Catedral de Notre-Dame —, lembrando ao mundo que a Santa Sé governa sua própria agenda com soberania cuidadosa. O episódio revela, com discreta eloquência, que o poder espiritual e o poder político, mesmo quando se tocam, raramente se movem no mesmo ritmo.