Numa época em que a humanidade reavalia a sua relação com a energia e o território, o Vaticano — o menor Estado soberano do mundo — prepara-se para dar um passo de escala industrial rumo à autossuficiência: uma central agrovoltaica de 100 milhões de euros nos arredores de Roma, capaz de alimentar as suas instituições e ainda devolver energia à Itália. O projeto, enraizado numa visão que atravessou dois pontificados, convida a refletir sobre como até as mais pequenas nações podem assumir responsabilidades energéticas de alcance simbólico e prático.