Na noite de Buenos Aires, o Vasco da Gama escreveu mais um capítulo da resistência carioca ao vencer o Boca Juniors por 1 a 0 na Bombonera, palco que já derrubou tantos visitantes. Um único gol de Adson no primeiro tempo bastou para sustentar a vantagem mesmo diante da expulsão de Andrés Gómez, que reduziu o time a dez homens e transformou o segundo tempo em uma batalha de contenção. A vitória carrega peso duplo: esportivo, pela classificação em aberto, e simbólico, pela capacidade de resistir onde poucos resistem.
Vasco vence Boca na Bombonera com gol de Adson e segura com dez homens
Segurou a pressão com dez homens e saiu com a vitória
Como um time consegue vencer jogando com dez homens por tanto tempo contra um adversário que pressiona tanto?
O Vasco tinha um resultado positivo — o gol de Adson — e a defesa se organizou bem. Léo Jardim fez boas defesas, e jogadores como Robert Renan apareceram nos momentos críticos para bloquear chutes.
Mas é importante notar que o Boca criou três grandes oportunidades e acertou o travessão duas vezes. O Vasco foi mais sorte do que mérito nessa etapa final.
A expulsão de Andrés Gómez foi realmente tão infantil assim?
Ele empurrou o árbitro duas vezes durante uma reclamação sobre posicionamento de bola. Tecnicamente, foi uma expulsão correta segundo as regras.
Sim, mas o contexto importa — foi um confronto pequeno que escalou. Não foi agressão grave, foi frustração que virou vermelho.
E quanto ao imbróglio do Maracanã? Isso pode afetar o Vasco na volta?
Jogar em casa é sempre uma vantagem, mas a incerteza sobre o local é desgastante. A Conmebol já ameaçou levar para o Paraguai se houver mais mudanças.
Exatamente — e isso é um risco real. A Justiça já mudou de decisão uma vez. Ninguém sabe se o consórcio Fla-Flu vai recorrer novamente.
O Vasco tem uma vantagem real para a volta?
Sim, um gol fora de casa em uma semifinal é valioso. Mas o Boca mostrou que pode criar chances, e em casa pode ser ainda mais perigoso.
A questão é se o Vasco consegue repetir a defesa sólida que fez na Bombonera, agora com pressão de jogar no Maracanã — se conseguir jogar lá.
El Pulso
- Um gol de cabeça de Adson aos 24 minutos do primeiro tempo colocou o Vasco na frente em um dos estádios mais hostis do futebol sul-americano.
- A expulsão de Andrés Gómez aos 18 minutos do segundo tempo — após empurrar o árbitro duas vezes durante uma reclamação — transformou o jogo em uma missão de sobrevivência para o time carioca.
- O Boca pressionou com superioridade numérica, acertou duas vezes a trave de Léo Jardim e criou ao menos três grandes chances, mas o goleiro vascaíno e a defesa seguraram o resultado.
- Nos acréscimos, Pumita Rodríguez tirou um gol praticamente feito de Enner Valencia, e o Vasco saiu de Buenos Aires com a vantagem intacta.
- O jogo de volta no Maracanã, marcado para 20 de outubro, está envolto em disputa judicial: a Conmebol ameaça transferir a partida para o Paraguai se houver nova mudança sobre o local.
Na noite de Buenos Aires, o Vasco da Gama escreveu mais um capítulo da resistência carioca ao vencer o Boca Juniors por 1 a 0 na Bombonera, palco que já derrubou tantos visitantes. Um único gol de Adson no primeiro tempo bastou para sustentar a vantagem mesmo diante da expulsão de Andrés Gómez, que reduziu o time a dez homens e transformou o segundo tempo em uma batalha de contenção. A vitória carrega peso duplo: esportivo, pela classificação em aberto, e simbólico, pela capacidade de resistir onde poucos resistem.
Na Bombonera, o Vasco saiu de Buenos Aires com uma vitória de 1 a 0 que pode valer a classificação à final da Copa Sul-Americana. Adson abriu o placar aos 24 minutos do primeiro tempo, desviando de cabeça um cruzamento preciso de Andrés Gómez após jogada pela esquerda com Cuiabano. O gol desorganizou o Boca, que perdeu criatividade e passou a arriscar chutes de longe sem efetividade.
O segundo tempo começou equilibrado, mas aos 18 minutos o jogo mudou de figura. Andrés Gómez reclamou do posicionamento da bola em uma cobrança de falta, o árbitro Piero Maza se aproximou para aplicar o amarelo, e o atacante empurrou o juiz duas vezes. O resultado foi expulsão imediata, deixando o Vasco com dez jogadores por mais de meia hora.
Com superioridade numérica, o Boca intensificou a pressão. Acertou o travessão duas vezes, criou três grandes oportunidades e exigiu defesas decisivas de Léo Jardim. Nos acréscimos, Pumita Rodríguez apareceu para tirar um gol praticamente certo de Enner Valencia. O Vasco resistiu até o apito final.
O jogo de volta está marcado para terça-feira, 20 de outubro, no Maracanã — com ingressos já esgotados. A decisão judicial que manteve a partida no Rio, no entanto, segue contestada pelo consórcio Flamengo-Fluminense, e a Conmebol avisou à CBF que uma nova mudança de local pode levar o confronto para o Paraguai.
Na noite de terça-feira na Bombonera, o Vasco saiu de Buenos Aires com uma vitória que pode valer ouro na semifinal da Copa Sul-Americana. Adson marcou aos 24 minutos do primeiro tempo — um desvio de cabeça após cruzamento preciso de Andrés Gómez — e esse gol se manteve intacto até o apito final, apesar de o time carioca ter passado grande parte do segundo tempo com um homem a menos em campo.
O jogo começou com o Vasco pressionado, mas encontrou espaços nas costas da defesa do Boca. A primeira chance real veio com Bruno Duarte, que bateu da entrada da área e viu o goleiro Montero fazer a defesa. Os argentinos responderam com tentativas de Ascacíbar e Leonel Flores, mas sem maior perigo. Conforme o primeiro tempo avançava, o Boca recuou e o Vasco aproveitou. Cuiabano disputou na linha de fundo, deixou com Gómez, que cruzou na medida para Adson cabecear para o fundo da rede. O gol desorganizou o Boca, que perdeu criatividade e passou a chutar de longe, sem precisão.
O segundo tempo começou com o Vasco criando uma chance clara através de Paulo Henrique, mas o time logo se viu sob pressão crescente. Blanco cruzou da esquerda e acertou a trave de Léo Jardim. Herrera testou de cabeça. Villa chutou forte e o goleiro vascaíno fez a defesa. Tudo indicava que seria uma etapa de resistência, mas aos 18 minutos a situação mudou drasticamente. Andrés Gómez, atacante do Vasco, entrou em pequeno confronto com Ascacíbar e reclamou do posicionamento da bola para uma cobrança de falta. O árbitro Piero Maza se aproximou, aplicou cartão amarelo, e Gómez empurrou o juiz duas vezes. Resultado: segundo amarelo e vermelho direto.
Com superioridade numérica, o Boca intensificou o ataque. Teve três grandes oportunidades, incluindo outra que acertou o travessão de Léo Jardim. Os minutos finais foram de pressão quase constante: Blanco chutou de fora da área e mandou para fora, Merentiel exigiu boa defesa do goleiro vascaíno, Robert Renan apareceu para bloquear chute de Merentiel nos acréscimos, e praticamente no último lance Pumita Rodríguez tirou gol certo de Enner Valencia. O Vasco segurou.
O jogo de volta está marcado para terça-feira, 20 de outubro, às 21h30 de Brasília, e a Justiça do Rio de Janeiro determinou que seja disputado no Maracanã — decisão que o consórcio Flamengo-Fluminense já contestou uma vez, levando a uma suspensão temporária da ordem. O Vasco anunciou que os ingressos para o confronto no estádio carioca estão esgotados. Segundo informações da Conmebol à CBF, se houver nova mudança judicial sobre o local, a confederação pode transferir a partida para o Paraguai. Antes disso, o Vasco enfrenta o São Paulo no sábado pelo Campeonato Brasileiro, enquanto o Boca volta a campo na sexta-feira contra o Talleres pelo Clausura argentino — um dia a menos de descanso.
Citas Notables
A Conmebol avisou a CBF que pode levar o jogo da volta para o Paraguai se houver uma nova mudança judicial a respeito do mando de campo— Paulo Vinícius Coelho, colunista do UOL