O Vasco foi melhor durante a maior parte, mas o Botafogo tem a vantagem de jogar em casa
Em São Januário, diante de mais de 20 mil torcedores, Vasco e Botafogo protagonizaram um clássico equilibrado que terminou em 1 a 1 nas quartas de final da Copa do Brasil. O cruz-maltino saiu atrás, mas soube reagir e dominar boa parte da partida, enquanto o alvinegro, mesmo em desvantagem tática, preservou o empate que lhe garante a vantagem do mando de campo na volta. No futebol, como na vida, o resultado provisório raramente conta a história completa — e o capítulo decisivo ainda está por ser escrito.
- Arthur Cabral abriu o placar aos 8 minutos aproveitando a fragilidade do Vasco em bolas aéreas, colocando o Botafogo em vantagem logo no início.
- Fernando Diniz reorganizou o time com Barros e Vegetti, e o Vasco passou a dominar a posse, sufocando o adversário com superioridade numérica no meio.
- Jair empatou ainda no primeiro tempo após cruzamento de Nuno Moreira, devolvendo o equilíbrio e o ânimo à torcida em São Januário.
- Coutinho desperdiçou a maior chance do jogo na segunda etapa — bola no travessão após defesa de John — e o Vasco reclamou de possível pênalti não marcado.
- O jogo da volta, em 11 de setembro no Nilton Santos, favorece o Botafogo, que precisará apenas de uma vitória simples para avançar às semifinais.
O Vasco saiu atrás, mas não se rendeu. Em São Januário, diante de mais de 20 mil torcedores, o cruz-maltino buscou o empate e dominou boa parte do clássico contra o Botafogo, que terminou 1 a 1 no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.
O Botafogo começou melhor. Com dois centroavantes em campo e sem Savarino, a escolha tática de Davide Ancelotti funcionou nos primeiros minutos: Arthur Cabral aproveitou cruzamento de Telles e testou para o fundo das redes aos 8 minutos. Fernando Diniz respondeu reforçando o meio com Barros e devolvendo Vegetti à titularidade. O Vasco cresceu, passou a dominar a posse e empatou ainda no primeiro tempo: após cobrança de falta, Nuno Moreira cruzou e Jair apareceu no segundo pau para igualar o placar.
Na segunda etapa, o Vasco voltou com mais intensidade. Coutinho teve a melhor chance do jogo, mas parou em grande defesa de John — a bola ainda bateu no travessão e foi bloqueada por Marlon Freitas. O Vasco reclamou de pênalti de mão, mas o árbitro Anderson Daronco nada marcou. Ancelotti reagiu colocando Savarino em campo, o que equilibrou a partida e deu mais presença ao Botafogo no meio, sem, contudo, criar chances reais de virada.
O jogo da volta acontece em 11 de setembro no Nilton Santos. O Botafogo joga em casa e precisa apenas de uma vitória simples para avançar. Para isso, Ancelotti terá duas semanas para corrigir os pontos explorados pelo Vasco: a saída de bola e a marcação em bolas aéreas — fragilidades que ficaram evidentes ao longo dos 90 minutos em São Januário.
O Vasco saiu atrás no placar, mas conseguiu se recuperar e forçar um empate contra o Botafogo em 1 a 1 no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. A partida, disputada em São Januário diante de mais de 20 mil torcedores cruz-maltinos, revelou um time vascaíno que, apesar de começar em desvantagem, impôs seu ritmo durante a maior parte dos 90 minutos e criou as melhores oportunidades para sair com a vitória.
O Botafogo começou melhor. Nos primeiros minutos, Arthur Cabral teve duas chances claras de abrir o placar em jogadas aéreas pela esquerda, com cruzamentos de Telles. Na segunda tentativa, aos oito minutos, o centroavante não desperdiçou e testou para o fundo das redes. O técnico Davide Ancelotti havia escalado seu time com dois centroavantes e sem Savarino, uma escolha tática que funcionou nos momentos iniciais.
Fernando Diniz respondeu reforçando o meio-campo com Barros e trazendo Vegetti de volta aos titulares. A estratégia funcionou. O Vasco passou a dominar a posse de bola e, através da superioridade numérica no setor onde estava a bola — marca registrada do estilo de Diniz — criou perigo pelas laterais. O empate saiu de uma dessas ações ofensivas. Após uma cobrança de falta, Nuno Moreira aproveitou uma sobra e cruzou para Jair aparecer no segundo pau, ainda na primeira etapa, igualando o placar.
Com o empate, ambas as equipes reduziram o ímpeto ofensivo no restante do primeiro tempo. Na segunda etapa, o Vasco voltou com tudo. Coutinho teve a melhor chance do jogo quando parou em excelente defesa de John, a bola bateu no travessão e foi bloqueada por Marlon Freitas. O árbitro Anderson Daronco não marcou o que o Vasco reclamou ser um possível pênalti de mão do camisa 17 do Botafogo.
Percebendo a pressão crescente, Ancelotti — conhecido por demorar em suas substituições — sacou Chris Ramos e colocou Savarino em campo. A mudança equilibrou a partida e deu mais presença ao Botafogo no meio-campo. O alvinegro passou a trocar bons passes, mas não conseguiu criar chances reais de vitória.
O jogo da volta está marcado para 11 de setembro no Nilton Santos, onde o Botafogo terá a vantagem de jogar em casa e precisará apenas de uma vitória simples para avançar. Antes disso, ambos os times têm apenas uma partida no período — o Vasco enfrenta o Sport no domingo e o Botafogo recebe o Bragantino no sábado. Ancelotti e Diniz terão duas semanas para trabalhar em melhorias pontuais. Para o Botafogo, as prioridades são claras: melhorar a saída de bola e a marcação em bolas aéreas lançadas em sua defesa, pontos onde o Vasco explorou com sucesso durante a partida.
Notable Quotes
O Vasco foi melhor durante a maior parte da partida e teve as principais chances de sair com a vitória— Análise da partida
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que o Vasco conseguiu virar o jogo tão rápido depois de sair atrás?
Fernando Diniz fez ajustes táticos que funcionaram. Ele reforçou o meio-campo com Barros e trouxe Vegetti de volta, criando superioridade onde a bola estava. O Botafogo começou bem, mas não conseguiu manter a intensidade.
A defesa do Botafogo em bolas aéreas parece ser um problema real?
Sim. Arthur Cabral teve duas chances claras nos primeiros minutos, e depois Jair apareceu livre no segundo pau para empatar. São situações que se repetem e que o Botafogo vai precisar corrigir antes do jogo em casa.
O que a mudança de Ancelotti — tirar Chris Ramos e colocar Savarino — mudou na partida?
Equilibrou. O Botafogo ganhou presença no meio-campo e passou a trocar mais passes com qualidade. Mas chegou tarde demais para criar chances reais de vitória.
Coutinho teve aquela chance que bateu no travessão. Isso poderia ter mudado tudo?
Poderia. Se entra, o Vasco sai com a vitória e leva uma vantagem psicológica para o jogo em casa do Botafogo. Mas o futebol é assim — pequenos detalhes definem.
O que cada time precisa fazer até 11 de setembro?
O Vasco precisa manter essa consistência e criar mais chances. O Botafogo, além de melhorar a marcação aérea, precisa encontrar uma forma de sair jogando sem sofrer pressão. Em casa, com uma vitória simples, o alvinegro avança.