Enquanto Xi Jinping percorre o Sul Global antes de sentar à mesa com Trump, a China chega às negociações carregando números impressionantes — exportações em alta de 25% e um superávit recorde de US$ 119,1 bilhões em agosto. Mas a força que esses dados projetam é, ao mesmo tempo, a fonte de sua fragilidade: os mesmos volumes que conferem autoridade ao líder chinês são os que alimentam barreiras protecionistas em Brasília, Nova Déli e Bruxelas. A diplomacia de setembro pode adiar o confronto, mas o veredicto real será escrito pelos dados de outubro e novembro.