No Brasil, um benefício criado para garantir a alimentação do trabalhador tornou-se símbolo de uma promessa que o tempo foi esvaziando. O vale-refeição médio de R$ 583,75 cobre apenas nove dos vinte e dois dias úteis de um mês, enquanto a inflação alimentar avança em ritmo muito superior aos reajustes empresariais. O trabalhador, preso entre o que recebe e o que precisa, desembolsa do próprio salário quase o dobro do valor do benefício — uma equação que, em sete anos, perdeu metade de sua capacidade de sustentar quem trabalha.
Vale-refeição dura só 9 dias e Florianópolis tem almoço mais caro do país
Trabalhadores brasileiros precisam desembolsar 101% do valor do vale-refeição do próprio salário para manter alimentação adequada durante o mês.