Valdemar celebra desempenho de Flávio em pesquisa e cobra apoio do centrão

O Bolsonaro é uma máquina de transferir votos
Valdemar Costa Neto explicando por que acredita que Flávio Bolsonaro continuará crescendo nas pesquisas.
Mark

Por que Valdemar vê dez pontos de desvantagem como um resultado positivo?

Mimi

Porque Flávio está à frente de todos os outros candidatos da direita testados contra Lula. Entre governadores estabelecidos, ele é quem chega mais perto do presidente. Para o PL, isso prova que a estratégia de apostar no filho de Bolsonaro é viável.

Luke

Mas a pesquisa mostra que ele perde. Dez pontos em um segundo turno é uma margem real. Valdemar está interpretando um resultado negativo como positivo porque é melhor que as alternativas — isso é diferente de dizer que Flávio está em posição forte.

Mark

E quanto ao centrão? Por que eles não estão apoiando ainda?

Mimi

Valdemar diz que é questão de timing. Dezembro não é mês para negociações sérias. Em janeiro, quando as coisas se acalmarem, o PL vai trabalhar para trazer esses partidos para o lado de Flávio.

Luke

Ou o centrão está esperando para ver se a candidatura de Flávio vai realmente decolar. A declaração dele sobre "ter um preço" para desistir pode ter assustado alguns. Não sabemos se é falta de tempo ou falta de confiança.

Mark

Flávio disse que tem um preço para sair da corrida. O que isso significa?

Mimi

Ele citou especificamente a votação sobre anistia. É uma forma de dizer que sua candidatura não é apenas política — tem implicações legais para a família. Se conseguir anistia, talvez recue.

Luke

Isso foi interpretado como negociável por lideranças do próprio partido. Alguns continuam achando que Tarcísio é mais viável. A fonte não diz se Flávio realmente está disposto a negociar ou se estava apenas testando o terreno.

  • Flávio Bolsonaro aparece dez pontos atrás de Lula no segundo turno, mas supera todos os outros nomes da direita testados — o que o PL lê como liderança interna, não como fraqueza.
  • Valdemar Costa Neto celebra o resultado publicamente e promete que o senador 'só vai crescer', apostando no pai como força capaz de transferir votos em escala decisiva.
  • O centrão permanece sem compromisso com Flávio, e lideranças partidárias mantêm ceticismo após o senador sugerir que sua candidatura 'tem um preço' vinculado à votação sobre anistia.
  • O governo Lula recebe a candidatura de Flávio com satisfação, pois ela mantém a polarização com o bolsonarismo e dificulta a reorganização da direita em torno de um nome novo.
  • As negociações com partidos do centrão foram adiadas para meados de janeiro, quando Valdemar pretende retomar o trabalho de convencimento com força total.

Em meio às movimentações que antecipam a disputa presidencial de 2026, o nome de Flávio Bolsonaro emerge como o candidato conservador que mais se aproxima de Lula em cenários de segundo turno — uma distância de dez pontos que o PL interpreta não como desvantagem, mas como ponto de partida. Valdemar Costa Neto, presidente do partido, aposta na força de transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro para impulsionar o filho, enquanto a tarefa de unificar a direita e seduzir o centrão aguarda o calendário de janeiro para ganhar forma.

A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira coloca Flávio Bolsonaro dez pontos percentuais atrás de Lula em um cenário de segundo turno. Para o PL, porém, o número é motivo de otimismo: entre todos os nomes da direita testados contra o presidente, o senador carioca é quem chega mais perto — superando governadores como Tarcísio de Freitas, Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

Valdemar Costa Neto, presidente do partido, interpretou o resultado como prova de potencial. Falando a jornalistas durante a posse de um suplente na Câmara, ele descreveu Jair Bolsonaro como uma 'máquina de transferir votos' e garantiu que o filho ainda tem muito espaço para crescer nas pesquisas. 'O Flávio só vai subir. Só vai crescer', afirmou, prometendo que o partido vencerá a disputa de 2026.

O caminho, porém, tem obstáculos. O centrão ainda não se comprometeu com Flávio, e Valdemar reconheceu a lacuna — dizendo que dezembro não é momento para pressionar, mas que as conversas serão retomadas com força a partir de meados de janeiro. A situação ficou mais delicada quando o próprio senador declarou que 'tem um preço' para desistir da candidatura, citando a votação sobre anistia. A fala foi lida por lideranças como sinal de que o nome pode ser negociável, reforçando o ceticismo de quem ainda vê Tarcísio como opção mais viável.

Do lado oposto, o governo federal recebeu a candidatura de Flávio com satisfação: ela mantém a polarização com o bolsonarismo e impede que a direita se reorganize em torno de uma figura menos associada ao passado recente. Para Valdemar, a missão está traçada — unificar a direita e o centro em torno do senador, quando o calendário finalmente permitir.

Flávio Bolsonaro está dez pontos percentuais atrás de Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário de segundo turno, segundo levantamento da Quaest divulgado nesta terça-feira. A notícia, porém, é recebida como vitória pelo PL. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, vê no resultado não uma derrota, mas um ponto de partida — e uma prova de que o filho do ex-presidente tem potencial para crescer.

Entre os nomes da direita testados contra Lula, Flávio é quem chega mais perto do petista. Supera em desempenho governadores como Tarcísio de Freitas, de São Paulo; Ratinho Jr., do Paraná; Ronaldo Caiado, de Goiás; e Romeu Zema, de Minas Gerais. Essa posição relativa importa porque sinaliza que, dentro do campo conservador, o senador carioca é quem melhor consegue mobilizar votos contra o presidente em exercício.

Valdemar não vê limite para esse crescimento. Falando a jornalistas durante a posse de um suplente na Câmara, o dirigente do PL descreveu Jair Bolsonaro como uma "máquina de transferir votos" — uma força capaz de elevar qualquer candidato que receba seu apoio. Flávio, na avaliação de Valdemar, ainda tem muito espaço para subir nas pesquisas. "O Flávio só vai subir. Só vai crescer", afirmou, acrescentando que o senador está preparado para uma "luta muito grande" e que o partido vencerá.

Mas há um problema imediato: o centrão, bloco de partidos que historicamente negocia apoio em troca de recursos e ministérios, ainda não se comprometeu com Flávio. Questionado sobre essa ausência de respaldo, Valdemar reconheceu a lacuna e traçou um cronograma. Agora, em dezembro, não é momento para pressionar, disse. As legendas precisam de espaço para "colocar a cabeça no lugar". A partir de meados de janeiro, porém, o trabalho de convencimento será retomado com força total.

Flávio lançou sua pré-candidatura no início de dezembro, após comunicar a aliados que havia sido escolhido pelo pai para disputar a presidência em 2026. Dias depois, porém, complicou o cenário ao dizer que "tem um preço" para desistir da candidatura — citando especificamente a votação sobre anistia, tema que afeta diretamente a família Bolsonaro. A declaração foi interpretada por lideranças partidárias como um sinal de que a candidatura poderia ser negociável, o que gerou ceticismo entre caciques que continuam vendo Tarcísio como opção mais viável.

O governo federal, por sua vez, recebeu com satisfação o nome de Flávio. A candidatura permite que o PT mantenha a polarização com a gestão anterior, evitando que a direita se reorganize em torno de um nome novo ou menos associado ao bolsonarismo. Para Valdemar, porém, a tarefa é clara: unificar a direita e o centro em torno de Flávio, começando as conversas sérias quando o calendário permitir.

O Flávio só vai subir. Só vai crescer. Porque o Bolsonaro é uma máquina de transferir votos.
— Valdemar Costa Neto, presidente do PL
Tem que dar um momento agora para o pessoal pôr a cabeça no lugar. Quando chegar em meados de janeiro, nós vamos voltar para a guerra.
— Valdemar Costa Neto
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