Antes mesmo de respirar o primeiro ar, um bebê já carrega consigo uma herança invisível: os anticorpos que sua mãe construiu ao se vacinar. A placenta, por muito tempo vista apenas como fornecedora de nutrientes, revela-se hoje uma alfândega imunológica sofisticada — capaz de selecionar, com precisão molecular, quais proteções atravessam para o filho e quais ficam do lado de fora. Nesse cenário, a desinformação sobre vacinas na gestação não é apenas um equívoco científico; é uma barreira que priva recém-nascidos de uma proteção que começa meses antes do nascimento.