Em Moscou, o governo russo ergueu uma infraestrutura biométrica de alcance total — câmeras de reconhecimento facial, coleta de dados biológicos, rastreamento contínuo em espaços públicos — apresentada ao mundo como modernização urbana inevitável. Por trás da linguagem do progresso, especialistas reconhecem um instrumento clássico de controle: o olho do Estado que nunca fecha, capaz de identificar dissidentes antes mesmo que ajam. O que se constrói na capital russa não é apenas uma cidade mais eficiente, mas um modelo de governança autoritária que outros regimes já observam com interesse.
Utopia tecnológica de Moscou com biometria é armadilha de vigilância de Putin
Cidadãos russos enfrentam vigilância contínua e perda de privacidade, com risco aumentado de perseguição política e controle estatal sobre movimentos e atividades.