Há trinta anos, a Universidade de São Paulo reconhece que o aprendizado não tem data de validade. O programa USP 60+, agora em sua 57ª edição, abre mais de quatro mil vagas gratuitas em cursos, práticas esportivas e atividades culturais para qualquer pessoa com 60 anos ou mais — sem exigir vínculo institucional, apenas a disposição de continuar crescendo. É um gesto público e deliberado de uma universidade que se entende como bem comum, não como privilégio de poucos.
USP abre 4 mil vagas em cursos gratuitos para maiores de 60 anos
educação não termina aos 60 anos, mas recomeça
Por que uma universidade investe em um programa como este, especialmente em sua 57ª edição?
Porque reconhece que educação não é privilégio de uma faixa etária. Idosos têm curiosidade, tempo e vontade de aprender — e a universidade tem recursos ociosos que podem ser compartilhados.
Mas há algo além do acesso à educação aqui, não é?
Há. O programa fala sobre isolamento. Muitos idosos vivem sozinhos ou desconectados da vida intelectual e social. Colocá-los em uma sala de aula, em uma trilha ecológica, em um coral — isso é integração real.
Como é que um programa assim se sustenta por 30 anos?
Porque é barato para a universidade e valioso para quem participa. Usa infraestrutura que já existe. E porque há uma convicção institucional de que isso importa.
Quem realmente se inscreve? Qual é o perfil?
A fonte não detalha isso, mas é razoável imaginar pessoas que têm tempo livre, que buscam estimulação intelectual ou social, que querem se manter ativas. Não é um programa para quem está isolado por falta de oportunidade — é para quem quer mais.
E as atividades físicas? Dança, lian gong — isso não é só educação.
Não. É reconhecer que envelhecimento saudável é corpo e mente juntos. Um programa que oferece apenas aulas seria incompleto. Isso oferece movimento, ritmo, comunidade.
O Pulso
- Com mais de 200 atividades disponíveis — de programação de computadores a dança sênior, de direito tributário a trilhas ecológicas —, o programa desafia a ideia de que a velhice é tempo de recuo e não de expansão.
- A ausência de barreiras burocráticas é significativa: nenhum vínculo com a USP é exigido, e a única condição é ter completado 60 anos de vida.
- Idosos poderão frequentar disciplinas regulares de graduação ao lado de alunos mais jovens, tornando a integração geracional parte explícita do projeto pedagógico.
- As inscrições para o primeiro semestre de 2024 seguem abertas até 20 de fevereiro pelo site cultura.usp.br/usp60, com atividades distribuídas entre a capital e os campi do interior paulista.
Há trinta anos, a Universidade de São Paulo reconhece que o aprendizado não tem data de validade. O programa USP 60+, agora em sua 57ª edição, abre mais de quatro mil vagas gratuitas em cursos, práticas esportivas e atividades culturais para qualquer pessoa com 60 anos ou mais — sem exigir vínculo institucional, apenas a disposição de continuar crescendo. É um gesto público e deliberado de uma universidade que se entende como bem comum, não como privilégio de poucos.
Na última segunda-feira, a Universidade de São Paulo abriu inscrições para o USP 60+, programa que chega à sua 57ª edição celebrando três décadas de existência. São mais de quatro mil vagas inteiramente gratuitas, destinadas a qualquer pessoa com 60 anos ou mais — sem exigência de vínculo com a instituição.
A iniciativa, conduzida pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, oferece mais de duzentas atividades em áreas que vão de tecnologia e direito a línguas estrangeiras e farmacologia clínica. O leque inclui ainda oficinas de teatro, coral, dança de salão, lian gong e trilhas ecológicas, além de visitas guiadas a espaços como o Museu de Zoologia e o Parque Ciência e Tecnologia da USP.
Um dos aspectos mais marcantes do programa é a possibilidade de que participantes frequentem disciplinas regulares de graduação, estudando lado a lado com alunos mais jovens. Essa convivência não é acidental — é parte do desenho pedagógico, que busca integração genuína e não apenas instrução isolada.
As inscrições para o primeiro semestre de 2024 seguem abertas até 20 de fevereiro pelo site cultura.usp.br/usp60. Ao manter e expandir essa iniciativa por três décadas, a USP reafirma uma posição: uma universidade pública existe para todos — inclusive, e especialmente, para quem já viveu o suficiente para saber o quanto ainda há para aprender.
A Universidade de São Paulo abriu as portas na segunda-feira, 29 de janeiro, para um programa que já completa três décadas de existência. O USP 60+ está em sua 57ª edição e oferece mais de quatro mil vagas em cursos e atividades inteiramente gratuitos, destinados a qualquer pessoa com 60 anos ou mais. Não há exigência de vínculo com a universidade — apenas a idade mínima separa quem pode participar de quem não pode.
O programa é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária e funciona como um convite permanente ao aprendizado contínuo. Seus objetivos são claros: integrar idosos na vida acadêmica, estimular o envelhecimento saudável e criar espaços onde a educação não termina aos 60 anos, mas recomeça. As atividades se distribuem entre a capital paulista e os campi do interior, garantindo acesso a diferentes regiões.
O cardápio de ofertas é vasto. Existem mais de duzentas atividades espalhadas por diversas áreas do conhecimento. Quem se interessa por tecnologia pode cursar introdução à programação de computadores. Há disciplinas em direito tributário, redação publicitária, psicologia social e política fiscal. Cursos de extensão cobrem análise de balanços, farmacologia clínica e línguas estrangeiras. Há também oficinas práticas como montagem de plantas para herbário.
Mas o programa não se limita a aulas convencionais. Palestras, excursões e práticas esportivas complementam a oferta. Dança sênior, lian gong, dança de salão, oficina de teatro e coral são algumas das atividades didático-culturais disponíveis. Trilhas ecológicas e visitas guiadas ao Museu de Zoologia e ao Parque Ciência e Tecnologia da USP também integram o leque de possibilidades. Para as atividades complementares, as inscrições abrem ao longo do semestre, permitindo que os participantes escolham conforme sua disponibilidade.
O programa também oferece cursos regulares de graduação da universidade, abrindo a possibilidade de que idosos estudem lado a lado com alunos mais jovens. Essa convivência é parte deliberada do desenho pedagógico — não se trata apenas de oferecer educação, mas de criar espaços de integração genuína.
As inscrições para o primeiro semestre de 2024 estão abertas até 20 de fevereiro. O processo é simples: basta acessar o site cultura.usp.br/usp60 e se registrar. Nenhuma documentação de vínculo universitário é necessária. A única barreira é ter completado 60 anos de vida.
Este é um programa que reconhece uma verdade simples mas frequentemente ignorada: a idade não encerra a capacidade de aprender, de se mover, de criar, de se surpreender. A USP, ao manter essa iniciativa por três décadas, ao expandi-la para mais de quatro mil vagas, está dizendo algo sobre como uma universidade pública deveria funcionar — não como um espaço exclusivo para jovens, mas como um bem comum disponível a quem queira dele se aproximar.
Citações Notáveis
O programa tem o objetivo de promover a integração e o aprendizado continuado dos idosos, incentivando assim um envelhecimento saudável.— Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP