Em uma era em que as telas se tornaram extensões do próprio corpo, a medicina começa a nomear o preço silencioso dessa intimidade: o 'pescoço de texto', resultado de horas com a cabeça inclinada sobre dispositivos móveis, sobrecarrega a coluna cervical, os ombros e as costas. Ortopedistas alertam que o problema não nasce do celular sozinho, mas de um padrão de vida marcado pela imobilidade, pelo sedentarismo e pela ausência de escuta ao próprio corpo. A prevenção, mais do que uma questão de postura perfeita, é um convite ao movimento — e à consciência de como habitamos nossa própria carne.