Nos consultórios pediátricos americanos, uma classe de medicamentos nascida para tratar o diabetes adulto começa a moldar o corpo e o futuro de crianças com obesidade. Os resultados de curto prazo são promissores — 40% das crianças entre 6 e 12 anos deixaram de ser classificadas como obesas após 68 semanas com semaglutida —, mas a ciência ainda não aprendeu a ler o que virá depois. É o momento em que a medicina avança mais rápido do que a sabedoria que deveria guiá-la.
Uso de canetas emagrecedoras cresce entre crianças, mas efeitos de longo prazo permanecem incertos
Crianças e adolescentes com obesidade (21% das crianças de 6-11 anos e 22% dos adolescentes de 12-19 anos nos EUA) recebem medicamentos com efeitos de longo prazo ainda desconhecidos.