À medida que as eleições de 2026 se aproximam com uma sequência de votação mais complexa do que o habitual, a Justiça Eleitoral paulista responde com uma inovação singela, porém significativa: uma barra de progresso nas urnas eletrônicas, projetada para guiar o cidadão por cada etapa do voto sem deixá-lo à deriva. É o reconhecimento institucional de que a democracia se fortalece não apenas nas grandes reformas, mas também nos pequenos gestos de clareza que tornam a participação acessível a todos.
Urnas eletrônicas ganham barra de progresso para orientar votação em 2026
Evolução da Justiça Eleitoral para orientar melhor o eleitor
Por que a barra de progresso é necessária? As urnas eletrônicas não funcionam bem o suficiente?
Funcionam bem, mas o processo de votação em 2026 ficou mais complicado. Seis candidatos para cinco cargos diferentes, em uma ordem específica. A barra ajuda o eleitor a saber em qual etapa está, reduzindo confusão.
Mas quantos eleitores realmente têm dificuldade? O TRE-SP mencionou casos específicos ou é uma prevenção geral?
O tribunal não divulgou números de erros em eleições anteriores. É mais uma evolução preventiva, segundo eles.
E o mesário consegue ajudar de verdade vendo a barra no terminal dele?
Sim, ele vê o progresso e pode orientar verbalmente o eleitor se houver dúvida, sem entrar na cabine.
Isso significa que o mesário sabe em qual cargo o eleitor está votando, certo? Não há risco de privacidade?
Tecnicamente sim, ele vê a sequência, mas não vê o voto em si. É uma informação sobre o processo, não sobre a escolha.
A "colinha" é realmente necessária se a barra de progresso existe?
São complementares. A barra orienta na sequência; a colinha evita que o eleitor esqueça os números dos candidatos.
Quantas pessoas usam essa "colinha" hoje? É uma prática comum ou marginal?
O tribunal recomenda, mas não há dados públicos sobre adoção. É mais uma sugestão para evitar filas.
E quanto aos crimes eleitorais mencionados? Derrame de santinhos é frequente?
Frequente o suficiente para o tribunal alertar e para ter causado ferimentos em eleitores. Entre setembro e setembro apreenderam 35 faixas irregulares.
Apenas 35 faixas em todo o estado de São Paulo? Parece pouco ou muito?
Não há comparação com anos anteriores nos dados divulgados. É o que foi apreendido naquele período específico.
El Pulso
- Em 2026, eleitores terão de votar em seis candidatos para cinco cargos distintos — uma complexidade inédita que eleva o risco de confusão e votos nulos.
- A barra de progresso, visível tanto na urna quanto no terminal do mesário, surge como resposta direta às dúvidas recorrentes que já geraram filas e erros em eleições anteriores.
- O TRE-SP recomenda que eleitores levem uma 'colinha' com os números dos candidatos, já que celulares são proibidos dentro da cabine de votação.
- Crimes eleitorais como o 'derrame de santinhos' e faixas irregulares em viadutos e passarelas seguem sendo combatidos — 35 faixas foram apreendidas e sete candidatos serão processados judicialmente.
- A Justiça Eleitoral sinaliza que orientação e fiscalização caminham juntas: inovar para incluir o eleitor e punir quem tenta distorcer as regras do jogo democrático.
À medida que as eleições de 2026 se aproximam com uma sequência de votação mais complexa do que o habitual, a Justiça Eleitoral paulista responde com uma inovação singela, porém significativa: uma barra de progresso nas urnas eletrônicas, projetada para guiar o cidadão por cada etapa do voto sem deixá-lo à deriva. É o reconhecimento institucional de que a democracia se fortalece não apenas nas grandes reformas, mas também nos pequenos gestos de clareza que tornam a participação acessível a todos.
A urna eletrônica chegará às eleições de 2026 com um novo recurso: uma barra de progresso que guiará o eleitor por cada etapa da votação. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo apresentou a novidade em 24 de setembro a representantes de partidos e da imprensa, como resposta à confusão recorrente entre os diferentes cargos em disputa.
A barra será exibida tanto na tela da urna quanto no terminal do mesário — equipamento que monitora dados gerais da máquina, mas não acessa os votos. Segundo Regina Rufino, secretária de Planejamento Estratégico e de Eleições do TRE-SP, o recurso permite que o mesário oriente o eleitor à distância caso surjam dúvidas.
O pleito de 2026 exigirá mais atenção do que o habitual: cada eleitor deverá votar em seis candidatos para cinco cargos, na seguinte ordem — deputado federal, deputado estadual, senador (primeira vaga), senador (segunda vaga), governador e presidente. Para o Senado, é obrigatório indicar dois nomes diferentes; votar no mesmo candidato duas vezes faz o segundo voto ser automaticamente descartado.
O tribunal também recomenda que os eleitores levem uma 'colinha' com os números dos candidatos anotados, já que celulares são proibidos dentro da cabine. A medida simples pode evitar filas e reduzir erros.
O evento abordou ainda crimes eleitorais. O desembargador Roberto Maia Filho alertou para o 'derrame de santinhos' — prática de espalhar materiais de campanha perto das seções durante a madrugada, que já causou quedas e ferimentos — e para a proibição de faixas em pontes, viadutos e passarelas. Entre 3 e 22 de setembro, 35 faixas irregulares foram apreendidas e sete candidatos serão processados judicialmente por desobediência.
A urna eletrônica ganhará um novo recurso visual nas eleições de 2026: uma barra de progresso que acompanhará o eleitor através de cada etapa da votação. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo apresentou o sistema a representantes de partidos e da imprensa na quinta-feira, 24 de setembro, como resposta a um problema recorrente nas campanhas anteriores — a confusão entre os diferentes cargos disponíveis para votação.
A barra aparecerá tanto na tela principal da urna quanto no terminal do mesário, o equipamento que monitora informações gerais da máquina, como nível de bateria, mas que não acessa os votos registrados. Segundo Regina Rufino, secretária de Planejamento Estratégico e de Eleições do TRE-SP, a inovação permite que o mesário oriente o eleitor à distância caso surjam dúvidas durante o processo. "Essa foi uma evolução da Justiça Eleitoral para orientar melhor o eleitor no momento da votação", explicou Rufino.
Em 2026, o processo de votação será mais complexo que em pleitos anteriores. Os eleitores precisarão escolher seis candidatos para cinco cargos diferentes, votando nesta sequência: deputado federal, deputado estadual, senador (primeira vaga), senador (segunda vaga), governador e presidente da República. Uma regra específica se aplica ao Senado: é obrigatório votar em dois candidatos diferentes para as duas vagas disponíveis. Se o eleitor registrar o mesmo nome duas vezes, o segundo voto é automaticamente desconsiderado.
Além da barra de progresso, o tribunal recomenda que os eleitores preparem uma "colinha" — um papel com os números dos candidatos anotados — para levar à cabine de votação. Essa prática simples reduz confusões e evita filas extensas nas seções eleitorais. Celulares não são permitidos dentro da cabine e devem ser deixados em uma bancada localizada entre a cabine e a mesa dos mesários.
O evento também abordou crimes eleitorais que afetam o dia da votação. O desembargador Roberto Maia Filho, vice-presidente do TRE-SP e corregedor regional eleitoral, relembrou casos do "derrame de santinhos" — a prática de despejar materiais de campanha próximo aos locais de votação durante a madrugada do pleito. O acúmulo de papéis já causou quedas e ferimentos em eleitores. Maia Filho também alertou sobre a proibição de faixas de propaganda em pontes, viadutos e passarelas, uma restrição estabelecida pela Lei das Eleições.
Entre 3 e 22 de setembro, a Corregedoria Regional Eleitoral apreendeu 35 faixas irregulares e identificou sete candidatos que insistiram na prática apesar das advertências. Esses candidatos foram intimados e responderão judicialmente por desobediência. Embora a Lei Eleitoral não classifique a instalação de faixas como crime, a prática resulta em multa. "A clareza aqui não permite interpretações outras senão a proibição nos bens de uso comum, inclusive viaduto, passarela e ponte", afirmou Maia Filho, citando o artigo 37 da Lei das Eleições e o artigo 19 da resolução do Tribunal Superior Eleitoral.
Citas Notables
Essa foi uma evolução da Justiça Eleitoral para orientar melhor o eleitor no momento da votação— Regina Rufino, secretária de Planejamento Estratégico e de Eleições do TRE-SP
A clareza aqui não permite interpretações outras senão a proibição nos bens de uso comum, inclusive viaduto, passarela e ponte— Desembargador Roberto Maia Filho, vice-presidente do TRE-SP