No teto do mundo, onde o silêncio deveria ser absoluto, a presença humana deixa marcas que vão além do visível. Um estudo publicado na Springer Nature Link revela que o acampamento-base do Everest acelera o derretimento da geleira Khumbu em ritmo duas vezes superior ao de outras áreas da mesma geleira — não apenas pelo aquecimento global, mas pelo calor, a urina e os combustíveis de quem sonha com o cume. É um lembrete de que mesmo nos lugares mais remotos da Terra, a pegada humana encontra maneira de se inscrever na paisagem.
Urina e combustíveis aceleram derretimento da geleira Khumbu no Everest
A degradação acelerada da geleira ameaça o abastecimento de água, a agricultura e a segurança dos alpinistas que dependem da região.