Unoeste expulsa e suspende alunos por 'ranking sexual' de colegas

44 alunas foram vítimas de ranking sexual não consentido, sofrendo exposição e constrangimento em ambiente universitário.
Denunciar também é romper com a lógica que protege quem violenta
Declaração do coletivo Frente Pela Vida das Mulheres durante protesto contra objetificação feminina no campus.
Mark

Como a universidade chegou a essas punições? Havia provas claras do que aconteceu?

Mimi

A Unoeste formou uma comissão que examinou cada caso individualmente. Eles aplicaram penalidades que variam de suspensão até expulsão, o que sugere que havia diferentes níveis de envolvimento. Mas a universidade não divulgou detalhes públicos.

Luke

Aí está o problema — não sabemos realmente o que cada pessoa fez. A universidade diz que respeitou procedimentos, mas sem transparência, fica difícil avaliar se as punições foram proporcionais.

Mark

E as vítimas? Quantas pessoas foram realmente afetadas?

Mimi

A polícia identificou 44 mulheres. Dessas, 24 já depuseram, 11 têm datas marcadas, e 9 ainda aguardam cartas precatórias. Então o número de vítimas confirmadas é 44, mas o processo de oitiva ainda está em andamento.

Luke

Importante notar que "identificadas" não significa que todas prestaram depoimento. Ainda há 20 mulheres cujas oitivas não foram concluídas. A investigação policial está longe de terminar.

Mark

O que o protesto em agosto mudou?

Mimi

O coletivo Frente Pela Vida das Mulheres colocou o assunto em evidência pública e reforçou que denúncias são essenciais. Eles argumentam que romper o silêncio é quebrar a proteção que os agressores recebem.

Luke

O protesto foi importante para visibilidade, mas não sabemos ainda qual será o impacto real nas políticas da universidade ou na cultura do campus. A mobilização aconteceu, mas as mudanças estruturais ainda estão por vir.

Mark

A universidade vai fazer algo diferente daqui para frente?

Mimi

Ela prometeu ações de orientação, prevenção e acolhimento. Mas novamente, sem detalhes específicos sobre o que isso significa na prática.

Luke

Promessas são fáceis. O que importa é se haverá treinamento obrigatório, mudanças nos protocolos de denúncia, ou se a cultura machista que permitiu esse ranking continuar existindo. Ainda não temos essas respostas.

  • Estudantes do curso de Psicologia criaram um ranking sexual não consentido envolvendo 44 colegas, expondo-as a constrangimento e violação de sua dignidade dentro do próprio campus.
  • A revelação pública do caso desencadeou investigações paralelas — uma interna pela universidade e outra conduzida pela Polícia Civil — criando pressão institucional e social sobre os responsáveis.
  • Das 44 vítimas identificadas, apenas 24 prestaram depoimento até agora, enquanto nove aguardam cartas precatórias, revelando a complexidade logística e emocional do processo de responsabilização.
  • A Unoeste aplicou punições que incluem expulsão, mas manteve sigilo total sobre nomes e penalidades, gerando tensão entre proteção individual e transparência pública.
  • O coletivo Frente Pela Vida das Mulheres transformou o caso em mobilização mais ampla, defendendo que denunciar é também romper com estruturas que historicamente protegem agressores.

Em Presidente Prudente, a Universidade do Oeste Paulista concluiu sua apuração interna sobre um 'ranking sexual' elaborado por estudantes de Psicologia, aplicando penas que vão da suspensão à expulsão. O caso revela como ambientes dedicados ao conhecimento podem abrigar formas silenciosas de violência — e como a resposta institucional, ainda que necessária, raramente encerra sozinha a ferida coletiva. Com 44 vítimas identificadas e um inquérito policial em curso, a questão transcende o disciplinar e interroga a cultura que torna possível a objetificação de mulheres dentro dos próprios espaços que deveriam protegê-las.

A Universidade do Oeste Paulista encerrou sua investigação interna sobre um 'ranking sexual' criado por alunos do curso de Psicologia em Presidente Prudente. Após analisar individualmente a conduta de cada envolvido, a instituição aplicou penalidades que variam de suspensão à expulsão, mantendo, porém, sigilo absoluto sobre identidades e detalhes das punições.

A Polícia Civil conduz paralelamente um inquérito que já identificou 44 mulheres como vítimas da classificação não consentida. Das 44, 24 já prestaram depoimento, outras 11 têm datas agendadas e nove aguardam o cumprimento de cartas precatórias para serem ouvidas em outras jurisdições. Um dos investigados já foi interrogado; os demais serão chamados após a conclusão das oitivas das vítimas.

A universidade afirmou em comunicado que o processo respeitou normas institucionais e garantiu direito de defesa aos acusados, reiterando seu repúdio a qualquer forma de violência ou exposição sem consentimento. A instituição prometeu continuar promovendo ações de prevenção e acolhimento no ambiente acadêmico.

Em agosto, o coletivo Frente Pela Vida das Mulheres realizou um protesto no campus contra a objetificação feminina. O grupo reforçou que vítimas não devem ser silenciadas e que 'denunciar também é romper com a lógica que protege quem violenta' — sinalizando que a mobilização aponta para mudanças culturais que vão além das punições administrativas.

A Universidade do Oeste Paulista encerrou sua investigação interna sobre um "ranking sexual" criado por estudantes do curso de Psicologia no campus de Presidente Prudente. Após examinar individualmente o comportamento de cada envolvido, a instituição aplicou punições que variam de suspensão até expulsão dos alunos responsáveis.

O caso começou a ganhar visibilidade pública quando a Polícia Civil de Presidente Prudente iniciou seu próprio inquérito. Até o momento, os investigadores identificaram 44 mulheres como vítimas dessa classificação não consentida. Dessas, 24 já compareceram para prestar depoimento. Outras 11 têm datas agendadas para serem ouvidas, enquanto nove aguardam o cumprimento de cartas precatórias que permitirão suas oitivas em outras jurisdições. Um dos investigados já foi interrogado pela polícia; os demais serão chamados após a conclusão dos depoimentos das vítimas.

A universidade divulgou um comunicado afirmando que a comissão responsável pela apuração interna respeitou as normas institucionais, garantiu direito de defesa aos acusados e seguiu todos os procedimentos aplicáveis. A instituição reafirmou seu repúdio a qualquer forma de violência, constrangimento ou exposição sem consentimento. Também anunciou que continuará promovendo ações de orientação, prevenção e acolhimento para reforçar um ambiente acadêmico seguro e respeitoso. No entanto, a Unoeste manteve sigilo total sobre os nomes dos punidos, os depoimentos coletados e qualquer informação que pudesse identificar os indivíduos e suas respectivas penalidades.

No dia 20 de agosto, o coletivo Frente Pela Vida das Mulheres organizou um protesto no campus contra a objetificação feminina e a violência contra mulheres no espaço universitário. Em suas redes sociais, o grupo enfatizou que vítimas de constrangimento, exposição ou violência não devem ser silenciadas. "Denunciar também é romper com a lógica que protege quem violenta", declarou o coletivo, sinalizando que a mobilização vai além da punição administrativa e aponta para mudanças estruturais na cultura institucional.

A Polícia Civil informou que as diligências prosseguem para esclarecer completamente os fatos e responsabilizar todos os envolvidos. O inquérito policial segue em andamento, e novos desenvolvimentos podem surgir conforme as investigações avançam.

Denunciar também é romper com a lógica que protege quem violenta
— Coletivo Frente Pela Vida das Mulheres
A universidade repudia qualquer forma de violência, constrangimento ou exposição sem consentimento
— Universidade do Oeste Paulista
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