UNIPVC investe 13,5 milhões em três centros tecnológicos no Alto Minho

Pequenos passos consolidados podem ter êxito
O pró-reitor descreve a estratégia de colaboração entre academia e indústria como um processo cauteloso mas duradouro.
Mark

Porque é que uma universidade politécnica investe agora especificamente em três centros de tecnologia? Não tinham já investigação?

Mimi

Tinham, claro. Mas a transição para Universidade Politécnica trouxe uma responsabilidade diferente. Estes centros são uma forma de estruturar melhor a investigação, de a aproximar das empresas e de consolidar o trabalho que já faziam de forma mais dispersa.

Luke

Espera — o CITIN ainda não tem edifício próprio. Está numa incubadora. Quanto deste investimento de 13,5 milhões vai realmente para construção e quanto para operação?

Mimi

A fonte não especifica essa divisão. Sabemos que há 66 parceiros envolvidos e que se espera criar 110 postos de trabalho até 2032, mas é verdade que não temos o detalhe do orçamento por centro.

Mark

E estes 110 postos de trabalho — são investigadores, técnicos, administrativos?

Mimi

A fonte não discrimina. Sabemos que atualmente têm 135 investigadores e querem chegar a 150 até 2027, mas o resto dos postos de trabalho pode ser em várias áreas.

Luke

Portanto, quando dizem que vão criar 110 postos até 2032, não sabemos se isso inclui os investigadores que já têm ou se é adicional.

Mimi

Exatamente. É uma figura que está no comunicado, mas o detalhe não está claro.

Mark

O que me impressiona é a rede internacional. Sete unidades em rede com parceiros — isso é significativo?

Mimi

Muito. Significa que não estão isoladas. Os dois primeiros doutoramentos já funcionam em rede, o que é raro para uma instituição desta dimensão.

Luke

Mas quantos desses parceiros são internacionais e quantos são nacionais? Qual é a geografia real dessa rede?

Mimi

Não sabemos. A fonte menciona que as redes são "imprescindíveis" e que estão a estruturar-se dessa forma, mas não detalha a composição.

Mark

E o financiamento de 1,7 milhões da FCT — é suficiente para tudo isto?

Luke

Para 2025-2029, é um valor razoável, mas é para as unidades de investigação existentes, não especificamente para os três novos centros. O investimento de 13,5 milhões é da universidade, não é financiamento público direto.

  • Investimento de 13,5 milhões em três centros de tecnologia e inovação
  • 561 artigos publicados em 2025, 197 em revistas de elevado impacto (Q1 e Q2)
  • 66 parceiros associados aos centros, metade dos quais empresas
  • 110 postos de trabalho previstos até 2032
  • 135 investigadores atuais, objetivo de 150 até final de 2027

UNIPVC é a segunda universidade politécnica portuguesa com maior produção científica, publicando 561 artigos em 2025, dos quais 197 em revistas de elevado impacto. Os três novos centros (CITIN, Sustemare e 3AR) contam com 66 parceiros associados, metade dos quais empresas, consolidando a colaboração academia-indústria.

A Universidade Politécnica de Viana do Castelo apresenta estratégia de crescimento com investimento de 13,5 milhões em três centros de tecnologia e inovação, criando 110 postos de trabalho até 2032.

A Universidade Politécnica de Viana do Castelo anunciou esta semana um plano de investimento de 13,5 milhões de euros em três novos centros de tecnologia e inovação, uma aposta que deverá gerar 110 postos de trabalho até 2032. O projeto foi apresentado pelo reitor Carlos Rodrigues e pelo pró-reitor Luís Paulo Rodrigues durante a abertura da primeira Semana da Investigação, Inovação e Transferência de Tecnologia, numa sessão intitulada "UNIPVC: Onde estamos e para onde vamos".

Os três centros — CITIN em Arcos de Valdevez, Sustemare na Praia Norte e 3AR na Escola Superior Agrária em Refóios, Ponte de Lima — representam uma expansão significativa da capacidade de investigação e desenvolvimento da instituição. O CITIN funciona atualmente nas instalações da INCUBO, mas a construção de um novo edifício dedicado deverá potenciar o seu trabalho. Ao todo, os centros contam com 66 parceiros associados, dos quais aproximadamente metade são empresas, consolidando uma colaboração estruturada entre a academia e o setor privado.

A instituição ocupa uma posição de destaque no panorama português. Em 2025, publicou 561 artigos científicos, dos quais 197 em revistas de elevado impacto — aquelas classificadas nos quartis superiores Q1 e Q2, que medem a relevância e o alcance dentro de cada área de conhecimento. Esta produção coloca a UNIPVC como a segunda universidade politécnica portuguesa em termos absolutos de produção científica. Para Rodrigues, a recente transição para o estatuto de Universidade Politécnica trouxe "reconhecimento de um percurso", mas também "mais responsabilidade, de fazer melhor investigação, formação e transferência de conhecimento e tecnologias".

Atualmente, a instituição dispõe de 10 unidades de investigação e 135 investigadores que trabalham em 31 tecnologias diferentes. A Fundação para a Ciência e a Tecnologia atribuiu-lhe um financiamento de mais de 1,7 milhões de euros para o período 2025-2029. O objetivo é aumentar o número de investigadores integrados nas unidades para 150 até ao final de 2027.

Luís Paulo Rodrigues, pró-reitor de Investigação, Desenvolvimento, Inovação e Tecnologia, descreveu a relação entre a academia e o mundo empresarial como um "namoro" que será longo mas duradouro. "Vai ter resultados? Vai, mas vão ser resultados com precauções. Estou convencido que ao dar pequenos passos, consolidados, possa ter êxito", afirmou. A estratégia passa por aumentar a qualidade da produção científica, não apenas o volume. "Já conseguimos, toda a academia, aumentar bastante aquilo que é o impacto científico em número de revistas, artigos e também do conhecimento, e agora estamos numa fase em que precisamos de passar para melhor qualidade", declarou.

Uma vertente importante desta expansão é a construção de redes de investigação. Sete das unidades de investigação da UNIPVC funcionam já em rede com outros parceiros. Os dois primeiros doutoramentos da instituição — Design para a Inovação Regional e Ciências do Desporto — foram estruturados em formato de rede. Para Rodrigues, as redes são "imprescindíveis" no contexto atual. O objetivo futuro é que a instituição "lidere áreas" em termos de produção científica, consolidando a sua posição não apenas em volume, mas em impacto e relevância internacional.

Reconhecimento de um percurso, mas também mais responsabilidade, de fazer melhor investigação, formação e transferência de conhecimento e tecnologias
— Carlos Rodrigues, reitor da UNIPVC
Estou convencido que ao dar pequenos passos, consolidados, possa ter êxito
— Luís Paulo Rodrigues, pró-reitor de Investigação, Desenvolvimento, Inovação e Tecnologia
Contact Us FAQ