Em dezembro de 2014, uma menina de sete anos chamada Carol foi morta pela própria mãe em Tubarão, Santa Catarina, e seu corpo escondido entre roupas e brinquedos num quarto dos fundos. Silvana Seidler, então com 48 anos, saiu caminhando de uma delegacia naquela mesma noite — e nunca mais foi encontrada. Treze anos depois, ela permanece a única mulher na lista de foragidos de Santa Catarina e figura na difusão vermelha da Interpol, enquanto a justiça aguarda, e a memória de Carol persiste sem resposta.
Única mulher foragida de SC desapareceu há 13 anos após deixar delegacia
Saiu andando da delegacia e nunca mais foi encontrada
Por que uma mãe faria algo assim? Há sinais que a polícia deveria ter visto?
A investigação concluiu que não havia histórico de violência registrado. Às vezes, o que acontece dentro de uma casa fica invisível até que não há mais volta.
Como alguém simplesmente sai de uma delegacia e desaparece?
Ela estava em esclarecimentos, não presa. Saiu andando. Ninguém a deteve naquele momento. Quando perceberam que ela não voltaria, já era tarde.
A Interpol a procura há quanto tempo?
Seu nome está na difusão vermelha, que conecta 196 países. Mas treze anos passaram sem localização. Ela pode estar em qualquer lugar.
O que o mandado de prisão preventiva significa agora?
Significa que se ela for encontrada, em qualquer lugar do mundo, pode ser presa. Mas o processo corre em segredo de Justiça. Poucos detalhes são públicos.
E a filha? Como uma criança de sete anos simplesmente desaparece?
O corpo foi encontrado no quarto dos fundos, coberto por roupas, cercado por brinquedos. Alguém que conhecia a criança a matou e a escondeu em casa.
O Pulso
- Uma criança de sete anos foi asfixiada pela própria mãe e seu corpo ocultado sob roupas e brinquedos, revelando uma violência silenciosa que ninguém havia registrado antes.
- Silvana Seidler aproveitou um momento de descuido durante o depoimento e simplesmente saiu andando da delegacia, transformando uma investigação criminal em uma fuga de mais de uma década.
- Apesar de constar na lista vermelha da Interpol — mecanismo que conecta 196 países — nenhum sinal de Silvana foi encontrado em treze anos, levantando questões sobre os limites reais da cooperação policial internacional.
- O mandado de prisão preventiva permanece aberto desde 2022, o processo corre em segredo de Justiça, e o caso segue sem desfecho: Carol morta, Silvana foragida, a justiça suspensa no tempo.
Em dezembro de 2014, uma menina de sete anos chamada Carol foi morta pela própria mãe em Tubarão, Santa Catarina, e seu corpo escondido entre roupas e brinquedos num quarto dos fundos. Silvana Seidler, então com 48 anos, saiu caminhando de uma delegacia naquela mesma noite — e nunca mais foi encontrada. Treze anos depois, ela permanece a única mulher na lista de foragidos de Santa Catarina e figura na difusão vermelha da Interpol, enquanto a justiça aguarda, e a memória de Carol persiste sem resposta.
Há mais de treze anos, Silvana Seidler saiu caminhando de uma delegacia em Tubarão, Santa Catarina, e desapareceu. Ela é hoje a única mulher na lista de foragidos do estado e seu nome consta na difusão vermelha da Interpol, sistema que conecta 196 países na busca por criminosos procurados.
Silvana foi condenada pela morte de sua filha Carol Seidler Calegari, de sete anos, asfixiada por esganadura em dezembro de 2014. Após o crime, escondeu o corpo da menina num quarto nos fundos da casa, coberto por roupas e cercado por brinquedos. O cadáver foi encontrado na noite de 22 de dezembro. Silvana também foi condenada por ocultação de cadáver.
Naquela mesma tarde, o pai de Carol — separado de Silvana — registrou o desaparecimento da menina. Um conhecido de Silvana alertou os policiais de que ela havia dito ter feito "uma coisa errada". Conduzida à delegacia para esclarecimentos, ela afirmou estar dormindo quando a filha sumiu. Antes de terminar o depoimento, simplesmente foi embora a pé.
A investigação não encontrou histórico de violência doméstica na residência. O processo por homicídio qualificado e ocultação de cadáver corre em segredo de Justiça, com mandado de prisão preventiva aberto desde novembro de 2022. Treze anos depois, Carol permanece morta, Silvana permanece foragida, e o caso permanece sem resposta.
Há mais de treze anos, uma mulher saiu caminhando de uma delegacia em Tubarão, Santa Catarina, e desapareceu. Seu nome é Silvana Seidler. Ela tinha 48 anos naquela tarde de 2014 quando deixou o prédio da polícia a pé, nunca mais sendo vista. Hoje, ela permanece como a única mulher na lista de foragidos do estado — e seu nome também consta na difusão vermelha da Interpol, o sistema internacional que conecta 196 países na busca por criminosos procurados.
Silvana foi condenada pela morte de sua filha, Carol Seidler Calegari, uma menina de sete anos. A criança morreu asfixiada por esganadura em dezembro de 2014, em Tubarão. Depois de matar a filha, Silvana escondeu o corpo em um quarto nos fundos da casa da família, coberto por roupas e cercado por brinquedos. O cadáver foi encontrado na noite de 22 de dezembro daquele ano. Natural de Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, Silvana também foi condenada por ocultação de cadáver.
O que levou ao desaparecimento aconteceu naquela mesma tarde de 22 de dezembro. O pai de Carol, separado de Silvana, registrou o desaparecimento da menina. Enquanto a polícia buscava pela criança, um conhecido de Silvana abordou os agentes e contou que ela havia dito ter feito "uma coisa errada". Os policiais a conduziram até a delegacia para esclarecimentos. Quando questionada, Silvana disse que estava dormindo em casa e só percebeu o sumiço da filha no final da tarde, ao acordar. Antes de terminar o depoimento, ela simplesmente saiu andando da delegacia.
A investigação da Polícia Civil concluiu que não havia histórico de violência doméstica registrado na casa. Ainda assim, o processo que apura os crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver corre em segredo de Justiça. Um mandado de prisão preventiva permanece aberto desde 9 de novembro de 2022, expedido pelo Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Tubarão.
O desaparecimento de Silvana transformou o caso em um mistério que persiste. Ela poderia estar em qualquer lugar — em outro estado, em outro país, escondida sob uma identidade diferente. A inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol significa que, teoricamente, qualquer polícia no mundo poderia identificá-la e prendê-la. Mas treze anos se passaram sem qualquer sinal. Carol Seidler Calegari permanece morta. Silvana permanece foragida. E o caso permanece aberto.
Citações Notáveis
Um conhecido de Silvana contou aos policiais que ela disse ter feito 'uma coisa errada'— Relato da Polícia Civil