O fantasma havia sido exorcizado, e Undav havia se tornado o nome que todos lembrariam
Em Toronto, a Alemanha carregava o peso de duas eliminações consecutivas na fase de grupos quando a Costa do Marfim abriu o placar e o passado voltou a assombrar. Foi preciso a entrada de um reserva — Deniz Undav — para que a seleção tetracampeã reencontrasse seu destino, virando o jogo com dois gols no segundo tempo e encerrando um ciclo de tropeços que havia manchado sua história recente. A vitória por 2 a 1 não foi apenas um resultado: foi um rito de passagem.
- O gol de Kessié aos 30 minutos reacendeu o temor de uma terceira eliminação seguida na fase de grupos — um pesadelo que a Alemanha não podia mais ignorar.
- Dois gols anulados e uma defesa marfinense compacta transformaram o primeiro tempo em um labirinto sem saída para os alemães.
- Nagelsmann apostou nas substituições para mudar o jogo, e Undav respondeu com precisão cirúrgica: empate aos 23 minutos, virada aos 49.
- A Costa do Marfim, perigosa nos contragolpes mas imprecisa nas decisões finais, pagou caro por cada chance desperdiçada.
- Com seis pontos garantidos, a Alemanha exorcizou seu fantasma e assegurou vaga na segunda fase; os marfinenses seguem vivos com três pontos.
Em Toronto, a Alemanha entrou em campo carregando um fardo pesado: duas eliminações consecutivas na fase de grupos, em 2018 e 2022, haviam transformado cada partida inicial numa prova de caráter. Quando a Costa do Marfim abriu o placar com Kessié aos 30 minutos — após uma jogada rápida pela esquerda que desorganizou a defesa alemã — aquele fantasma ganhou forma novamente. Os alemães dominavam a posse, mas não conseguiam furar o bloco defensivo compacto dos marfinenses, que apostavam na disciplina tática e nos contragolpes velozes. Dois gols foram anulados por faltas, e o intervalo chegou com a frustração acumulada.
O segundo tempo começou sem que a Alemanha encontrasse o caminho. A Costa do Marfim, ao contrário, chegava com perigo, mas errava sistematicamente nas decisões finais. Foi então que Nagelsmann promoveu as mudanças que devolveriam à equipe seu padrão ofensivo. Aos 23 minutos, Amiri cruzou pela direita e Deniz Undav — recém-entrado — apareceu para empatar. O alívio foi real, mas a partida permanecia em aberto.
Aos 49 minutos, Undav voltou a decidir: recebeu de Nmecha na entrada da área e virou para 2 a 1. Com esse gol, o reserva não apenas garantiu a vitória, mas encerrou um ciclo de eliminações precoces que havia pesado sobre a seleção por anos. A Alemanha avança com seis pontos e enfrenta o Equador na próxima rodada; a Costa do Marfim, com três pontos, segue viva e mede forças com Curaçao. Para os alemães, porém, o que ficou foi o alívio: o fantasma havia sido exorcizado em Toronto.
Em Toronto, no sábado à noite, a Alemanha enfrentava um espectro familiar. Duas Copas seguidas — 2018 e 2022 — a seleção tetracampeã havia caído na fase de grupos, um vexame que nenhuma potência futebolística deveria conhecer. Quando a Costa do Marfim abriu o placar aos 30 minutos do primeiro tempo, através de um gol de Kessié após uma jogada rápida pela esquerda que desorganizou a defesa alemã, aquele fantasma pareceu ganhar corpo novamente. Os alemães dominavam a posse, rondavam a grande área, mas não conseguiam furar a defesa sólida e compacta que os marfinenses montavam — uma estratégia que havia funcionado bem nos amistosos pré-torneio e continuava funcionando agora.
A Costa do Marfim havia aperfeiçoado uma receita simples e eficaz: defender com disciplina, esperar o momento certo e atacar com velocidade. Duas vezes no primeiro tempo, a Alemanha viu gols anulados por faltas de seus próprios jogadores, uma frustração que se acumulava enquanto o placar permanecia desfavorável. O intervalo chegou com os alemães ressentidos, ainda buscando uma resposta que não encontravam.
O segundo tempo começou sem que a Alemanha conseguisse se encontrar. A Costa do Marfim, ao contrário, chegava com mais perigo, criando chances que poderiam ter ampliado a vantagem se tivesse sido mais precisa nas decisões finais — passe ou finalização, sempre escolhendo errado. Foi quando o técnico Nagelsmann decidiu mexer na equipe, promovendo alterações que devolveram à Alemanha o padrão ofensivo que havia marcado o início da partida. A experiência do elenco tetracampeão começou a fazer diferença.
Aos 23 minutos do segundo tempo, Amiri cruzou com precisão pela direita, e Deniz Undav, que havia entrado no banco de reservas, apareceu para empatar. O gol trouxe alívio, mas a partida permanecia em aberto. A Costa do Marfim continuava perigosa nos contragolpes, embora continuasse errando nas escolhas finais. A Alemanha também não desistia, pressionando o goleiro Fofana com regularidade.
Então, aos 49 minutos, quando o empate parecia consolidado, Undav brilhou novamente. Recebeu um passe de Nmecha na entrada da área e não perdoou, virando o jogo para 2 a 1. Com esse gol, o reserva que havia entrado no segundo tempo decretou não apenas a vitória, mas também o fim daquele ciclo de eliminações precoces. A Alemanha, com seis pontos, garantiu ao menos a segunda posição do Grupo E e sua passagem para a próxima fase.
A Costa do Marfim, com três pontos, segue viva na competição e não deve ter dificuldades para se classificar também. Na rodada final, a Alemanha enfrenta o Equador na próxima quinta-feira em East Rutherford, enquanto os marfinenses medem forças com Curaçao na Filadélfia. Para a Alemanha, porém, o alívio era imediato: o fantasma havia sido exorcizado, e Undav havia se tornado o nome que todos lembrariam dessa noite em Toronto.
Notable Quotes
A experiência do elenco tetracampeão começou a fazer diferença quando Nagelsmann promoveu alterações no segundo tempo— Análise da partida
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que a entrada de Undav no segundo tempo foi tão decisiva? A Alemanha não tinha outras opções no banco?
Tinha, claro. Mas Undav trouxe algo que faltava — movimento, agilidade, uma capacidade de aparecer nos espaços certos quando a defesa marfinense começava a se abrir. Às vezes não é sobre ter melhores jogadores, é sobre ter os jogadores certos no momento certo.
A Costa do Marfim parecia ter um plano muito claro. Como a Alemanha conseguiu quebrar aquilo?
Levou tempo. No primeiro tempo, os alemães não encontraram resposta. Mas Nagelsmann entendeu que precisava mudar, trazer mais movimento ofensivo. A experiência de um time tetracampeão é justamente saber quando apertar e quando recuar.
Dois gols anulados no primeiro tempo — isso não teria mudado tudo?
Provavelmente. Mas foram anulados corretamente, por faltas dos próprios alemães. Às vezes o futebol é assim: você comete o erro, paga o preço. A Alemanha teve que encontrar outra forma de vencer.
E aquele fantasma das duas Copas anteriores? Desapareceu com esses dois gols de Undav?
Desapareceu naquela noite, sim. Mas a Alemanha ainda tem o Equador pela frente. O fantasma só morre de verdade quando você sai da fase de grupos com segurança. Undav apenas abriu a porta.
A Costa do Marfim merecia mais?
Merecia ter sido mais precisa. Criou chances, teve oportunidades. Mas o futebol não premia intenções, premia gols. Eles fizeram um gol, perderam chances de fazer mais, e no fim saíram derrotados. Ainda assim, com três pontos, devem se classificar.