Por décadas, a ideia de que uma taça de vinho ou uma cerveja diária seria inofensiva funcionou como um pacto silencioso entre a ciência e o hábito humano. Um novo estudo publicado em The Lancet Regional Health Americas desfaz esse acordo: ao analisar trinta anos de dados americanos, pesquisadores concluem que mesmo o consumo mínimo de álcool está associado a um risco mensurável de morte por câncer. A descoberta não é apenas médica — é um convite à sociedade para rever certezas confortáveis sobre escolhas cotidianas.