Novo livro retrata Trump sedento de vingança e obcecado com Epstein

Um presidente sem travões, fixado em vingança e lucro pessoal
Haberman e Swan retratam o segundo mandato de Trump como período sem mecanismos institucionais de contenção.

Quando o poder se concentra numa só vontade, as instituições tornam-se cenário e não travão. É esse o retrato que dois jornalistas veteranos do New York Times constroem sobre o segundo mandato de Donald Trump — um presidente que se comparava a Mao e Napoleão, perseguia vingança com método e transformava o cargo em instrumento de ganho pessoal. O livro 'Regime Change', de Maggie Haberman e Jonathan Swan, não é apenas uma crónica de excessos, mas uma interrogação sobre o que resta da república quando os seus mecanismos de contenção cedem.

  • Trump é retratado como um presidente sem travões institucionais efetivos, agindo por impulso e sede de vingança contra quem o criticou ou investigou.
  • A obsessão com o escândalo Epstein surge repetidamente no livro, entrelaçada com outras prioridades presidenciais de forma que os autores descrevem como reveladora de um padrão perturbador.
  • O presidente comparava o seu próprio poder ao de Mao Tsé-Tung e Napoleão Bonaparte, enquanto se fixava em detalhes como a decoração da Casa Branca — uma combinação de grandiosidade e mundanidade que define o retrato.
  • Haberman e Swan argumentam que o segundo mandato não foi apenas mais do mesmo, mas uma transformação estrutural da presidência americana, com instituições sistematicamente enfraquecidas.
  • O livro chega num momento em que o legado deste período ainda está em aberto, lançando perguntas sobre os limites constitucionais do poder executivo que continuam sem resposta clara.

Maggie Haberman e Jonathan Swan, dois dos jornalistas mais próximos da órbita trumpiana no New York Times, publicaram 'Regime Change: Inside the Imperial Presidency of Donald Trump', um livro que vai além da reportagem quotidiana para oferecer um retrato sistemático do segundo mandato presidencial. O que emerge dessas páginas é a imagem de um homem movido por vingança, lucro pessoal e uma visão de si próprio que evocava os grandes autocráticos da história.

O presidente que Haberman e Swan descrevem fixava-se em pormenores aparentemente triviais — a decoração dos interiores da Casa Branca, o uso de cola instantânea — ao mesmo tempo que alimentava ambições que comparava às de Mao Tsé-Tung e Napoleão Bonaparte. Essa tensão entre o mundano e o grandioso atravessa toda a narrativa, revelando uma personalidade onde o poder pessoal e as preocupações quotidianas se misturavam sem hierarquia clara.

Entre os temas recorrentes está a obsessão de Trump com o escândalo Jeffrey Epstein, uma irritação constante que os autores documentam como sintomática de um padrão mais amplo: a incapacidade de separar o interesse pessoal das funções presidenciais. A par disso, o livro retrata um presidente determinado a transformar o cargo em oportunidade financeira e a perseguir sistematicamente aqueles que o haviam criticado ou investigado.

O título 'Regime Change' carrega uma tese: o segundo mandato de Trump não foi uma continuação, mas uma ruptura. As instituições de contenção foram enfraquecidas ou ignoradas, deixando um executivo capaz de agir sem resistência efetiva. Para Haberman e Swan, compreender este período exige reconhecer que a personalidade de um único indivíduo pode, de facto, remodelar a natureza de uma presidência — e talvez de uma república.

Dois jornalistas veteranos do New York Times lançaram um livro que oferece um retrato perturbador do segundo mandato presidencial de Donald Trump. Maggie Haberman e Jonathan Swan, autores de "Regime Change: Inside the Imperial Presidency of Donald Trump", descrevem um presidente movido por sede de vingança, sem mecanismos de contenção institucional, e obcecado por detalhes que a maioria dos líderes delegaria a assessores.

O livro apresenta Trump durante seus anos no cargo como um homem fixado em questões aparentemente triviais — a decoração dos interiores da Casa Branca, por exemplo — enquanto simultaneamente perseguia objetivos de poder que ele comparava aos de figuras históricas como Mao Tsé-Tung e Napoleão Bonaparte. Essa combinação de preocupações mundanas e ambições autoritárias forma o núcleo da narrativa que Haberman e Swan construíram a partir de suas reportagens e fontes próximas ao presidente.

Entre os detalhes que emergem do livro está a descrição de Trump usando cola instantânea — um detalhe que, embora pequeno, ilustra a natureza pessoal e por vezes excêntrica das observações que os autores documentaram. Mas o livro vai muito além de anedotas curiosas. Haberman e Swan retratam um presidente preocupado em lucrar com sua posição, transformando o cargo em oportunidade financeira pessoal, enquanto simultaneamente buscava vingança contra aqueles que o havia criticado ou investigado.

Um tema que aparece repetidamente no livro é a obsessão de Trump com o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein. O presidente demonstrava irritação constante com o assunto, sugerindo uma preocupação que ia além do interesse casual. Os autores documentam como essa fixação se entrelaçava com outras prioridades presidenciais, revelando um padrão de pensamento onde questões pessoais e de poder se misturavam sem clara separação.

O título do livro — "Regime Change" — não é casual. Haberman e Swan sugerem que o segundo mandato de Trump representou uma transformação fundamental na natureza da presidência americana, com instituições de contenção sendo sistematicamente enfraquecidas ou ignoradas. O retrato que emerge é o de um executivo sem travões significativos, capaz de agir conforme seus impulsos sem resistência institucional efetiva.

O livro de Haberman e Swan chega num momento em que o legado do segundo mandato de Trump continua sendo debatido e analisado. Suas revelações levantam questões fundamentais sobre os limites do poder presidencial, a eficácia dos mecanismos constitucionais de contenção, e como a personalidade de um único indivíduo pode remodelar a natureza da presidência americana. Para leitores interessados em entender como o poder foi exercido durante esse período, o livro promete oferecer detalhes e contexto que não estão disponíveis em reportagens anteriores.

Sede de vingança, ausência de travões, fixação em decoração de interiores e desejo de deixar marcas duradouras no cargo
— Descrição do segundo mandato de Trump em "Regime Change"
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

O que torna este livro diferente de outras análises sobre Trump que já foram publicadas?

Model

Haberman e Swan tiveram acesso a fontes próximas ao presidente durante o segundo mandato. Não é retrospectiva de distância — é reportagem de quem estava lá, observando as decisões sendo tomadas.

Inventor

A obsessão com Epstein parece um detalhe estranho para um presidente estar fixado. Por que isso importa?

Model

Porque revela como a mente presidencial funcionava. Não era apenas política de Estado. Questões pessoais, preocupações privadas, elas ocupavam espaço mental que deveria estar em outras coisas. Isso muda como você entende as prioridades.

Inventor

Quando você diz "sem travões", o que especificamente significa isso?

Model

Significa que as instituições que normalmente contêm um presidente — assessores que dizem não, estruturas burocráticas que desaceleram decisões — não funcionavam. Ou foram removidas, ou foram ignoradas. O presidente podia agir conforme quisesse.

Inventor

A comparação com Mao e Napoleão — era Trump quem fazia essas comparações ou eram interpretações dos autores?

Model

Segundo o livro, era Trump quem fazia. Ele estava pensando em si mesmo em termos de poder absoluto, de transformação histórica. Não era modéstia presidencial.

Inventor

Como um detalhe como cola instantânea entra num livro sobre poder presidencial?

Model

Porque humaniza. Mostra um homem preocupado com coisas pequenas enquanto simultaneamente perseguia poder imenso. Não é caricatura — é contradição real.

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