Portugal chegou ao segundo trimestre de 2026 com o maior número de pessoas ativas da sua história, ultrapassando os 5,7 milhões, numa conjuntura em que o emprego cresceu e o desemprego recuou. Mas por baixo dos recordes escondia-se uma tensão mais antiga: um em cada quatro trabalhadores permanecia no mesmo emprego há mais de vinte anos, enquanto os jovens enfrentavam uma taxa de desemprego três vezes superior à média nacional. O país que criava oportunidades era também o país que consolidava permanências — e onde quase um terço dos trabalhadores tinha baixa qualificação num mundo que muda à ve