UFU integra rede mineira de pesquisa em hidrogeomorfologia e recursos hídricos

Conectar formação acadêmica com discussões estratégicas sobre o futuro
Vanderlei Ferreira descreveu como o simpósio funcionou como ponte entre estudantes e pesquisadores em torno de questões de hidrogeomorfologia.
Mark

Por que a hidrogeomorfologia importa agora? Parece um campo bem específico.

Mimi

Porque água e relevo não são questões abstratas — elas determinam onde as pessoas podem viver, como as cidades se desenvolvem, onde há risco de enchentes ou secas. Integrar pesquisadores de diferentes áreas em torno disso é reconhecer que nenhuma disciplina sozinha consegue entender esses processos.

Luke

Mas a rede ainda está em formalização. Quantos pesquisadores realmente estão comprometidos? Os nomes que aparecem são cinco docentes da UFU.

Mimi

Verdade, mas o simpósio reuniu estudantes de graduação e pós-graduação também. E a carta que criou a rede foi construída coletivamente durante o evento — não é algo imposto de cima para baixo.

Mark

O que muda para a UFU estar nessa rede?

Mimi

Acesso a pesquisadores de outras instituições, possibilidade de colaborações financiadas, visibilidade para os projetos que já estão em andamento. A UFU apresentou 22 trabalhos — era a segunda maior delegação.

Luke

Mas qual é o resultado concreto esperado? Mais publicações? Mais financiamento? Ou é principalmente um espaço de conversa?

Mimi

Provavelmente ambos. A rede foi criada para estimular projetos interinstitucionais — então sim, espera-se que surjam colaborações financiadas. Mas também é sobre mapear o que existe, identificar lacunas, evitar que grupos trabalhem isolados.

Mark

E a próxima edição em 2029 na Universidade Federal de Lavras — isso consolida a rede?

Mimi

Sim. Um evento de dois em dois anos, em instituições diferentes, cria continuidade e força a rede a se expandir além de Belo Horizonte e Uberlândia.

Luke

Ainda assim, é cedo para saber se isso vai gerar impacto real nas políticas de recursos hídricos ou gestão ambiental em Minas Gerais. Por enquanto é uma rede acadêmica.

Mimi

Verdade. Mas Antônio Pereira Magalhães Júnior mencionou que o evento reuniu geociências, ciências agrárias, biologia, ecologia e ciências ambientais — isso sugere que há interesse em conectar pesquisa com aplicação prática.

  • A fragmentação do conhecimento sobre água e relevo em Minas Gerais motivou pesquisadores de múltiplas instituições a formalizarem uma rede colaborativa durante o I Simpósio Mineiro de Hidrogeomorfologia.
  • A UFU chegou ao evento como segunda força em participação, apresentando 22 trabalhos financiados por CNPq, Capes, Fapemig e associações de bacias hidrográficas — sinalizando um campo de pesquisa já robusto, mas ainda isolado.
  • O simpósio revelou lacunas importantes no mapeamento dos grupos de pesquisa e das linhas de investigação em Geografia Física e Hidrogeologia no estado, tornando urgente a articulação entre quem já trabalha com esses temas.
  • A rede, ainda em formalização, abre espaço para que docentes, gestores, extensionistas e estudantes de graduação e pós-graduação construam projetos e diálogos que atravessem fronteiras institucionais.
  • A próxima edição do Hidrogeominas, prevista para 2029 na Universidade Federal de Lavras, projeta a continuidade do movimento e consolida Minas Gerais como polo de reflexão sobre hidrogeomorfologia no Brasil.

Em setembro de 2026, pesquisadores de Minas Gerais reuniram-se na UFMG para fundar uma rede dedicada a compreender como a água esculpe a terra e sustenta a vida. A Universidade Federal de Uberlândia, com presença expressiva no evento, passou a integrar esse tecido colaborativo — um gesto que reconhece que as grandes questões sobre recursos hídricos não cabem dentro de uma única instituição ou disciplina. A rede é, em essência, uma aposta de que o diálogo entre geografias, geologias e engenharias pode produzir respostas à altura da complexidade dos sistemas que nos sustentam.

A Universidade Federal de Uberlândia passou a integrar uma rede de pesquisa em hidrogeomorfologia e recursos hídricos que está sendo constituída em Minas Gerais, reunindo pesquisadores de Geografia, Geologia e Engenharia Civil com o propósito de estimular projetos e diálogos multidisciplinares entre diferentes instituições.

A rede nasceu de uma carta elaborada durante a plenária final do I Simpósio Mineiro de Hidrogeomorfologia e Recursos Hídricos, realizado na UFMG entre 7 e 10 de setembro de 2026 e organizado pelo grupo RIVUS do Instituto de Geociências. Pela UFU, participam formalmente cinco pesquisadores do Instituto de Geografia, Geociências e Saúde Coletiva e do Instituto de Ciências Humanas do Pontal — com possibilidade de incorporação de outros nomes nos próximos meses, já que a formalização ainda está em curso.

No evento, a UFU apresentou 22 trabalhos — o segundo maior volume de participações, atrás apenas da anfitriã UFMG. Os estudos envolveram estudantes de graduação dos campi de Uberlândia, Ituiutaba e Monte Carmelo, além de pós-graduandos em Geografia e Engenharia Civil, com projetos financiados por CNPq, Capes, Fapemig e pela Associação Multissetorial de Usuários de Bacias Hidrográficas.

Para os pesquisadores da UFU, o simpósio funcionou simultaneamente como vitrine e como diagnóstico: foi possível mapear o que está sendo desenvolvido no estado, identificar as principais linhas de investigação, a distribuição geográfica dos grupos de pesquisa e as lacunas que ainda persistem no campo. O coordenador-geral do evento, professor Antônio Pereira Magalhães Júnior da UFMG, destacou o caráter inédito da reunião de áreas como geociências, ciências agrárias, ecologia e ciências ambientais em torno de um tema comum.

A segunda edição do Hidrogeominas está prevista para 2029 na Universidade Federal de Lavras, consolidando o que começou em Belo Horizonte como um espaço permanente de colaboração entre quem pesquisa água, relevo e os processos que os conectam.

A Universidade Federal de Uberlândia acaba de se integrar a uma rede de pesquisa dedicada à hidrogeomorfologia e recursos hídricos que está sendo constituída em Minas Gerais. O movimento reúne pesquisadores principalmente das áreas de Geografia, Geologia e Engenharia Civil, com o propósito de estimular a formação de projetos e diálogos que atravessem diferentes instituições e disciplinas.

A hidrogeomorfologia é o campo que estuda como a água se move e se distribui pela superfície terrestre, e como essa dinâmica molda o relevo. Ela engloba bacias hidrográficas, nascentes, áreas úmidas, lagos e lagoas — os sistemas que sustentam a vida e definem a paisagem. Alan Silveira, professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFU, explica que a rede busca integrar docentes, pesquisadores, gestores, extensionistas e estudantes em torno desse tema, criando espaços para que essas diferentes vozes conversem e trabalhem juntas.

A rede nasceu de uma carta construída durante a plenária final do I Simpósio Mineiro de Hidrogeomorfologia e Recursos Hídricos, realizado na Universidade Federal de Minas Gerais entre 7 e 10 de setembro de 2026. O evento foi organizado pelo grupo de pesquisa RIVUS do Instituto de Geociências da UFMG. Pela UFU, participam formalmente Alan Silveira, Sílvio Carlos Rodrigues e Vanderlei de Oliveira Ferreira, do Instituto de Geografia, Geociências e Saúde Coletiva, além de Kátia Gisele de Oliveira Pereira e Saul Moreira Silva, do Instituto de Ciências Humanas do Pontal. A rede ainda passa por formalização, de modo que outros pesquisadores da universidade podem ser incorporados nos próximos meses.

O simpósio reuniu não apenas docentes, mas também estudantes de graduação em Geografia (dos campi de Uberlândia e Ituiutaba) e Geologia (Monte Carmelo), além de pós-graduandos em Geografia e Engenharia Civil. A UFU apresentou 22 trabalhos no evento — o segundo maior número de participações, atrás apenas da anfitriã UFMG. Esses estudos incluíram projetos financiados pelo CNPq, Capes, Fapemig e pela Associação Multissetorial de Usuários de Bacias Hidrográficas.

Sílvio Rodrigues, que coordenou a mesa sobre as frentes de atuação e potencial de interação das Geociências, viu no simpósio uma oportunidade de mapear o que está sendo desenvolvido em pesquisa de Geografia Física e Hidrogeologia no estado. Ele identificou as principais linhas de investigação, a distribuição geográfica dos grupos de pesquisa e, igualmente importante, as lacunas que ainda existem nesse campo do conhecimento em Minas Gerais.

Para Vanderlei Ferreira, a participação da UFU funcionou como uma vitrine para os projetos da universidade. Mais do que isso, o evento conectou a formação dos estudantes de graduação e pós-graduação com as discussões estratégicas sobre como integrar pesquisadores, instituições e o futuro da hidrogeomorfologia no estado. Antônio Pereira Magalhães Júnior, coordenador-geral do simpósio e professor da UFMG, destacou que o evento foi um marco ao reunir diferentes áreas do conhecimento — geociências, ciências agrárias, ciências biológicas, ecologia e ciências ambientais — em torno de um tema comum.

A segunda edição do Hidrogeominas está marcada para 2029 na Universidade Federal de Lavras, consolidando o que começou em Belo Horizonte como um espaço permanente de diálogo e colaboração entre pesquisadores que trabalham com água, relevo e os processos que os conectam.

O evento foi uma oportunidade de conhecer o que os diversos grupos que atuam em pesquisas e produção do conhecimento em Geografia Física e Hidrogeologia desenvolvem no Estado de Minas Gerais
— Sílvio Carlos Rodrigues, professor da UFU
O evento promoveu a conexão da formação acadêmica dos nossos discentes de graduação e pós-graduação com as discussões estratégicas sobre a integração entre pesquisadores, instituições e o futuro da hidrogeomorfogia em Minas Gerais
— Vanderlei de Oliveira Ferreira, professor da UFU
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