A partir desta quarta-feira, a União Europeia dá um passo decisivo na proteção da saúde pública ao restringir a presença de 'químicos eternos' nas embalagens de alimentos — substâncias que, por não se degradarem, acumulam-se silenciosamente nos organismos e nos ecossistemas ao longo de gerações. A medida inscreve-se numa tendência europeia mais ampla de antecipar danos ambientais e sanitários que, uma vez instalados, dificilmente se revertem. É o reconhecimento de que certas escolhas industriais têm custos que o mercado, por si só, não consegue calcular.