Há uma forma de história que não passa pelos arquivos oficiais — ela vive nas páginas manchadas de azeite de cadernos guardados em gavetas. A Universidade de Coimbra reconhece este património invisível e convida os portugueses a partilhar os seus cadernos de receitas manuscritos, com as memórias que os habitam, numa exposição que decorrerá na sua Biblioteca Geral entre outubro e novembro de 2026. É um gesto de escuta: a instituição académica inclina-se sobre o quotidiano doméstico e declara que a história de um povo também se escreve à mesa.