UC desenvolve programa digital para apoiar mulheres na menopausa

Muitas vezes, a mulher vive esta fase sozinha, sem partilhar o que sente
Ana Fonseca explica por que razão o apoio psicológico durante a menopausa permanece inacessível para a maioria das mulheres.
Mark

Porque é que a menopausa precisa de um programa digital específico? Não existem já recursos de saúde disponíveis?

Mimi

Existem, mas o apoio psicológico é escasso e de difícil acesso. Muitas mulheres vivem esta fase sozinhas, sem compreender bem o que se passa consigo, porque o tema ainda é tabu. Um programa digital torna o apoio acessível e sem barreiras de estigma.

Luke

Mas o estudo ainda está em curso, certo? Não sabemos ainda se o programa realmente funciona ou melhora o bem-estar das mulheres.

Mark

Quantas mulheres estão a participar no estudo?

Mimi

A fonte não especifica o número de participantes. Sabemos que o estudo está aberto a mulheres entre 40 e 60 anos em Portugal que tenham acesso a um dispositivo com internet.

Luke

Isso é uma limitação importante. Mulheres sem acesso a internet ou com menos literacia digital ficam excluídas. E não sabemos ainda qual é a dimensão da amostra ou o cronograma do estudo.

Mark

O programa tem oito módulos. Como é que uma mulher sabe por onde começar?

Mimi

Os módulos podem ser realizados ao ritmo de cada participante, o que oferece flexibilidade. Cobrem áreas como gestão de ansiedade, regulação do humor e aceitação.

Luke

Mas a fonte não detalha o conteúdo específico de cada módulo nem como é que a sequência funciona. Sabemos que existem, mas não como são estruturados ou se há uma ordem recomendada.

Mark

Qual é o maior desafio que as mulheres enfrentam durante a menopausa, segundo este programa?

Mimi

Os sintomas mais comuns são oscilações de humor, ansiedade, alterações de sono e perturbações na qualidade de vida global. Mas o desafio maior é que muitas mulheres enfrentam isto sozinhas, sem compreender o que se passa.

Luke

A fonte menciona estes sintomas, mas não oferece dados sobre a prevalência ou severidade. Não sabemos qual é o impacto real na vida quotidiana das mulheres portuguesas especificamente.

  • A menopausa continua a ser vivida por muitas mulheres em silêncio e isolamento, sem acesso a apoio psicológico adequado numa fase de profunda transformação física e emocional.
  • Sintomas como ansiedade, oscilações de humor e perturbações do sono afetam não só o bem-estar individual, mas também as relações pessoais e profissionais — e raramente são partilhados abertamente.
  • A equipa da Universidade de Coimbra, liderada por Ana Fonseca, desenvolveu o 'Cuidar-ME' para preencher esta lacuna, oferecendo ferramentas práticas e validadas cientificamente ao ritmo de cada mulher.
  • O programa digital, composto por oito módulos de autocuidado e regulação emocional, pode ser acedido por qualquer dispositivo com ligação à internet, eliminando barreiras de acesso ao apoio psicológico.
  • Um estudo em curso avalia a eficácia e aceitabilidade da intervenção junto de mulheres entre os 40 e os 60 anos em Portugal, com inscrições abertas para quem se encontre em perimenopausa ou pós-menopausa.

Num momento em que a ciência começa a voltar o olhar para fases da vida historicamente silenciadas, investigadores da Universidade de Coimbra criaram o programa digital 'Cuidar-ME' para acompanhar mulheres na travessia da menopausa e perimenopausa. Acessível por computador ou telemóvel, o programa oferece oito módulos de estratégias psicológicas baseadas em evidência, reconhecendo que o isolamento emocional desta fase tem custado, em silêncio, a qualidade de vida de muitas mulheres. O estudo está aberto a participantes entre os 40 e os 60 anos em Portugal, numa tentativa de transformar um tabu em cuidado concreto.

Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveram o programa digital 'Cuidar-ME', uma intervenção psicológica pensada para mulheres em transição para a menopausa e perimenopausa. Acessível por computador ou telemóvel, o programa oferece estratégias práticas baseadas em evidência científica para promover o autocuidado, o bem-estar e a qualidade de vida. As inscrições para participar no estudo estão abertas a mulheres em Portugal.

A menopausa é uma fase de transformação biológica e emocional profunda, marcada por sintomas como oscilações de humor, ansiedade e alterações de sono. Apesar do impacto considerável na vida das mulheres, o apoio psicológico permanece escasso e de difícil acesso. Ana Fonseca, coordenadora do projeto e docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, sublinha que muitas mulheres vivem esta fase isoladamente, sem compreender plenamente o que sentem, porque o tema continua envolto em tabu.

O 'Cuidar-ME' foi criado precisamente para colmatar esta lacuna. Os seus oito módulos abordam a gestão da ansiedade, a regulação do humor e a aceitação, podendo ser realizados ao ritmo de cada participante. O objetivo, segundo Fonseca, é capacitar as mulheres com ferramentas validadas cientificamente para que vivam esta etapa com maior autonomia e bem-estar.

A equipa está agora a avaliar a eficácia e aceitabilidade do programa através de um estudo dirigido a mulheres entre os 40 e os 60 anos em perimenopausa ou pós-menopausa, residentes em Portugal e com acesso à internet. Para Fonseca, este tipo de investigação é fundamental para reconhecer e responder a uma lacuna histórica na atenção científica e clínica a esta transição de vida.

Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveram um programa digital chamado Cuidar-ME para ajudar mulheres durante a transição para a menopausa e perimenopausa. O programa, acessível por computador ou telemóvel, oferece estratégias práticas e informações baseadas em evidência científica, com o objetivo de promover o autocuidado, o bem-estar e a qualidade de vida nesta fase da vida. As inscrições para participar no estudo estão abertas a mulheres em Portugal.

A menopausa e a perimenopausa são fases naturais de transição biológica e emocional profundas que marcam um ponto significativo na idade adulta. Durante este período, muitas mulheres enfrentam sintomas como oscilações de humor, ansiedade, alterações de sono e perturbações na qualidade de vida global. Apesar do impacto considerável que estas mudanças têm nas vidas das mulheres, o apoio psicológico permanece escasso e de difícil acesso para a maioria. Ana Fonseca, docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e coordenadora do projeto, sublinha que a transição para a menopausa traz mudanças físicas e psicológicas que afetam não apenas o bem-estar individual, mas também as relações pessoais e profissionais. Frequentemente, as mulheres vivem esta fase isoladamente, sem partilhar o que sentem ou compreender plenamente o que se passa consigo, porque o tema continua a ser tratado como tabu.

O programa Cuidar-ME foi desenvolvido precisamente para colmatar esta lacuna de apoio. Composto por oito módulos, oferece informações, exercícios e estratégias práticas para lidar com questões como a gestão de ansiedade, regulação do humor e aceitação. Os módulos podem ser realizados ao ritmo de cada participante, permitindo flexibilidade no processo de aprendizagem e aplicação das ferramentas. Fonseca explica que o objetivo é ajudar as mulheres a compreender as mudanças que possam estar a sentir durante a transição ou após a menopausa, e encontrar estratégias úteis para promover o seu bem-estar e saúde mental. A investigadora enfatiza a importância de capacitar as mulheres com ferramentas práticas e validadas cientificamente, permitindo que vivam esta etapa com maior bem-estar, autonomia e qualidade de vida.

Atualmente, a equipa de investigação está a realizar um estudo para avaliar a eficácia e aceitabilidade desta intervenção digital. O objetivo é compreender a experiência das utilizadoras do programa e determinar se, após a participação, existem melhorias no seu bem-estar e saúde mental. O estudo é dirigido a mulheres entre os 40 e 60 anos de idade que se encontrem em perimenopausa ou pós-menopausa e que vivam em Portugal. As participantes precisam de ter acesso a um dispositivo com ligação à internet para utilizar o programa. Fonseca salienta ainda que é muito importante que exista investigação dirigida a esta fase do ciclo de vida, reconhecendo uma lacuna histórica na atenção científica e clínica a esta transição fundamental.

A transição para a menopausa é uma fase com muitas mudanças físicas e psicológicas que podem ter impacto não só na mulher e no seu bem-estar, mas também nas suas relações em diversos contextos
— Ana Fonseca, coordenadora do projeto
Queremos capacitar as mulheres com ferramentas práticas e validadas cientificamente, permitindo que vivam esta etapa de transição com maior bem-estar, autonomia e qualidade de vida
— Ana Fonseca
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