Em um momento em que plataformas digitais assumem papel crescente na gestão do trabalho e do risco, a Uber passou a monitorar o comportamento de seus motociclistas parceiros por meio dos sensores já presentes nos smartphones — sem equipamentos extras, sem aviso prévio sobre o alcance real da medida. O sistema detecta excessos de velocidade, freadas bruscas e uso do celular em movimento, devolvendo ao condutor notificações educativas após cada corrida. A iniciativa levanta uma questão que transcende a tecnologia: onde termina o incentivo à segurança e começa o controle algorítmico do trabalhado