Uber lança U-Convidado e permite pedir viagem para outra pessoa

Agora você pode pedir um Uber sem causar estranhamento
A Uber formaliza uma prática comum entre usuários, tornando-a segura e transparente para todos os envolvidos.

Em março de 2023, a Uber formalizou no Brasil um gesto que já existia na informalidade do cotidiano: pedir uma viagem em nome de outra pessoa. O recurso U-Convidado, disponível para mais de 30 milhões de usuários após quase dez meses de testes em sete cidades, transforma um improviso comum em uma experiência estruturada, com transparência para o passageiro, para o motorista e para quem fez o pedido. É um pequeno reconhecimento de que a tecnologia, para ser verdadeiramente útil, precisa alcançar também quem ainda não a domina.

  • Milhões de brasileiros já pediam Ubers para outras pessoas de forma improvisada — a Uber decidiu transformar esse hábito informal em funcionalidade oficial.
  • O desafio era garantir segurança e clareza para três partes ao mesmo tempo: quem pede, quem viaja e quem dirige.
  • Após quase dez meses de testes em cidades como Fortaleza, Recife e Santos, o recurso chegou ao público geral com um fluxo simples: nome, sobrenome e telefone do convidado bastam para acionar a viagem.
  • O passageiro recebe um SMS com todos os detalhes; o motorista é avisado de que transportará um convidado, não o titular da conta.
  • O pagamento pode ser feito em dinheiro pelo convidado ou coberto pelo perfil que solicitou — a flexibilidade é parte do design.
  • O lançamento aponta para uma plataforma que quer crescer não apenas em usuários ativos, mas em alcance real, incluindo quem tem bateria baixa, sem smartphone ou sem intimidade com aplicativos.

A Uber anunciou em março de 2023 o U-Convidado, recurso que permite a qualquer um dos mais de 30 milhões de usuários brasileiros da plataforma solicitar uma viagem para outra pessoa — seja um familiar sem bateria no celular, um amigo sem o aplicativo instalado ou alguém que simplesmente não se sente confortável com a tecnologia.

A prática de pedir Uber para terceiros já existia de forma improvisada. O que a empresa fez foi estruturá-la dentro do próprio app, tornando a experiência transparente para todos os envolvidos. Leandro Baiochi, gerente sênior de Operações e Logística da Uber, destacou que os motivos para pedir uma viagem em nome de outra pessoa são variados e legítimos — e mereciam uma solução formal.

O recurso passou por quase dez meses de testes em sete cidades brasileiras antes de chegar ao público geral. O funcionamento é direto: o usuário insere origem e destino, seleciona a opção de convidado e informa nome, sobrenome e telefone do passageiro. O sistema então envia um SMS ao convidado com horário previsto, descrição do veículo e dados do motorista. O motorista, por sua vez, é informado de que transportará um convidado, com o nome dele visível no cartão de oferta.

Essa camada de transparência funciona como segurança para todos. O pagamento também é flexível: o convidado pode pagar em dinheiro ou o titular do perfil pode cobrir o custo pelo aplicativo. Com o lançamento, a Uber dá um passo concreto para ampliar seu alcance a pessoas que, por qualquer razão, ainda estão fora do ecossistema digital.

A Uber colocou em circulação na quarta-feira de março uma ferramenta que resolve um problema cotidiano: como chamar um carro para alguém que não tem bateria no celular, não instalou o aplicativo, ou simplesmente não se sente à vontade com a tecnologia. O recurso se chama U-Convidado, e a empresa o oferece agora aos mais de 30 milhões de usuários espalhados pelo Brasil.

A ideia não é nova em conversas de bares e grupos de amigos — as pessoas já pedem Ubers para outras há tempos, muitas vezes de forma improvisada. O que a empresa fez foi formalizar isso dentro do próprio aplicativo, tornando a experiência clara tanto para quem pede quanto para quem recebe a viagem e para o motorista que vai executá-la. Leandro Baiochi, gerente sênior de Operações e Logística da Uber, explicou o raciocínio por trás da novidade: as razões para pedir uma viagem em nome de outra pessoa são variadas e legítimas. Pode ser falta de bateria, falta de celular, falta do app instalado, ou simplesmente alguém que não se sente confortável usando a tecnologia.

Antes de chegar ao público geral, o U-Convidado passou por um período de testes que durou quase dez meses. Sete cidades brasileiras serviram como laboratório: Fortaleza, Natal, Recife, Santos, São José dos Campos, São Luís e Sorocaba. Os dados coletados nesses testes informaram a versão final que agora está disponível em todo o país.

O funcionamento é simples. Quem quer chamar um Uber para outra pessoa abre o aplicativo, insere os pontos de partida e chegada, e então usa a opção "alterar usuário" para registrar um convidado. Basta fornecer nome, sobrenome e número de telefone. A partir daí, o sistema envia uma mensagem de texto para o passageiro com todas as informações que ele precisa: horário previsto de chegada, descrição do veículo, dados de contato do motorista. Nada fica vago ou misterioso.

O motorista, por sua vez, recebe informação clara de que está transportando um convidado, não o titular da conta. Seu nome aparece no cartão de ofertas, junto com detalhes do usuário que solicitou a viagem. Essa transparência funciona como camada de segurança para todos os envolvidos — o motorista sabe exatamente quem vai entrar no carro, o passageiro sabe quem o está buscando, e quem pediu a viagem tem rastreamento completo.

Quanto ao pagamento, há flexibilidade. O convidado pode pagar o motorista em dinheiro, ou o dono do perfil que solicitou a viagem pode cobrir o custo pelo aplicativo. A escolha fica com quem fez o pedido.

O lançamento representa um passo na direção de tornar o serviço de transporte mais acessível para pessoas que, por qualquer motivo, não conseguem ou não querem usar o aplicativo por conta própria. Em um país onde nem todos têm familiaridade com tecnologia, ou onde um celular descarregado é situação comum, essa ponte entre o usuário e o não-usuário pode ampliar significativamente o alcance da plataforma.

As pessoas pedem viagens para amigos e familiares pelos mais diversos motivos: pode ser que a pessoa esteja sem bateria, sem celular, sem o aplicativo instalado, ou que não tenha familiaridade com a tecnologia
— Leandro Baiochi, gerente sênior de Operações & Logística da Uber
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a Uber levou dez meses testando isso em apenas sete cidades antes de lançar nacionalmente?

Model

Porque precisavam entender como motoristas e passageiros reagiam a essa dinâmica nova. Se você chama um Uber para outra pessoa, há questões de confiança e segurança que não existem quando você está pedindo para si mesmo. Precisavam garantir que o motorista se sentisse seguro, que o passageiro recebesse as informações certas, que não houvesse confusão na hora do embarque.

Inventor

E quanto à segurança? Alguém poderia chamar um Uber para uma pessoa sem seu consentimento?

Model

Tecnicamente, sim, se tiver o número de telefone dela. Mas a pessoa recebe uma mensagem SMS com todos os detalhes. Se não pediu aquilo, ela sabe imediatamente que algo está errado. E o motorista vê o nome dela no cartão — se a pessoa que entra no carro não corresponder, ele não sai do lugar.

Inventor

Isso muda o modelo de negócio da Uber de alguma forma?

Model

Muda a base de usuários potenciais. Agora você não precisa ter o app instalado para usar Uber. Você só precisa conhecer alguém que tenha. É uma forma de capturar pessoas que estão fora do ecossistema digital da empresa.

Inventor

E para o motorista, qual é o benefício?

Model

Ele sabe antecipadamente que vai levar um convidado, não o titular da conta. Isso reduz surpresas. E ele tem o nome da pessoa que vai embarcar, então pode confirmar identidade. É mais seguro para ele também.

Inventor

Você acha que isso vai ser muito usado?

Model

Provavelmente. Quantas vezes você já pediu um Uber para alguém porque essa pessoa não tinha bateria ou não sabia usar o app? Agora isso é oficial, transparente, sem constrangimento. É um recurso que resolve um problema real.

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