TSE aguarda parecer do MP sobre desistência de recurso de Garotinho

Votos removidos, resultado reescrito no primeiro turno
Se a desistência de Garotinho for aceita, Douglas Ruas ultrapassará 50% dos votos válidos e será proclamado eleito imediatamente.
Mark

Por que Garotinho estaria desistindo do recurso agora, depois de já ter votado?

Mimi

Ele não tinha muita escolha. O ministro já havia determinado que seus votos não seriam contados como válidos. Desistir do recurso é reconhecer essa realidade e permitir que o processo avance.

Luke

Mas a pergunta real é: por que a defesa dele fez isso? Há alguma negociação envolvida? O texto não diz.

Mark

E se o parecer da procuradoria for contrário à desistência?

Mimi

Então o ministro pode levar para o plenário do TSE, e a decisão fica mais complexa. Mas tudo indica que a desistência será aceita.

Luke

Tudo indica baseado em quê? O texto não cita nenhuma fonte dizendo que é provável. Estamos especulando.

Mark

Então o resultado real é que Douglas Ruas vence no primeiro turno?

Mimi

Sim, se a desistência for aceita. Ele sai de 49,27% para mais de 50% quando os votos de Garotinho são removidos da contagem.

Luke

Mas isso só acontece se três coisas ocorrerem: a procuradoria não se opor, o ministro aceitar, e o TRE-RJ fazer a recontagem. Nenhuma delas é garantida ainda.

Mark

Qual é o prazo para tudo isso?

Mimi

A procuradoria tem dois dias. Depois disso, o ministro decide. Não há prazo fixo para a decisão final.

Luke

E enquanto isso, o Rio fica sem saber quem é o governador eleito. Isso é importante mencionar.

  • Garotinho, declarado inelegível desde 2018, recebeu mais de 274 mil votos que já pendiam sob nuvem judicial — e agora sua própria defesa pede para abandonar o recurso que os mantinha em disputa.
  • A tensão está no fio da navalha: sem a desistência, o segundo turno entre Douglas Ruas e Eduardo Paes permanece inevitável; com ela, a aritmética eleitoral se reorganiza e Ruas cruza os 50% sem precisar voltar às urnas.
  • O ministro Marques abriu dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestar, criando uma janela estreita em que o futuro governador do Rio pode ser definido antes mesmo de qualquer nova votação.
  • O TRE-RJ aguarda em compasso de espera, pronto para refazer a totalização e proclamar o resultado oficial assim que o TSE bater o martelo sobre a desistência.

No limiar entre o direito processual e o destino político de um estado, o Tribunal Superior Eleitoral aguarda o parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral sobre um pedido que raramente se vê: um candidato inelegível pedindo para desistir do próprio recurso. A decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, esperada em dias, pode transformar uma eleição de dois turnos em uma vitória consumada no primeiro — reescrevendo, com um ato de renúncia, o mapa do poder no Rio de Janeiro.

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, concedeu dois dias à Procuradoria-Geral Eleitoral para que ela se manifeste sobre um pedido incomum: Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo Republicanos, quer desistir do recurso que havia apresentado à Corte contra a anulação de seus votos.

Garotinho está inelegível desde 2018, condenado por improbidade administrativa. Sua candidatura foi barrada pela Justiça Eleitoral fluminense, mas a decisão chegou tarde — depois que as urnas já haviam fechado. Seu nome permaneceu nas cédulas, e ele recebeu 274.411 votos, cerca de 3,17% dos votos válidos. O ministro Marques já havia determinado, antes do pleito, que esses votos seriam tratados como anulados sub judice.

Se a desistência for aceita, esses votos serão anulados definitivamente. Com a base de cálculo reduzida, Douglas Ruas — que terminou a eleição com 49,27% dos votos válidos — ultrapassará a marca de 50% necessária para vencer no primeiro turno, encerrando a disputa sem necessidade de segundo turno. Eduardo Paes, segundo colocado com 42,76%, ficaria fora da disputa.

O caso agora segue dois caminhos possíveis: o ministro pode aceitar a desistência por decisão individual ou levar a questão ao plenário completo do TSE. Em qualquer hipótese, o TRE-RJ aguarda a definição para refazer a totalização e proclamar oficialmente o resultado — um ato que determinará quem governará o Rio de Janeiro nos próximos anos.

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, concedeu à Procuradoria-Geral Eleitoral um prazo de dois dias para apresentar seu parecer sobre um pedido inusitado: Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo Republicanos, quer desistir de um recurso que havia apresentado à Corte. A decisão que virá depois pode reescrever o resultado da eleição estadual.

O cenário é complexo. Garotinho está inelegível desde 2018, quando foi condenado por ato doloso de improbidade administrativa. A Justiça Eleitoral do Rio barrou sua candidatura, mas a decisão chegou tarde demais — após o fechamento do sistema das urnas eletrônicas. Seu nome permaneceu nas cédulas, e ele recebeu 274.411 votos, o equivalente a 3,17% dos votos válidos. Na sexta-feira anterior à votação, o ministro Marques já havia determinado que esses votos não poderiam ser contabilizados como válidos e deveriam constar como anulados sub judice, ou seja, sob pendência judicial.

Agora, com a defesa de Garotinho pedindo para desistir do recurso que havia interposto contra essa decisão, abre-se uma porta para uma recontagem. Se o ministro aceitar a desistência, os votos de Garotinho serão anulados definitivamente. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio então fará uma nova totalização, e é aí que o resultado muda de forma significativa.

Douglas Ruas, do PL, terminou a eleição com 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes, do PSD, ficou em segundo com 3.706.984 votos, ou 42,76%. Nenhum deles ultrapassou a marca de 50% necessária para vencer no primeiro turno. Mas se os votos de Garotinho forem removidos da contagem e o total de votos válidos for recalculado, Ruas ultrapassará esse limiar. Com a nova base de cálculo, ele terá mais de 50% e será proclamado eleito já na primeira volta, encerrando a disputa sem necessidade de segundo turno.

O processo agora depende de duas etapas. Primeiro, o ministro Marques receberá e analisará o parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral. Depois, ele decidirá se aceita a desistência do recurso ou se leva o caso para deliberação do plenário completo do TSE. A procuradoria tem dois dias para se manifestar, o que significa que uma decisão pode vir em breve.

O que torna esse caso particularmente delicado é que ele envolve não apenas uma questão processual, mas também o resultado final de uma eleição estadual. A desistência de Garotinho do seu recurso é legalmente seu direito, mas sua aceitação pelo tribunal tem implicações que vão além da candidatura barrada — ela determina quem governará o Rio de Janeiro nos próximos anos. O TRE-RJ está à espera dessa decisão para fazer a proclamação oficial do resultado.

Os votos de Garotinho não poderiam ser considerados válidos e deveriam constar como anulados sub judice
— Ministro Floriano de Azevedo Marques, em decisão de sexta-feira
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