Trump revoga vistos de 27 autoridades latino-americanas acusadas de corrupção

Funcionários corruptos não são bem-vindos nos Estados Unidos
Declaração do Departamento de Estado ao anunciar a revogação de vistos de 27 autoridades latino-americanas.
Mark

Por que Trump escolheu justamente esses quatro países para essa ação?

Mimi

Porque todos fazem parte do Escudo das Américas, uma coalizão que ele criou este ano. São aliados que ele quer fortalecer no combate ao tráfico.

Luke

Mas vale notar que a coalizão é recente — criada em 2026 — então ainda não sabemos como vai funcionar na prática.

Mark

E por que o procurador-geral boliviano é o alvo principal?

Mimi

Washington o acusa de aceitar subornos para facilitar narcotráfico e de ajudar criminosos a escapar. Basicamente, o oposto do que um procurador deveria fazer.

Luke

O Departamento de Estado fez essas acusações, mas não vimos documentação pública detalhada. Sabemos que ele foi eleito em 2024, então tem mandato de seis anos ainda.

Mark

Isso vai prejudicar a cooperação com esses países?

Mimi

Teoricamente não — a ideia é que remover funcionários corruptos fortalece os governos. Rubio visitou os três países em setembro e ofereceu apoio.

Luke

Mas há uma tensão aqui: estão visando um procurador-geral eleito democraticamente. A Bolívia pode ver isso como interferência, mesmo que concordem que há corrupção.

Mark

Quantas pessoas no total foram atingidas?

Mimi

27 pessoas e seus familiares imediatos. A Bolívia sozinha teve 21 pessoas atingidas — procuradores, juízes, um ex-ministro da Justiça.

Luke

Importante: alguns tiveram vistos revogados, outros foram declarados inelegíveis para obter vistos. São medidas diferentes com efeitos diferentes.

Mark

Qual é a base legal para isso?

Mimi

A seção 7031(c) da legislação americana, que permite designar estrangeiros envolvidos em corrupção significativa ou graves violações de direitos humanos.

Luke

É uma ferramenta que o secretário de Estado pode usar com base em "informações confiáveis", mas não sabemos quais são essas informações ou como foram verificadas.

  • Washington revogou ou restringiu vistos de 27 pessoas em quatro países latino-americanos, incluindo procuradores, juízes, senadores e empresários acusados de corrupção e narcotráfico.
  • O caso mais explosivo é o do procurador-geral boliviano Roger Mariaca, acusado de aceitar subornos para facilitar o tráfico de drogas e proteger criminosos violentos da Justiça.
  • A Bolívia é o epicentro da medida: além de Mariaca, outros 12 cidadãos bolivianos tiveram vistos revogados, enquanto nove foram declarados inelegíveis para obtê-los no futuro.
  • A ação integra o Escudo das Américas, coalizão criada em 2026 para coordenar esforços regionais contra o narcotráfico — e o secretário Marco Rubio percorreu a região em setembro reforçando essa aliança.
  • O Departamento de Estado deixou o recado sem ambiguidade: funcionários corruptos e os criminosos que protegem não são bem-vindos nos Estados Unidos, sinalizando tolerância zero como nova doutrina hemisférica.

Numa era em que as fronteiras se tornaram instrumentos de pressão diplomática, Washington voltou seu olhar para o sul e decidiu fechar suas portas a 27 pessoas de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru — autoridades, ex-autoridades e empresários acusados de corrupção e cumplicidade com o narcotráfico. A medida, anunciada em 28 de setembro de 2026, não é um gesto isolado, mas parte de uma arquitetura maior chamada Escudo das Américas, pela qual o governo Trump busca transformar a cooperação regional em barreira efetiva contra o crime organizado. Por trás de cada visto revogado há uma mensagem filosófica e política: que a impunidade tem endereço, e que esse endereço não será mais bem-vindo em solo americano.

Na última segunda-feira de setembro de 2026, o governo Trump anunciou a revogação ou restrição de vistos para 27 pessoas oriundas de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. O grupo reúne autoridades públicas, ex-autoridades, empresários e familiares, todos apontados como envolvidos em corrupção ou narcotráfico. O Departamento de Estado enquadrou a decisão como resposta a indivíduos que atuaram para minar governos democraticamente eleitos.

A medida não surgiu no vácuo. Ela se insere no Escudo das Américas, uma coalizão regional criada pela administração Trump para coordenar o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado. Em setembro, o secretário de Estado Marco Rubio visitou Colômbia, Equador e Peru, oferecendo apoio americano às operações locais contra o narcotráfico. A mensagem oficial foi direta: funcionários corruptos e os criminosos que protegem não têm lugar nos Estados Unidos.

O caso de maior repercussão é o de Roger Mariaca, procurador-geral da Bolívia eleito em 2024. Washington o acusou de solicitar e aceitar subornos para facilitar o narcotráfico e de ajudar criminosos violentos a escapar da Justiça. Com base na seção 7031(c) da legislação americana — que permite restrições a estrangeiros com envolvimento em corrupção grave —, Mariaca e seus familiares imediatos foram declarados inelegíveis para entrar nos EUA.

A Bolívia concentra o maior número de atingidos: além de Mariaca, outros 12 cidadãos bolivianos tiveram vistos revogados, incluindo procuradores, juízes, um ex-ministro da Justiça e um coronel da polícia. Nove outros foram declarados inelegíveis para obter vistos no futuro. Na Colômbia, a lista inclui o empresário Euclides Antonio Torres Romero e a senadora Martha Isabel Peralta Epieyú. O Equador teve dois cidadãos atingidos, e o Peru viu o juiz constitucional Juan Carlos Núñez Matos incluído na relação.

Ao fundamentar juridicamente a ação na Lei de Imigração e Nacionalidade, o Departamento de Estado sinalizou que a política de restrição de vistos por corrupção e narcotráfico deve se consolidar como instrumento permanente da diplomacia americana na região — uma aposta de que fechar fronteiras pode ser tão eficaz quanto abrir negociações.

O governo Trump anunciou na segunda-feira, 28 de setembro, a revogação ou restrição de vistos para 27 pessoas de quatro países latino-americanos: Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. Entre os atingidos estão autoridades públicas, ex-autoridades, empresários e seus familiares, todos acusados de envolvimento em corrupção ou narcotráfico. O Departamento de Estado descreveu a medida como direcionada a indivíduos que atuaram para "minar um governo democraticamente eleito".

A ação faz parte de uma estratégia mais ampla da administração Trump para aprofundar a cooperação com governos latino-americanos no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado. Os quatro países-alvo integram o Escudo das Américas, uma coalizão criada este ano pelo governo americano para coordenar esforços regionais contra narcotráfico, crime organizado e outras ameaças à segurança. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, visitou Colômbia, Equador e Peru em setembro, oferecendo apoio americano às operações dos três países contra tráfico de drogas e pessoas. "Funcionários corruptos — e os criminosos que eles protegem — não são bem-vindos nos Estados Unidos", declarou o Departamento de Estado ao anunciar a decisão.

O caso mais proeminente envolve Roger Mariaca, procurador-geral da Bolívia eleito em 2024 para um mandato de seis anos. Washington o acusou de ter "abusado de seus cargos públicos ao solicitar e aceitar subornos para facilitar o narcotráfico" e de ter ajudado "criminosos violentos a escapar da Justiça". O Departamento de Estado argumentou que as ações de Mariaca "colocam em risco os esforços do presidente Trump para combater o narcoterrorismo" e "enfraquecem as próprias instituições democráticas que a Bolívia, como participante do Escudo das Américas, está trabalhando para fortalecer". Mariaca e seus familiares imediatos foram declarados inelegíveis para entrar nos Estados Unidos, com base na designação de "corrupção significativa" feita pelo Departamento de Estado sob a seção 7031(c) da legislação americana, que permite restringir estrangeiros sobre os quais o secretário de Estado tenha "informações confiáveis" de envolvimento em corrupção grave ou violações sérias de direitos humanos.

A Bolívia é o país mais afetado pela medida. Além de Mariaca, outros 12 cidadãos bolivianos e seus familiares foram atingidos, incluindo procuradores, juízes, um ex-ministro da Justiça, um magistrado constitucional e um coronel da polícia. Os vistos existentes dessas pessoas foram revogados. Outros nove bolivianos que atualmente não possuem visto foram considerados inelegíveis para obter o documento no futuro.

Na Colômbia, a medida atinge o empresário Euclides Antonio Torres Romero, proprietário de um conglomerado que atua principalmente em energia, sinalização de trânsito e iluminação pública, e a senadora Martha Isabel Peralta Epieyú, ligada ao Pacto Histórico e ao Movimento Alternativo Indígena e Social (MAIS). O Equador teve dois cidadãos atingidos, enquanto o Peru viu o juiz constitucional Juan Carlos Núñez Matos incluído na lista.

O Departamento de Estado enquadrou a medida como parte de uma nova política de restrição de vistos contra estrangeiros e seus familiares próximos que "minam um governo democraticamente eleito por meio de corrupção ou atividades de narcotráfico". A pasta argumentou que esse tipo de atuação representa uma ameaça à segurança e ao Estado de Direito nas Américas e não será tolerado. A política baseia-se na Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos, que permite restringir a entrada de estrangeiros cuja presença ou atividades possam produzir "consequências adversas potencialmente graves" para a política externa americana.

Funcionários corruptos — e os criminosos que eles protegem — não são bem-vindos nos Estados Unidos
— Departamento de Estado americano
As ações de Mariaca colocam em risco os esforços do presidente Trump para combater o narcoterrorismo e enfraquecem as próprias instituições democráticas que a Bolívia está trabalhando para fortalecer
— Departamento de Estado americano
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