Trump revoga certificação de Harvard e proíbe matrícula de estrangeiros

Aproximadamente 6.800 estudantes internacionais em Harvard enfrentam a necessidade de se transferir ou deixar os Estados Unidos.
é um privilégio, não um direito, para as universidades matricular estrangeiros
Kristi Noem justifica a revogação da certificação de Harvard, redefinindo a educação internacional como concessão estatal.
Mark

Por que Harvard especificamente? Há algo que a distingue de outras universidades?

Mimi

A declaração de Noem menciona antissemitismo e coordenação com o Partido Comunista Chinês, mas o padrão é mais amplo — Columbia também está sob pressão. Parece ser sobre instituições que a administração vê como liberais.

Luke

Espera aí. A acusação de "coordenação com o Partido Comunista Chinês" é muito específica. O relatório diz que Noem fez essa acusação, mas não oferece evidências. Isso é atribuído a ela, não verificado.

Mimi

Verdade. E quanto ao antissemitismo, Harvard teve protestos e controvérsias, mas a revogação de um programa de vistos é uma resposta muito severa para um problema de clima de campus.

Mark

Então a medida é desproporcional ao que está sendo acusado?

Luke

Ou a acusação é o pretexto. A revogação do SEVP é uma ferramenta de imigração sendo usada como arma política. Noem deixa isso claro quando diz que é um "privilégio, não um direito".

Mimi

E isso muda tudo. Não é sobre segurança ou conduta estudantil específica. É sobre controle — quem entra, quem fica, quem pode estudar onde.

Mark

Os 6.800 alunos — eles têm opções?

Luke

Tecnicamente sim, podem se transferir para universidades certificadas. Mas na prática, muitos perderão bolsas, terão que recomeçar programas, alguns podem não conseguir visto em outro lugar. É uma expulsão disfarçada.

Mimi

E Harvard provavelmente vai processar. Mas enquanto isso, esses alunos estão em limbo.

  • Departamento de Segurança Interna revogou certificação SEVP de Harvard em 22 de maio de 2025
  • Aproximadamente 6.800 estudantes internacionais afetados; devem se transferir ou deixar os EUA
  • Secretária Kristi Noem acusou Harvard de fomentar antissemitismo e coordenar com Partido Comunista Chinês
  • Harvard não pode mais emitir documentos necessários para vistos de estudo

Harvard não pode mais matricular novos estudantes estrangeiros; alunos atuais devem se transferir ou deixar os EUA conforme decisão do Departamento de Segurança Interna. A secretária Kristi Noem acusou a universidade de fomentar violência, antissemitismo e coordenação com o Partido Comunista Chinês, além de não fornecer informações sobre atividades ilegais.

O governo Trump revogou a certificação de Harvard no programa de vistos de estudantes estrangeiros, acusando a universidade de ligações com o Partido Comunista Chinês e fomento ao antissemitismo, afetando cerca de 6.800 alunos internacionais.

Na quinta-feira, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos revogou a certificação de Harvard no Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio, uma decisão que paralisa a admissão de novos alunos estrangeiros na instituição e força aproximadamente 6.800 estudantes internacionais já matriculados a se transferirem ou abandonarem o país. A revogação, anunciada pela secretária de Segurança Interna Kristi Noem, representa um golpe significativo contra uma das universidades mais prestigiosas do mundo e marca um ponto de inflexão na relação entre a administração Trump e as instituições de ensino superior americanas.

Noem justificou a ação acusando Harvard de "fomentar violência, antissemitismo e coordenar com o Partido Comunista Chinês em seu campus". Ela argumentou ainda que a universidade não forneceu informações solicitadas sobre atividades ilegais ou violentas envolvendo estudantes estrangeiros. Em sua declaração, a secretária reforçou uma posição ideológica clara: "é um privilégio, não um direito, para as universidades matricular estudantes estrangeiros e se beneficiar de suas mensalidades mais altas para ajudar a aumentar seus fundos multibilionários". A linguagem revela uma visão da educação internacional como concessão do Estado, não como direito ou benefício mútuo.

A perda da certificação SEVP tem consequências práticas imediatas e severas. Sem ela, Harvard não pode emitir os documentos necessários para que candidatos internacionais obtenham vistos de estudo. Os alunos já no país enfrentam um prazo para se transferirem para instituições certificadas ou deixarem os Estados Unidos. Para uma universidade que depende significativamente de receita de mensalidades internacionais e que mantém uma comunidade acadêmica global, a medida representa uma ruptura operacional e financeira.

Esta ação não ocorre isoladamente. Faz parte de uma campanha mais ampla da administração Trump contra instituições de ensino superior que ela identifica como promotoras de ideologias liberais. Columbia já enfrentou cortes de financiamento e ameaças semelhantes. A estratégia sugere um esforço coordenado para exercer pressão política sobre universidades através de mecanismos de imigração e financiamento federal, transformando políticas de vistos em ferramentas de controle ideológico.

O contexto mais amplo é uma endurecimento das políticas de imigração sob Trump, com ênfase particular em restrições a estudantes estrangeiros. A administração tem adotado uma postura cada vez mais severa em relação a quem pode entrar no país para fins educacionais, refletindo uma mudança fundamental na forma como o governo federal vê a educação internacional como questão de segurança nacional.

Harvard ainda não se pronunciou oficialmente sobre seus próximos passos, mas espera-se que a universidade busque reverter a decisão através de ações legais e negociações com o governo federal. A batalha que se aproxima provavelmente será longa e complexa, envolvendo questões de direito administrativo, liberdade acadêmica e autoridade executiva. O resultado não afetará apenas Harvard, mas sinalizará como as cortes americanas e o governo federal equilibram o poder presidencial contra a autonomia institucional das universidades.

É um privilégio, não um direito, para as universidades matricular estudantes estrangeiros e se beneficiar de suas mensalidades mais altas
— Kristi Noem, secretária de Segurança Interna
Harvard fomentou violência, antissemitismo e coordenou com o Partido Comunista Chinês em seu campus
— Kristi Noem
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