Trump rejeita proposta iraniana e a classifica como 'totalmente inaceitável'

O conflito já deixou milhares de mortos no Oriente Médio, incluindo 42 mil manifestantes iranianos segundo Trump.
Eles não vão mais rir
Trump encerra sua rejeição da proposta iraniana com uma afirmação de força, sinalizando que não cederá nas negociações.
Mark

Por que Trump rejeita tão rapidamente uma proposta que parece oferecer concessões iranianas sobre o urânio?

Mimi

Porque a proposta não inclui o que ele considera essencial: o desmantelamento das instalações nucleares iranianas. Para Trump, enviar parte do urânio para outro país não resolve o problema de fundo.

Luke

Mas o Wall Street Journal relata isso — a Tasnim contestou os detalhes. Não sabemos exatamente o que foi proposto além do que o WSJ publicou.

Mark

E quanto ao Estreito de Ormuz? Parece que ambos os lados têm propostas diferentes sobre como reabrí-lo.

Mimi

Exato. Trump quer que o Irã abra o estreito primeiro, com os EUA encerrando o bloqueio depois. O Irã quer que tudo aconteça junto, como parte de um acordo mais amplo que inclua o fim das sanções.

Luke

E nenhum dos dois está cedendo nesse ponto. Não há movimento real em direção a um acordo.

Mark

Os ataques com drones continuam mesmo com o cessar-fogo em vigor. Isso significa que o cessar-fogo está falhando?

Mimi

Não necessariamente falhando, mas sendo testado constantemente. Um navio foi incendiado, drones foram interceptados. É um cessar-fogo frágil, como a reportagem diz.

Luke

Mas não sabemos quem está atacando. A reportagem não identifica a origem dos drones. Poderia ser o Irã, poderia ser um proxy. Isso importa para entender se o cessar-fogo está realmente sendo violado por um dos lados.

Mark

Netanyahu diz que a guerra não acabou. Isso significa que Israel quer continuar lutando?

Mimi

Significa que Israel vê o cessar-fogo como temporário, não como uma solução. Ele quer garantias de que a capacidade nuclear iraniana seja eliminada.

Luke

Mas Netanyahu fala por Israel, não pelos EUA. Trump e Netanyahu podem ter objetivos diferentes nessas negociações, e a reportagem não deixa claro se estão alinhados ou não.

  • Trump descartou publicamente a proposta iraniana — que incluía transferir urânio enriquecido para um terceiro país — por considerar que o Irã se recusa a desmantelar suas instalações nucleares, o ponto central da exigência americana.
  • Um drone incendiou um navio cargueiro próximo ao Catar neste mesmo domingo, enquanto Emirados Árabes Unidos e Kuwait relataram interceptações de aeronaves hostis, evidenciando que o cessar-fogo declarado em abril é apenas nominal.
  • Netanyahu declarou que a guerra 'não acabou' e que ainda há trabalho pela frente para eliminar completamente a capacidade nuclear iraniana, alinhando Israel à postura inflexível de Washington.
  • A Saudi Aramco alertou que os mercados de energia levarão meses para se normalizar mesmo com a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, sinalizando que o custo econômico do conflito continuará pesando sobre governos e consumidores globais.

Em meio a um cessar-fogo frágil e ataques contínuos no Golfo Pérsico, Donald Trump rejeitou neste domingo a mais recente proposta iraniana de paz, classificando-a como 'totalmente inaceitável' e recusando qualquer concessão sobre o programa nuclear do Irã. A recusa revela a profundidade de um impasse que já dura dez semanas, custou milhares de vidas e desestabilizou os mercados globais de energia. Como tantas vezes na história, a distância entre um acordo e um abismo parece medida não em quilômetros, mas em desconfianças acumuladas ao longo de décadas.

Donald Trump rejeitou neste domingo a proposta iraniana de paz, chamando-a de 'totalmente inaceitável' nas redes sociais. A declaração encerrou, ao menos por ora, a mais recente tentativa de negociação para pôr fim a um conflito de dez semanas que já deixou milhares de mortos no Oriente Médio e abalou os mercados globais de energia.

Segundo o Wall Street Journal, o Irã havia proposto enviar parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para um terceiro país, com a condição de devolução caso as negociações fracassassem. Teerã, porém, recusava-se a desmantelar suas instalações nucleares — exigência central dos Estados Unidos. A agência iraniana Tasnim contestou os detalhes da reportagem, mas confirmou que a posição iraniana incluía demandas mais amplas: fim imediato da guerra, revogação das sanções sobre o petróleo iraniano, encerramento do bloqueio naval americano no Golfo de Omã e, posteriormente, controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.

Semanas antes, Trump havia apresentado sua própria proposta: reabertura do Estreito de Ormuz, encerramento do bloqueio aos portos iranianos em trinta dias e discussão do programa nuclear em etapa posterior. A rejeição desta segunda-feira deixou claro que o presidente não está disposto a ceder na questão nuclear, mesmo com um cessar-fogo nominalmente em vigor desde 8 de abril.

O frágil acordo continuava sendo testado no campo. Neste domingo, um drone incendiou um navio cargueiro próximo ao Catar, enquanto Emirados Árabes Unidos e Kuwait relataram interceptações de aeronaves hostis — sinais de que operações militares prosseguem em escala reduzida. Netanyahu, em entrevista à CBS, reforçou que a guerra 'não acabou' e que ainda há trabalho pela frente para eliminar a capacidade nuclear iraniana.

Os efeitos econômicos seguem reverberando. A Saudi Aramco alertou que o mercado de energia levará meses para se normalizar mesmo com a reabertura imediata do Estreito de Ormuz — um lembrete de que, qualquer que seja o desfecho diplomático, a recuperação será lenta e os custos, duradouros.

Donald Trump descartou a proposta iraniana de paz neste domingo com uma declaração contundente nas redes sociais, chamando-a de "totalmente inaceitável" e afirmando que não havia gostado da resposta. O presidente americano reagia à mais recente tentativa de negociação do Irã para encerrar um conflito de dez semanas entre os dois países, que até agora havia deixado milhares de mortos no Oriente Médio e desestabilizado os mercados globais de energia.

Segundo o Wall Street Journal, a proposta iraniana incluía o envio de parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para um terceiro país, com a condição de que o material fosse devolvido caso as negociações fracassassem. Teerã, porém, recusava-se a desmantelar suas instalações nucleares — uma exigência central da posição americana. A agência semioficial iraniana Tasnim contestou os detalhes da reportagem do jornal americano, mas confirmou que a posição iraniana incluía demandas mais amplas: encerramento imediato da guerra, revogação das sanções americanas sobre o petróleo iraniano, fim do bloqueio naval dos EUA no Golfo de Omã e, posteriormente, controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.

Trump havia apresentado sua própria proposta semanas antes: o Irã abriria o Estreito de Ormuz para o tráfego internacional, Washington encerraria o bloqueio aos portos iranianos em até trinta dias, e a questão do programa nuclear seria discutida em uma etapa posterior. A rejeição desta segunda-feira sinalizava que o presidente não estava disposto a fazer concessões significativas sobre a questão nuclear, mesmo com um cessar-fogo nominalmente em vigor desde 8 de abril.

O frágil acordo de paz continuava sendo testado por incidentes militares. Neste mesmo domingo, um ataque com drone incendiou um navio cargueiro próximo ao Catar, no Golfo Pérsico, marcando o episódio mais recente em uma série de ataques contra embarcações na região. Nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait, autoridades relataram ter interceptado drones hostis no mesmo dia. Esses incidentes sugeriam que, apesar do cessar-fogo declarado, as operações militares continuavam em escala reduzida.

Trump também aproveitou a ocasião para fazer acusações mais amplas contra o Irã, escrevendo nas redes sociais que os iranianos vinham "enrolando" os Estados Unidos há 47 anos, deixando americanos esperando, matando soldados com bombas nas estradas e reprimindo protestos internos. O presidente citou o número de 42 mil manifestantes iranianos mortos em repressão recente, descrevendo-os como "inocentes e desarmados". Sua mensagem terminava com uma afirmação de força: "Eles não vão mais rir!"

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reforçou a posição americana em entrevista ao programa 60 Minutes da CBS exibida neste domingo, afirmando que a guerra "não acabou" e que ainda havia trabalho pela frente para desmantelar completamente a capacidade nuclear iraniana e eliminar seus estoques de urânio altamente enriquecido. A declaração sinalizava que, mesmo com um cessar-fogo em vigor, os objetivos de guerra não haviam sido alcançados segundo a perspectiva israelense.

Os impactos econômicos do conflito continuavam reverberando globalmente. O conflito de dez semanas havia disparado os preços de combustíveis, pressionando governos e consumidores em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos, onde as eleições legislativas de novembro se aproximavam. A Saudi Aramco, maior companhia petrolífera do planeta, alertou neste domingo que o mercado levaria vários meses para retornar à normalidade mesmo que o Estreito de Ormuz fosse reaberto imediatamente — um sinal de que a recuperação econômica seria lenta e gradual, independentemente de um acordo diplomático.

Acabo de ler a resposta dos chamados 'representantes' do Irã. Não gostei.
— Donald Trump, em rede social
A guerra não acabou. Ainda há trabalho pela frente para desmontar a capacidade nuclear do Irã e se livrar do estoque de urânio altamente enriquecido.
— Benjamin Netanyahu, em entrevista ao programa 60 Minutes da CBS
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