Em meio a um cessar-fogo frágil e ataques contínuos no Golfo Pérsico, Donald Trump rejeitou neste domingo a mais recente proposta iraniana de paz, classificando-a como 'totalmente inaceitável' e recusando qualquer concessão sobre o programa nuclear do Irã. A recusa revela a profundidade de um impasse que já dura dez semanas, custou milhares de vidas e desestabilizou os mercados globais de energia. Como tantas vezes na história, a distância entre um acordo e um abismo parece medida não em quilômetros, mas em desconfianças acumuladas ao longo de décadas.
Trump rejeita proposta iraniana e a classifica como 'totalmente inaceitável'
Eles não vão mais rir
Por que Trump rejeita tão rapidamente uma proposta que parece oferecer concessões iranianas sobre o urânio?
Porque a proposta não inclui o que ele considera essencial: o desmantelamento das instalações nucleares iranianas. Para Trump, enviar parte do urânio para outro país não resolve o problema de fundo.
Mas o Wall Street Journal relata isso — a Tasnim contestou os detalhes. Não sabemos exatamente o que foi proposto além do que o WSJ publicou.
E quanto ao Estreito de Ormuz? Parece que ambos os lados têm propostas diferentes sobre como reabrí-lo.
Exato. Trump quer que o Irã abra o estreito primeiro, com os EUA encerrando o bloqueio depois. O Irã quer que tudo aconteça junto, como parte de um acordo mais amplo que inclua o fim das sanções.
E nenhum dos dois está cedendo nesse ponto. Não há movimento real em direção a um acordo.
Os ataques com drones continuam mesmo com o cessar-fogo em vigor. Isso significa que o cessar-fogo está falhando?
Não necessariamente falhando, mas sendo testado constantemente. Um navio foi incendiado, drones foram interceptados. É um cessar-fogo frágil, como a reportagem diz.
Mas não sabemos quem está atacando. A reportagem não identifica a origem dos drones. Poderia ser o Irã, poderia ser um proxy. Isso importa para entender se o cessar-fogo está realmente sendo violado por um dos lados.
Netanyahu diz que a guerra não acabou. Isso significa que Israel quer continuar lutando?
Significa que Israel vê o cessar-fogo como temporário, não como uma solução. Ele quer garantias de que a capacidade nuclear iraniana seja eliminada.
Mas Netanyahu fala por Israel, não pelos EUA. Trump e Netanyahu podem ter objetivos diferentes nessas negociações, e a reportagem não deixa claro se estão alinhados ou não.
El Pulso
- Trump descartou publicamente a proposta iraniana — que incluía transferir urânio enriquecido para um terceiro país — por considerar que o Irã se recusa a desmantelar suas instalações nucleares, o ponto central da exigência americana.
- Um drone incendiou um navio cargueiro próximo ao Catar neste mesmo domingo, enquanto Emirados Árabes Unidos e Kuwait relataram interceptações de aeronaves hostis, evidenciando que o cessar-fogo declarado em abril é apenas nominal.
- Netanyahu declarou que a guerra 'não acabou' e que ainda há trabalho pela frente para eliminar completamente a capacidade nuclear iraniana, alinhando Israel à postura inflexível de Washington.
- A Saudi Aramco alertou que os mercados de energia levarão meses para se normalizar mesmo com a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, sinalizando que o custo econômico do conflito continuará pesando sobre governos e consumidores globais.
Em meio a um cessar-fogo frágil e ataques contínuos no Golfo Pérsico, Donald Trump rejeitou neste domingo a mais recente proposta iraniana de paz, classificando-a como 'totalmente inaceitável' e recusando qualquer concessão sobre o programa nuclear do Irã. A recusa revela a profundidade de um impasse que já dura dez semanas, custou milhares de vidas e desestabilizou os mercados globais de energia. Como tantas vezes na história, a distância entre um acordo e um abismo parece medida não em quilômetros, mas em desconfianças acumuladas ao longo de décadas.
Donald Trump rejeitou neste domingo a proposta iraniana de paz, chamando-a de 'totalmente inaceitável' nas redes sociais. A declaração encerrou, ao menos por ora, a mais recente tentativa de negociação para pôr fim a um conflito de dez semanas que já deixou milhares de mortos no Oriente Médio e abalou os mercados globais de energia.
Segundo o Wall Street Journal, o Irã havia proposto enviar parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para um terceiro país, com a condição de devolução caso as negociações fracassassem. Teerã, porém, recusava-se a desmantelar suas instalações nucleares — exigência central dos Estados Unidos. A agência iraniana Tasnim contestou os detalhes da reportagem, mas confirmou que a posição iraniana incluía demandas mais amplas: fim imediato da guerra, revogação das sanções sobre o petróleo iraniano, encerramento do bloqueio naval americano no Golfo de Omã e, posteriormente, controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.
Semanas antes, Trump havia apresentado sua própria proposta: reabertura do Estreito de Ormuz, encerramento do bloqueio aos portos iranianos em trinta dias e discussão do programa nuclear em etapa posterior. A rejeição desta segunda-feira deixou claro que o presidente não está disposto a ceder na questão nuclear, mesmo com um cessar-fogo nominalmente em vigor desde 8 de abril.
O frágil acordo continuava sendo testado no campo. Neste domingo, um drone incendiou um navio cargueiro próximo ao Catar, enquanto Emirados Árabes Unidos e Kuwait relataram interceptações de aeronaves hostis — sinais de que operações militares prosseguem em escala reduzida. Netanyahu, em entrevista à CBS, reforçou que a guerra 'não acabou' e que ainda há trabalho pela frente para eliminar a capacidade nuclear iraniana.
Os efeitos econômicos seguem reverberando. A Saudi Aramco alertou que o mercado de energia levará meses para se normalizar mesmo com a reabertura imediata do Estreito de Ormuz — um lembrete de que, qualquer que seja o desfecho diplomático, a recuperação será lenta e os custos, duradouros.
Donald Trump descartou a proposta iraniana de paz neste domingo com uma declaração contundente nas redes sociais, chamando-a de "totalmente inaceitável" e afirmando que não havia gostado da resposta. O presidente americano reagia à mais recente tentativa de negociação do Irã para encerrar um conflito de dez semanas entre os dois países, que até agora havia deixado milhares de mortos no Oriente Médio e desestabilizado os mercados globais de energia.
Segundo o Wall Street Journal, a proposta iraniana incluía o envio de parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para um terceiro país, com a condição de que o material fosse devolvido caso as negociações fracassassem. Teerã, porém, recusava-se a desmantelar suas instalações nucleares — uma exigência central da posição americana. A agência semioficial iraniana Tasnim contestou os detalhes da reportagem do jornal americano, mas confirmou que a posição iraniana incluía demandas mais amplas: encerramento imediato da guerra, revogação das sanções americanas sobre o petróleo iraniano, fim do bloqueio naval dos EUA no Golfo de Omã e, posteriormente, controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.
Trump havia apresentado sua própria proposta semanas antes: o Irã abriria o Estreito de Ormuz para o tráfego internacional, Washington encerraria o bloqueio aos portos iranianos em até trinta dias, e a questão do programa nuclear seria discutida em uma etapa posterior. A rejeição desta segunda-feira sinalizava que o presidente não estava disposto a fazer concessões significativas sobre a questão nuclear, mesmo com um cessar-fogo nominalmente em vigor desde 8 de abril.
O frágil acordo de paz continuava sendo testado por incidentes militares. Neste mesmo domingo, um ataque com drone incendiou um navio cargueiro próximo ao Catar, no Golfo Pérsico, marcando o episódio mais recente em uma série de ataques contra embarcações na região. Nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait, autoridades relataram ter interceptado drones hostis no mesmo dia. Esses incidentes sugeriam que, apesar do cessar-fogo declarado, as operações militares continuavam em escala reduzida.
Trump também aproveitou a ocasião para fazer acusações mais amplas contra o Irã, escrevendo nas redes sociais que os iranianos vinham "enrolando" os Estados Unidos há 47 anos, deixando americanos esperando, matando soldados com bombas nas estradas e reprimindo protestos internos. O presidente citou o número de 42 mil manifestantes iranianos mortos em repressão recente, descrevendo-os como "inocentes e desarmados". Sua mensagem terminava com uma afirmação de força: "Eles não vão mais rir!"
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reforçou a posição americana em entrevista ao programa 60 Minutes da CBS exibida neste domingo, afirmando que a guerra "não acabou" e que ainda havia trabalho pela frente para desmantelar completamente a capacidade nuclear iraniana e eliminar seus estoques de urânio altamente enriquecido. A declaração sinalizava que, mesmo com um cessar-fogo em vigor, os objetivos de guerra não haviam sido alcançados segundo a perspectiva israelense.
Os impactos econômicos do conflito continuavam reverberando globalmente. O conflito de dez semanas havia disparado os preços de combustíveis, pressionando governos e consumidores em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos, onde as eleições legislativas de novembro se aproximavam. A Saudi Aramco, maior companhia petrolífera do planeta, alertou neste domingo que o mercado levaria vários meses para retornar à normalidade mesmo que o Estreito de Ormuz fosse reaberto imediatamente — um sinal de que a recuperação econômica seria lenta e gradual, independentemente de um acordo diplomático.
Citas Notables
Acabo de ler a resposta dos chamados 'representantes' do Irã. Não gostei.— Donald Trump, em rede social
A guerra não acabou. Ainda há trabalho pela frente para desmontar a capacidade nuclear do Irã e se livrar do estoque de urânio altamente enriquecido.— Benjamin Netanyahu, em entrevista ao programa 60 Minutes da CBS