Trump publica número de senador republicano em disputa sobre horário de verão

Aceite a vitória, Tom. Você precisa dela.
Trump instou Cotton a apoiar a Lei de Proteção à Luz do Sol, descrevendo-a como uma vitória necessária para o Partido Republicano.
Mark

Por que Trump está tão investido nessa questão do horário de verão? Parece uma coisa menor para um presidente gastar capital político.

Mimi

Ele critica a mudança de horário há muito tempo — é uma daquelas questões que afetam a vida cotidiana de todos. E ele vê isso como um consenso bipartidário que está sendo bloqueado por um único senador.

Luke

Mas espera — a Câmara aprovou com 308 votos a 117. Isso é realmente um consenso? E Cotton tem razão sobre uma coisa: o Congresso já fez isso antes e depois voltou atrás.

Mimi

Verdade. Cotton está argumentando que quando as pessoas realmente experimentaram amanheceres muito tardios no inverno, não gostaram. Ele diz que seus constituintes no Arkansas não querem isso.

Mark

Então qual é o argumento de Trump? Por que ele acha que é uma boa ideia?

Mimi

Ele diz que economiza tempo — as pessoas não precisam mudar relógios duas vezes por ano. E cita benefícios de saúde: padrões de sono mais estáveis para crianças, menos depressão sazonal.

Luke

Mas ninguém realmente sabe qual seria o impacto econômico real. Cotton menciona agricultores especificamente. Isso é confirmado em algum lugar ou é só a posição dele?

Mimi

A reportagem menciona que críticos dizem que poderia ter consequências econômicas para agricultores. Não há números específicos ou estudos citados.

Mark

E por que Trump publicou o número de telefone? Isso parece... agressivo.

Mimi

Ele estava pedindo aos cidadãos do Arkansas que ligassem para Cotton e o pressionassem. É uma tática de pressão de base.

Luke

Ele já fez isso antes, certo? Com Lindsey Graham em 2016?

Mimi

Exatamente. Leu o número em voz alta em um comício lotado.

Mark

Então isso é um padrão para ele.

Luke

Sim, mas também vale notar: a caixa postal de Cotton estava cheia quando a CNN ligou. Então a pressão estava funcionando, ou pelo menos as pessoas estavam tentando ligar.

  • Trump publicou o número de celular do senador Cotton no Truth Social, pedindo explicitamente que eleitores do Arkansas o pressionassem a mudar de voto — uma escalada incomum mesmo para os padrões do ex-presidente.
  • Cotton respondeu com firmeza, argumentando que o horário de verão permanente já foi aprovado e revogado no passado porque os americanos não toleraram amanheceres tardios no inverno, especialmente para crianças em idade escolar.
  • A Lei de Proteção à Luz do Sol passou na Câmara com 308 votos a 117, mas permanece bloqueada no Senado, onde a resistência de um único senador pode ser suficiente para travar a votação.
  • Quando a CNN tentou ligar para o número divulgado, a caixa postal de Cotton já estava cheia — sinal de que a mobilização surtiu efeito imediato, ainda que o desfecho legislativo permaneça incerto.
  • O episódio revive memórias de 2016, quando Trump leu o número de Lindsey Graham em um comício, sugerindo que a tática é parte de um repertório deliberado de pressão pública sobre dissidentes dentro do próprio partido.

Numa disputa que mistura política cotidiana e estratégia de poder, Donald Trump voltou a recorrer a uma tática já conhecida: expor publicamente o número de telefone de um aliado que ousou discordar. O alvo desta vez foi o senador republicano Tom Cotton, que se opõe à permanência do horário de verão nos Estados Unidos — uma medida aprovada pela Câmara com ampla margem, mas travada no Senado. O gesto de Trump, que convocou os cidadãos do Arkansas a pressionar diretamente seu representante, revela como as redes sociais se tornaram instrumentos de coerção política na era contemporânea.

Na manhã de sábado, Donald Trump abriu fogo contra o senador republicano Tom Cotton em uma série de postagens no Truth Social, acusando-o de bloquear a chamada Lei de Proteção à Luz do Sol — legislação que tornaria permanente o horário de verão nos Estados Unidos. Mas a crítica veio acompanhada de uma medida mais agressiva: Trump publicou o número de celular de Cotton e convocou os cidadãos do Arkansas a ligar diretamente para o senador e exigir que ele mudasse de posição.

A legislação já havia passado pela Câmara dos Representantes com uma votação expressiva de 308 a 117, e Trump a celebrou como uma grande vitória bipartidária. No Senado, porém, a medida ficou parada. Cotton respondeu no X reconhecendo que ninguém aprecia a troca de relógios, mas lembrando que o Congresso já aprovou o horário de verão permanente no passado — e depois o revogou, após os americanos perceberem que o inverno traria amanheceres tardios demais. Para os pais do Arkansas, disse Cotton, mandar filhos à escola no escuro não é aceitável.

Trump rebateu argumentando que a medida daria aos cidadãos uma hora a mais de luz e os pouparia do incômodo semestral de ajustar relógios — tarefa que muitos simplesmente esquecem. Para reforçar o apelo, anexou uma carta do CEO do PGA Tour em apoio à lei. Defensores da medida citam benefícios como proteção ao sono infantil e redução da depressão sazonal; críticos apontam para os agricultores, que enfrentariam amanheceres após as 8 da manhã em pleno inverno.

Trump encerrou com um apelo em letras maiúsculas pedindo que Cotton 'simplesmente aceitasse a vitória'. Quando a CNN tentou ligar para o número divulgado, a caixa postal já estava cheia. O gabinete do senador não respondeu. A cena ecoou 2016, quando Trump leu o número de Lindsey Graham em um comício — e reacendeu o debate sobre os limites das táticas presidenciais de pressão na política americana.

No sábado, Donald Trump abriu fogo contra o senador Tom Cotton em uma série de postagens no Truth Social, acusando o republicano do Arkansas de bloquear uma legislação que tornaria permanente o horário de verão nos Estados Unidos. Mas Trump não parou em críticas — ele publicou o número de celular de Cotton e pediu explicitamente aos cidadãos do Arkansas que ligassem para o senador e o pressionassem a mudar de posição.

A legislação em questão, apelidada de "Lei de Proteção à Luz do Sol" ou, como Trump a descreveu com menos formalidade, "A Lei de que Não Queremos Mudar Nossos Relógios Duas Vezes por Ano", já havia passado pela Câmara dos Representantes com uma votação esmagadora de 308 a 117 durante o verão. Mas no Senado, a medida ficou parada. Trump enquadrou a aprovação como uma "GRANDE VITÓRIA BIPARTIDÁRIA" que beneficiaria toda a América, e pediu ao povo do Arkansas que avisasse seu senador sobre a importância da questão.

Cotton respondeu rapidamente no X, explicando sua oposição. Ele reconheceu que ninguém gosta de mudar os relógios — nem ele mesmo — mas apontou que o Congresso já havia aprovado o horário de verão permanente várias vezes no passado, apenas para revogá-lo depois que os americanos experimentaram os efeitos práticos: amanheceres absurdamente tardios durante o inverno. Seus constituintes no Arkansas, argumentou Cotton, não queriam que seus filhos fossem à escola na escuridão total. Ele se comprometeu a sempre colocar Arkansas em primeiro lugar.

Trump retrucou em outra postagem, sugerindo que se Cotton realmente estivesse priorizando o estado, daria aos cidadãos uma hora a mais de luz do dia e os pouparia da inconveniência de mudar relógios duas vezes por ano — uma tarefa que muitas pessoas simplesmente esquecem de fazer. Para reforçar seu argumento, Trump anexou uma carta do CEO do PGA Tour, Brian Rolapp, expressando o forte apoio da organização à Lei de Proteção à Luz do Sol.

Os defensores da medida argumentam que tornar o horário de verão permanente teria benefícios reais: evitaria que as pessoas tivessem que ajustar seus relógios, protegeria os padrões de sono das crianças pequenas e poderia reduzir a depressão sazonal. Mas os críticos, incluindo Cotton, apontam para possíveis consequências econômicas, particularmente para os agricultores, que enfrentariam amanheceres significativamente mais tardios. Se o horário de verão se tornasse permanente, o sol poderia não nascer até depois das 8 da manhã em várias grandes cidades americanas durante os meses de inverno.

Trump encerrou seu ataque com um apelo em letras maiúsculas: "ACEITE A VITÓRIA, TOM, SIMPLESMENTE ACEITE A VITÓRIA! VOCÊ PRECISA DELA, E O NOSSO AMADO PARTIDO REPUBLICANO TAMBÉM!" A divulgação do número de telefone de Cotton não foi um incidente isolado — Trump havia feito algo semelhante em 2016, quando leu em voz alta o número de celular pessoal do senador Lindsey Graham durante um comício lotado enquanto os dois disputavam as primárias presidenciais republicanas.

Quando a CNN tentou ligar para o número publicado por Trump, a caixa postal de Cotton estava cheia. Mais tarde, a ligação tocou três vezes antes de uma mensagem automática informar que o cliente não estava disponível. O gabinete de Cotton não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário. O episódio reacendeu questões sobre as táticas presidenciais de pressão e o papel das redes sociais na política americana contemporânea.

Ninguém gosta de mudar o relógio, mas o Congresso já aprovou várias vezes o horário de verão permanente e o revogou todas as vezes depois que os americanos vivenciaram amanheceres absurdamente tardios no inverno
— Tom Cotton, no X
Os habitantes do Arkansas não querem que seus filhos vão à escola na escuridão total, e eu sempre colocarei o Arkansas em primeiro lugar
— Tom Cotton, no X
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