Numa segunda-feira sem explicações, Donald Trump publicou um mapa retratando Canadá, México, Groenlândia e Cuba sob a bandeira americana — mais um capítulo numa série de apropriações simbólicas que têm marcado seu segundo mandato. O gesto, desprovido de contexto, insere-se numa longa tradição de líderes que buscam redesenhar o mundo primeiro nas palavras e nas imagens, antes de o fazerem nos tratados. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum respondeu com serenidade e firmeza, lembrando ao hemisfério que soberania não se negocia em redes sociais.