Num setembro de vésperas eleitorais, Donald Trump transformou o mais solene palco da diplomacia mundial numa tribuna de afirmação nacional, proclamando diante das nações reunidas que os Estados Unidos são a força que governa o destino do mundo. O discurso oscilou entre a ameaça existencial ao Irão e a abertura negocial, entre a guerra e a paz em Gaza, entre a expansão militar na Gronelândia e os números da pobreza americana — tudo costurado pela mesma lógica: a de um país que, segundo o seu presidente, ressuscitou das trevas para uma idade de ouro. É um momento que recorda como o poder, quando