Em meio a uma escalada militar sem precedentes no Estreito de Ormuz, Donald Trump ofereceu ao público americano uma promessa de horizonte: a guerra contra o Irã, ele afirma, encontrará seu fim logo após as eleições legislativas de novembro. Ao vincular o calendário do conflito ao calendário eleitoral, Trump transforma a geopolítica em narrativa doméstica — e o preço do petróleo, já acima de US$ 100 o barril, em argumento de campanha. A afirmação revela tanto sobre a natureza da guerra moderna quanto sobre a inseparabilidade entre poder, tempo e voto.