Desde fevereiro, uma guerra entre os Estados Unidos e o Irão remodela o mapa energético e político do mundo, com o estreito de Ormuz transformado em palco de pressões que chegam até às urnas americanas. Donald Trump, partindo para uma convenção republicana em Dallas, prometeu que o conflito terminará logo após as eleições intercalares de novembro — uma previsão que ecoa outras já feitas e nunca cumpridas. Entre a retórica eleitoral e a diplomacia paralisada, o que está verdadeiramente em jogo é a distância entre o que um líder anuncia e o que a realidade permite.