Trump pressiona por encontro com Kim Jong-Un antes do fim de 2026

Trump está oferecendo concessões sem saber se vai ganhar algo em troca
O presidente reduz exercícios militares e pressiona por encontro, mas analistas duvidam de avanços concretos na negociação nuclear.
Mark

Por que Trump está tão interessado em um encontro agora, em 2026, quando já tentou isso antes?

Mimi

Ele precisa de uma vitória visível. Seus esforços contra o Irã não estão dando resultado, então um encontro com Kim — mesmo que não produza nada concreto — seria uma manchete positiva para sua administração.

Mark

Os analistas realmente acham que nada vai sair disso?

Mimi

Sim. O arsenal nuclear de Kim é muito mais poderoso agora do que era nas cúpulas anteriores. Trump está negociando de uma posição mais fraca, não mais forte.

Mark

E por que reduzir os exercícios militares com a Coreia do Sul? Isso não enfraquece a defesa da região?

Mimi

Trump vê isso como um gesto de boa vontade para Kim, um sinal de que quer conversa, não confronto. Mas para Seul, é complicado — eles dependem desses exercícios para se preparar contra o Norte.

Mark

A Coreia do Norte está reclamando dos exercícios mesmo assim?

Mimi

Está. Pyongyang chama os exercícios de ameaça de invasão, independentemente de Trump tê-los reduzido. É uma posição negociadora — eles sempre vão reclamar, mesmo quando ganham concessões.

Mark

Então Trump está oferecendo concessões sem saber se vai ganhar algo em troca?

Mimi

Exatamente. Ele está reduzindo exercícios, sinalizando boa vontade, tudo antes de saber se Kim vai sequer aparecer em um encontro. É um risco diplomático considerável.

  • Encontro proposto para novembro durante Fórum Ásia-Pacífico em Shenzhen
  • Arsenal nuclear de Kim Jong-Un cresceu desde últimas cúpulas
  • Exercícios militares EUA-Coreia do Sul reduzidos de 11 para 5 dias
  • Trump retornou ao poder em 2025

Trump discute encontro privado com Kim durante Fórum Ásia-Pacífico em Shenzhen, visando convencer ditador a abandonar programa nuclear norte-coreano. Analistas não esperam avanços significativos; arsenal nuclear de Kim tornou-se mais poderoso desde últimas cúpulas entre os líderes.

Trump está pressionando assessores para reunião com Kim Jong-Un ainda em 2026, possivelmente em novembro durante viagem à Ásia, buscando retomar diplomacia nuclear de seu primeiro mandato.

Donald Trump está empurrando seus assessores para que consigam organizar um encontro com o ditador norte-coreano Kim Jong-Un antes do final deste ano, segundo informações do Wall Street Journal divulgadas nesta terça-feira com base em relatos de autoridades americanas. A reunião poderia acontecer em novembro, durante uma viagem de Trump pela Ásia para participar do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico em Shenzhen, na China.

O objetivo declarado é retomar a diplomacia nuclear que marcou o primeiro mandato de Trump, tentando convencer Kim a desmantelar o programa de armas nucleares da Coreia do Norte. Mas analistas especializados em política externa são céticos. O arsenal nuclear norte-coreano cresceu significativamente desde os três encontros anteriores entre os dois líderes, tornando qualquer acordo ainda mais complexo do que era antes. Trump, segundo relatos, pode estar buscando uma vitória diplomática visível enquanto seus esforços contra o Irã enfrentam obstáculos.

Seul, a capital sul-coreana, vê com esperança a possibilidade de diálogo entre Washington e Pyongyang, acreditando que isso poderia trazer estabilidade à região. No ano passado, Trump já havia tentado organizar um encontro semelhante durante uma viagem asiática, e Pyongyang sinalizou abertura, mas a logística se mostrou impossível de ser resolvida no curto prazo disponível.

Enquanto isso, Trump já está sinalizando sua disposição em fazer concessões. No domingo, ele anunciou uma redução "considerável" da participação americana nos exercícios militares anuais Escudo da Liberdade Ulchi, realizados conjuntamente com a Coreia do Sul. Trump justificou a decisão citando sua "muito boa relação" com Kim Jong-Un e criticou os exercícios por serem caros e por enviarem, em sua avaliação, um "sinal totalmente inadequado e hostil" à Coreia do Norte, que ele descreveu como respeitosa e não ameaçadora desde seu retorno ao poder em 2025.

A Coreia do Sul respondeu anunciando que os exercícios, originalmente programados para durar onze dias até 27 de agosto, seriam encurtados para apenas cinco dias, terminando na sexta-feira (21). O Estado-Maior Conjunto sul-coreano confirmou a mudança em comunicado oficial. Um porta-voz do Pentágono afirmou que os ajustes mantêm os objetivos essenciais de prontidão e treinamento, negando que haja redução nas metas de preparação americana.

Trump também dirigiu críticas diretas a Seul, acusando a Coreia do Sul de se recusar a apoiar sua guerra contra o Irã. Enquanto isso, a imprensa estatal norte-coreana atacou os exercícios militares, classificando-os como "a ameaça mais imediata e explícita" à segurança da Coreia do Norte e da região. A agência estatal de notícias KCNA afirmou que Pyongyang exerceria seu direito à autodefesa para neutralizar as ameaças militares, sem mencionar Trump ou sua decisão de reduzir os exercícios.

O cenário que emerge é o de um presidente americano movimentando peças diplomáticas e militares simultaneamente: reduzindo exercícios defensivos com um aliado histórico enquanto pressiona por uma reunião de alto nível com um adversário nuclear. Se o encontro acontecer em novembro, será um momento crítico para entender se Trump conseguirá avançar onde fracassou antes, ou se apenas estará oferecendo concessões sem retorno tangível.

Os exercícios enviam um sinal totalmente inadequado e hostil à Coreia do Norte
— Donald Trump, em publicação na Truth Social
Os exercícios são a ameaça mais imediata e explícita à Coreia do Norte e à segurança regional
— Agência estatal de notícias KCNA
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