No cruzamento entre o poder militar e a sobrevivência política, Donald Trump proclamou controlo total dos Estados Unidos sobre o estreito de Ormuz — a artéria por onde fluía um quinto do petróleo mundial. O Irão, porém, recusa reabrir a passagem enquanto Washington não satisfizer exigências que vão do fim da guerra com Israel à libertação de fundos congelados. O memorando de junho, que prometia cessar-fogo e reabertura, ruiu em silêncio; o que resta é o confronto entre duas vontades que o mundo inteiro paga na bomba de gasolina.